Protagonismo internacional

Lula deixou claro que quer o País de volta ao protagonismo internacional

Por JC

In this handout photograph released by the Royal Household of Spain, Casa de S.M. el Rey, King Felipe VI of Spain (L) shakes hands with Luiz Inacio Lula da Silva after taking office in Brasilia on January 1, 2023. - Luiz Inacio Lula da Silva took office on January 1, 2023 for a third term as Brazil's president, vowing to fight for the poor and the environment and "rebuild the country" after far-right leader Jair Bolsonaro's divisive administration. (Photo by Handout / Casa de S.M. el Rey / AFP) / RESTRICTED TO EDITORIAL USE - MANDATORY CREDIT "AFP PHOTO /CASA DE S.M. EL REY " - NO MARKETING NO ADVERTISING CAMPAIGNS - DISTRIBUTED AS A SERVICE TO CLIENTS
Encerrados os festejos da posse, logo no primeiro dia, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deixou claro que quer o País de volta ao protagonismo internacional. E se reuniu, no Itamaraty, com 15 chefes de Estado que haviam participado da posse, no domingo. A cada meia hora, a conversa era com um novo dirigente, entre eles o Rei Felipe, da Espanha, os presidentes do Equador, da Argentina, de Portugal, da Colômbia e o não menos "peso-pesado" vice-presidente da China, Wang Qishan, país que é o principal parceiro comercial do Brasil.
Brasil está voltando
Nos discursos que antecederam a posse, Lula já havia deixado claro que recolocaria o Brasil no contexto do debate e do intercâmbio internacional. Desses patamares o País saiu por decisão do governo anterior, mas não há dúvidas de que os parceiros de outros tempos sentiram a ausência brasileira no debate e nas mesas de negociações bilaterais.
Valorização da política externa
Portanto, a valorização da política externa está entre as prioridades do atual governo. E isso será reforçado com a decisão do presidente da República de visitar, já em fevereiro, importantes parceiros, entre eles a Argentina, os Estados Unidos e a China. Além disso, a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva (Rede), representará o Brasil no Fórum Internacional de Davos, na Suíça, na segunda quinzena deste mês. Meio ambiente, negócios e relações internacionais têm tudo a ver. Lula honra promessa de campanha e começa arrumando a casa a partir do fortalecimento das relações com tradicionais parceiros mundiais.
Multiplicação eleitoral
O Podemos foi um dos partidos que mais cresceu no Pampa, mesmo apartado do "grenalismo" político nacional. Na última eleição, a sigla deu uma guinada de 947%, ao alcançar 318,8 mil votos na Câmara Federal. Em 2018, foram 30,4 mil votos. O aumento para a Assembleia Legislativa também é expressivo: de 64.728 para 196,6 mil votos, mais de 204%. Voz forte do partido em Brasília é o jovem deputado Maurício Marcon, que deixa de ser vereador de Caxias do Sul para ganhar eco no Congresso. Ele é um fenômeno nas redes sociais.
De olho em 2024
Braz é homem de confiança da deputada federal Renata Abreu
O desafio do presidente estadual do partido, Everton Braz, é seguir multiplicando os números e espichando a sigla Rio Grande afora; com a meta audaciosa de fundar 200 novos diretórios partidários nos principais municípios gaúchos. "Nosso plano estratégico prevê eleger, no mínimo, um vereador nessas cidades", disse à coluna. Braz é homem de confiança de Renata Abreu, deputada federal por São Paulo e presidente nacional do Podemos. "Temos uma relação direta de proximidade e profundo respeito. Essa segurança atesta a seriedade e transparência do nosso trabalho. Renata reconhece que o partido no Rio Grande do Sul cresce com solidez e maturidade, enxergando também nossa influência e participação no novo governo Eduardo Leite (PSDB)", avaliou Everton Braz.