Gigante do varejo dos EUA fecha lojas devido a roubos crescentes

Target vai fechar nove lojas em cinco cidades, entre elas Nova York

Por Patrícia Comunello

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"É muito triste, eu amo esta Target", diz o trabalhador Carlos Reyes, sobre o fechamento da loja da Target, gigante do varejo norte-americano na 116 street, no bairro do Harlem, em Manhattan, Nova York, previsto para 21 de outubro. Reyes conta que mora há três anos na cidade e faz suas compras apenas na loja e mostra, pelo celular, quanto já gastou, mais de US$ 12 mil no período. "Vai fazer muita falta para a comunidade", desabafa ele, que trabalha com entregas. "Muita gente vem só aqui." Funcionários da loja comentam que as pessoas estão reagindo com tristeza à notícia.
A reação de Reyes não é a única. De funcionários a consumidores, o lamento é geral desde que a Target comunciou, nessa terça-feira (26) que decidiu encerrar a operaçaod e nove unidades em qatro cidades, incluindo ainda Seattle, San Francisco e Portland, em difentes estados. A razão? O crescente númeor de roubos nas unidades. No comunicado lançado em seu site, a varejista lamenta a decisão, mas alega que, mesmo com medidas para combater os casos, o impacto financeiro é insustentável.
"As lojas desempenham um papel importante nas suas comunidades, mas só poderemos ter sucesso se o ambiente de trabalho e de compras for seguro para todos", afirmou a companhia ao anunciar o fechamento. Segurança dos funcionários e dos clientes foi a razão que pautou a decisão, explicitou a direção da Target mais de uma vez no comunicado. Nas lojas, e não só na Target, percebe-se que muitos produtos, de setores de tecnologia até higiene e cuidados pessoais, estão sendo trancados em armários, que antes ficavam em prateleiras abertas.