É preciso dar fim à paranoia da produtividade, alerta estudo

Por Patricia Knebel

Nadella apresentou os dados do relatório de trabalho da Microsoft
Dois em cada três brasileiros (65%) ficariam mais tempo em uma empresa se pudessem mudar de função internamente e 81% afirmam que suporte no aprendizado e desenvolvimento são fatores relevantes para se manterem no emprego. Ao escalar para o nível de liderança e tomadores de decisão, 87% dos brasileiros disseram que a capacitação pode ser um fator de retenção, contra 83% da média de liderança global.
Os dados, com recorte para a realidade brasileira, fazem parte do Relatório Pulse do Índice de Tendências do Trabalho: Trabalho híbrido é apenas trabalho. Estamos fazendo isso errado?, da Microsoft.
As gerações Z e Millenials são um pouco mais propensas a permanecer em seus empregos se tiverem a oportunidade representados por 69% no Brasil, contra 73% na média global.
No aspecto de saúde mental, 38% dos funcionários relataram que estão passando por burnout no trabalho, um número abaixo da média global, que é de 48%. o fazer um recorte por gestores, os números são 38% no Brasil e 53% globalmente.
“Colaboradores bem-sucedidos darão uma vantagem competitiva às organizações no atual ambiente de dinamismo econômico”, aponta Satya Nadella, CEO da Microsoft. Durante a apresentação dos resultados do estudo, a companhia anunciou ainda novidades na Microsoft Viva, nossa plataforma de experiência do funcionário. “O objetivo é auxiliar os líderes a acabar com a paranóia da produtividade, reconstruir o capital social e re-recrutar e reenergizar seus funcionários”, destacou o executivo.
O novo Relatório Pulse do Índice de Tendências do Trabalho também revelou que, no Brasil e no mundo, há uma crescente desconexão entre líderes e colaboradores, e opiniões diferentes no que diz respeito a produtividade e em como a experiência do trabalho híbrido tem sido.
O estudo mostra que 97% dos colaboradores no Brasil disseram que estão mais produtivos no trabalho. Embora na visão de 88% dos gestores locais, a mudança para o modelo híbrido de trabalho trouxe um desafio de entender se as pessoas estão sendo produtivas. Na média global esses dados são 87% e 85%, respectivamente.
Quando comparado com a média global, os brasileiros estão mais propensos a trabalhar presencialmente. Globalmente, 73% dos trabalhadores e 78% dos líderes relataram que precisam de uma razão melhor para ir ao escritório e que apenas as políticas da companhia não serão suficientes para influenciar sua decisão de ir ou não para o escritório. No Brasil, a média é de 60% e 62%, respectivamente.

Três mudanças urgentes que precisam ser feitas globalmente

1- Fim da paranoia da produtividade: Os líderes precisam dar mais clareza e alinhamento das metas da companhia, eliminar o trabalho desnecessário que não apoiam essas metas e escutar seus colaboradores. Cerca de 57% das empresas estão, raramente, quando o fazem, coletando a opinião dos seus colaboradores.
2- Aceitar que as pessoas vão para o escritório para encontraras outras presencialmente: A comunicação digital será crucial para manter as pessoas conectadas dentro e fora do trabalho – tanto líderes quanto colaboradores classificaram a comunicação como principal habilidade necessária para serem bem-sucedidos em suas funções neste ano.
3- Re-capacitar para re-contratar seus funcionários: 55% dos colaboradores globalmente disseram que o melhor jeito de desenvolver suas habilidades é mudar de empresa, entre os brasileiros a média é de 40%. Contudo, eles também disseram que considerariam ficar mais tempo nas empresas se fosse mais fácil trocar de posições internamente (68% global) ou se eles tivessem mais benefícios de aprendizagem e apoio para desenvolvimento (76% global).