Sua majestade, o boi

Por JC

pg3 Dia do Boi em Goiás
Aqui temos a tradição dos carreteiros, em Goiás existe a veneração ao boi. No município de Trindade, a romaria e festa em louvor ao Divino Pai Eterno destaca a importância histórica do animal e reúne, em média, dois milhões de fiéis. Algumas famílias (foto) viajam por até 15 dias em comitivas de carro de boi para pagar promessas por bênçãos alcançadas.
 

Feito para durar

Vocês que viajam nesses autinhos de plástico que parece ser de utensílio reciclado, que vestem calças jeans feitas de garrafas PET, duras como bronca de juiz e tecido mais grosso que rolha de poço, que usam guarda-chuva feita na Ásia, cujas varetas entortam ou quebram em seguida, usam calçados com solados extraídos de pneus usados de jamanta, moram em casinhas de gesso cartonado de dimensões em que você só entra no quarto de casal se tiver muito sono, e que acredita na propaganda que chama mini-quartos de suíte, você não sabe como eram produtos em décadas passadas.
Sim, crianças, a minha geração tinha a seu dispor produtos longa vida em que os fabricantes faziam questão da durabilidade. Geladeira GE durava toda a vida e mais um pouco, sapatos como os da marca Clark podiam ser quadrados e feios, mas permitiam navegar em águas do ciclone que passou aqui sem deformar e que, no dia seguinte, se podia usar até em casamento. Qualidade não era palavra à toa como hoje, qualidade era juramento.
Carros tinham versões atualizadas a cada três ou mais anos - a Mercedes, cinco. Claro que não era para nosso bico, mas a Rolls Royce se orgulhava nos reclames afirmando que a 60 milhas por hora (96 km/h) o único ruído que se ouvia era o tic-tac do relógio do painel. As calças Lee dava para passar para os netos. Despertadores eram toscos, mas não te deixavam na mão. Claro que haviam falsidades, especialmente quando vinham os fios sintéticos. Nos anos 1960, criaram a camisa Volta ao Mundo, que em minutos deixava você com uma ASA de humilhar o sovaco. Os sintéticos foram o marco zero dos descartáveis, a era dos produtos muquiranas travestidos de alta moda.
Há quem diga que a era dos ordinários começou no final dos anos 1950, quando o presidente Eurico Gaspar Dutra torou parte das reservas cambiais brasileiras, importando cintos, suspensórios, sapatos e outros artigos chamados genericamente de celulóide. Celu, de celulose, não era derivado de petróleo, mas essa já é outra história.

O furo da bala I

A verdadeira crise que assola o Rio Grande do Sul é a falta de mão de obra especializada, decorrência da falta de interesse justamente por quem mais deveria tê-lo. E não falta quem a disponibiliza. E, no curto prazo, é problema sem solução. É dar murro em ponta de faca.

O furo da bala II

Já fomos exportadores de mão de obra em décadas passadas. Um sem número de atividades, inclusive no jornalismo. Revistas e emissoras nos disputavam a tapa, a Globo e a Veja eram algumas. Hoje, bem, hoje é o contrário. Resulta que empresas até desistem de vir para cá.

Esse mundo será teu

Um estudo da Confederação Nacional do Comércio (CNC) revela que, caso a alíquota do Imposto sobre Valor Agregado (IVA) seja fixada em 25%, a compensação do aumento da carga tributária no setor de serviços ameaçaria 3,8 milhões de empregos.

A Bíblia revisitada

Mais precisamente, o Gênesis. O texto sagrado diz que, depois de criar a luz e tudo que existe, descansou no domingo, mas pela placa em loja de Arroio do Meio o dia sagrado é sábado. Pode até ser uma licença poética ou ironia, mas deixa a impressão que subverteram a Criação. Aliás, em tempos passados não trabalhar aos sábados era chamado de sábado inglês.
 

Me tira o tubo!

Corre em regime de urgência PL que estabelece que 80% dos recursos públicos para realização das festividades sejam para custear atrações musicais de forró, segundo o Poder 360.

Começou

O que a página já havia antecipado. A editora Axel Springer vai cortar 200 vagas de trabalho no tabloide Bild, o mais vendido da Alemanha, e fechar cerca de um terço de seus escritórios regionais em todo o país, como parte de uma transição para a produção digital via Inteligência Artificial, informa o blog do jornalista Felipe Vieira.

Maneira nova...

...de dizer coisas velhas. Reforma tributária é uma forma disfarçada de aumentar impostos jurando que vai beneficiar o contribuinte.

O que vem do céu

Quer ajudar moradores de rua mas não quer dar dinheiro ou comida? Dê a ele um guarda chuva e, se possível, uma capa de chuva de plástico. El Niño já bate à porta e avisa que no segundo semestre vai baldear barbaridade.

Aquele abraço

Ao povo, prefeito Alair Cemin, secretários e vereadores de Derrubadas, terra do famoso Salto do Yucumã, às margens do rio Uruguai. Ninguém derruba Derrubadas, é terra que se orgulha da sua história e atrações turísticas.