Garantia da Lei e da Ordem

Por JC

coletiva de imprensa com a pré-candidata do MDB à presidência da República, Simone Tebet NA FOTO: Germano Rigotto
O clima da invasão dos Três Poderes (Congresso Nacional, Supremo Tribunal Federal e Palácio do Planalto), por "bolsonaristas", após 8 de janeiro, ainda está bastante presente na lembrança de parlamentares e de muitos brasileiros. Os petistas querem reduzir o poder dos militares, nas diversas áreas, como por exemplo, nas Operações de Garantia da Lei e da Ordem (GLOs), que ganharam muita visibilidade e foram muito utilizadas na história recente do País. Já na próxima semana, após o carnaval, deputados do PT e parte do Governo Lula, pretendem começar a coleta de assinaturas para a mudança na Constituição. Querem que não haja interpretações diferentes sobre a função do Exército no País.
Visibilidade e Poder
O que incomoda os parlamentares do PT é que as operações deste tipo ganharam muita visibilidade, e têm sido, a cada dia, mais utilizadas, uma vez que o Exército passou a ser chamado para resolver todas as mazelas sociais.
Lula vai bem na área social
As ações na área social, diretamente comandadas pelo presidente Lula, vão bem. Isso ficou claro, mais uma vez, na calamidade que assola São Sebastião e outros municípios do Litoral Norte paulista. Lula (PT, foto) foi pessoalmente juntar-se ao governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), e ao prefeito Felipe Augusto (PSDB), para que os governos juntos busquem soluções imediatas em favor da população castigada pelo temporal que causou mortes, deixou desabrigados e muita destruição. Neste episódio, Lula cumpriu o que foi prometido desde o primeiro dia de seu governo, que é: "todos trabalharem em busca de soluções para atender a população. A eleição já acabou, agora, não interessa o partido, juntos temos que resolver os problemas".
Pelo lado fiscal
Preocupado com o lado social, o presidente Lula não pode esquecer o lado fiscal. Na avaliação de lideranças da base aliada, o problema hoje, em suas falas, é a que o presidente soa meio revanchista. As cobranças de público responsabilizando o presidente do Banco Central como responsável pelos altos juros não é correta, argumentam apoiadores de Lula e economistas.
Forças Armadas
Na avaliação do ex-governador Germano Rigotto (MDB), que participou do grupo de transição, o presidente Lula forçou demais as forças armadas. "O discurso tem sido muito forte, ele tem que entender que as pessoas que se envolveram nos episódios do famigerado dia 8 janeiro têm que ser responsabilizadas e punidas, mas não são as Forças Armadas, são alguns integrantes delas", esclareceu.
Economia é o maior problema
No entendimento do ex-governador gaúcho, "o maior problema ainda é a economia. Como cumprir as promessas com o social sem o fiscal garantir os recursos para isso? De onde sairão os recursos para o cumprimento das promessas do presidente? Questiona.
Líder do campo
Nome reconhecido na política gaúcha, outro líder do Podemos é Ronaldo Santini, que, nesta segunda gestão de Eduardo Leite, lidera uma das áreas mais estratégicas do governo, a Secretaria de Desenvolvimento Rural. Atento às necessidades dos produtores agrícolas de pequenas e médias propriedades, ele trabalha articuladamente com FETAG e a Emater em soluções para problemas sérios como, mais recentemente, a estiagem.