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Tramontina está preparada para explorar novas ferramentas
Empresa centenária com sede em Carlos Barbosa, mais nove fábricas no Brasil e 19 no exterior, a Tramontina iniciou há algum tempo a adoção de diversos conceitos da Indústria 4.0, como uso de robôs, integração de sistemas e simulações. A iniciativa partiu da direção e alta gestão, com a colaboração e atuação das equipes de gestão e de engenharia, e, posteriormente, avançou para os demais níveis. "Atualmente, muitos colaboradores têm participado do processo e a tendência é aumentar o número de pessoas envolvidas a cada novo ano", salienta Odair Borsoi, diretor de Produção.
Eduardo Portolan, diretor Industrial, salienta que os primeiros objetivos foram a melhoria e integração de processos, bem como mais flexíveis e eficientes. "Hoje, quando falamos de Indústria 4.0, nossos principais ativos são obter informações em tempo real da produção, maior dinamismo e flexibilidade produtiva, assegurar a segurança do trabalhador e a qualidade dos produtos, além de reduzir os custos e aumentar a produtividade", indica.
Portolan aponta que, de maneira geral, os principais avanços foram a obtenção de processos mais estáveis, melhoria de qualidade, redução de custo e maior eficiência da empresa. Um dos pilares da Indústria 4.0 é a robotização. Somente a fábrica da Tramontina, em Farroupilha, conta com 128 robôs industriais em tarefas repetitivas, com foco em segurança do trabalho e aumento de desempenho e disponibilidade nos processos produtivos.
"Há também grandes avanços na Internet Industrial, que conecta dispositivos do processo produtivo, permitindo coleta e troca de informações em tempo real e de forma eficiente. Outros avanços estão direcionados na área da simulação virtual de processos produtivos e manufatura aditiva em resinas e metais", comenta. Borsoi observa que ainda existem muitas áreas a serem exploradas e incrementadas, definindo a Indústria 4.0 como uma jornada e nunca estanque. Áreas de inteligência artificial, machine learning e gêmeos digitais são exemplos de onde existe esse espaço. Outra importante área apontada como avanço futuro é o uso da realidade aumentada com câmeras ou óculos na realização de simulações, instruções de trabalho e manutenções de forma totalmente remota.
"A adoção dos gêmeos digitais que virtualiza um ativo real e o controla de forma instantânea de forma a prevenir falhas nos equipamentos e paradas não programadas também é um campo em avanço", projeta. Na avaliação de Portolan, os principais players do mercado estão presentes no Brasil e disponibilizam os produtos desenvolvidos em suas matrizes. Refere que o país tem mão de obra especializada na área, inclusive exportando tecnologias para fora. Muitas soluções são desenvolvidas internamente pelo corpo técnico.
A adoção das tecnologias exigiu um período de amadurecimento para entender de que forma ela beneficiaria a empresa. Borsoi indica que o investimento e a necessidade de parada dos equipamentos para adequações também afetam a velocidade da transformação. Também aponta dificuldades na conectividade entre sistemas e cobertura de sinal de rede em toda a planta.