Defensor da liberdade de imprensa

Por Juliano Tatsch

Nascido em 8 de outubro de 1799 no Rio de Janeiro, Evaristo Ferreira da Veiga e Barros era filho de pai português e mãe brasileira. Poliglota, estudou retórica, poética e filosofia. Quando seu pai adquiriu uma livraria, foi nela que passava horas e horas entre o trabalho e as leituras que o formaram intelectualmente.
Em 1827, passa a atuar no jornal A Aurora Fluminense, veículo destacado no período. Veiga era um ferrenho defensor da Constituição, apoiando, assim, o regime de monarquia constitucional. "A linha está traçada - é a da Constituição. Tornar prática a constituição que existe sobre o papel deve ser o esforço dos liberais", escreveu em um artigo em dezembro de 1929.
Defensor da liberdade de imprensa, era crítico, portanto, dos métodos do governo de Dom Pedro I. Eleito deputado por Minas Gerais em 1830, participou ativamente do processo político e social que culminou na abdicação do imperador em 7 de abril de 1831.
A morte repentina veio em 12 de maio de 1837, quando tinha 37 anos de idade. Os médicos diagnosticaram a causa mortis como uma "febre perniciosa" ou uma pericardite.