Piores momentos da história do RS, afirma deputada federal Any Ortiz

2023 tem sido um ano bem difícil, lamenta a deputada gaúcha Any Ortiz

Por JC

Any Ortiz
O Rio Grande do Sul continua enfrentando alguns dos piores momentos da história gaúcha. A deputada federal gaúcha Any Ortiz (Cidadania) afirma que 2023 tem sido um ano bem difícil. "Começamos com a seca, depois tivemos o ciclone que atingiu a Região Metropolitana, o Litoral, o Vale dos Sinos, entre outros, que foi muito impactante. Depois o episódio no Vale do Taquari, que deixou um número expressivo de mortes. Esta semana, as chuvas e o granizo continuam destruindo no Estado, trazendo mais prejuízos à população."
Chuvas intensas
A parlamentar acentua que cidades, praticamente foram arrasadas, como Muçum, Roca Sales, entre outras. "Algumas das cidades têm que ser reconstruídas." Posterior a isso, aponta Any Ortiz (foto), "a gente começou a ver chuvas intensas no Estado, ventos que acabam represando essa água toda. A região sul, também muito impactada, Rio Grande, Jaguarão, a fronteira, como Alegrete, e agora, a Região Metropolitana, mais uma vez, sofrendo com isso, com o Guaíba invadindo ilhas e ameaçando avançar pela região central de Porto Alegre".
Guaíba continua subindo
De acordo com a congressista, "Porto Alegre, na região das ilhas, já está bem comprometida, e o rio continua subindo. A orla do Guaíba também, uma boa parte de sua faixa de terra está absolutamente submersa, e a previsão é de mais chuva e vento. As prefeituras em alerta, a Defesa Civil pedindo para as pessoas da área de risco saírem de suas casas. O volume de água é muito grande, num solo que já está totalmente encharcado. Tem que ter o cuidado para que o deslizamento de terra não agrave ainda mais a situação."
Água destruindo tudo
A parlamentar avalia que "o que está acontecendo agora, é diferente do que aconteceu no Vale do Taquari, onde a água subiu muito depressa, o rio desceu como se fosse um tsunami, arrastando tudo o que vinha pela frente, casas inteiras inclusive. Agora, a água vem subindo um pouco mais devagar, e com isso se consegue ter uma ação preventiva, que é o que precisa, preservar a vida, em primeiro lugar".
Pedindo atenção ao governo federal
"A gente tem que tentar minimizar o prejuízo também para as famílias que lutam uma vida inteira para conquistar seus bens, e vem a água e destrói tudo. É muito triste."
Bancada gaúcha
A deputada destacou: "com o governo federal já tivemos uma série de reuniões nas últimas semanas. Além disso, a gente tem tido reuniões da bancada gaúcha com o ministro da Defesa Civil, Waldez Góes, e tem pedido a ele muita atenção. Nosso último pedido ao ministro foi de que o governo assuma um compromisso com a bancada para que os deputados disponibilizem R$ 100 milhões de emendas para o próximo ano, porque nesse ano não tem mais como; para ajudar as famílias que foram impactadas pelo ciclone e enchentes a voltarem para suas casas, retomarem suas vidas o mais rápido possível".
Tem recursos, falta legislação
"O que nos foi passado pelo ministro é que o governo tem recursos, o que falta, muitas vezes, é a legislação adequada para que haja uma previsão legal de como o recurso chegar às famílias atingidas."