Mauro Belo Schneider

O empreendedor também é dono da Santucci Comércio de Livros

Livreiro conhecido assume papelaria para continuar sonho da filha

Mauro Belo Schneider

O empreendedor também é dono da Santucci Comércio de Livros

Nascido em São Paulo e transferido para o Rio Grande do Sul em 1991, Osvaldo Santucci Junior, 68, é conhecido em Porto Alegre por seu envolvimento com o setor livreiro. Dono da Santucci Comércio de Livros, ele, recentemente, fez um investimento em um novo ramo, o de papelaria. A intenção era que a filha, Cátia, administrasse a Phoenix, na avenida Venâncio Aires, nº 158, mas ela acabou falecendo em agosto passado, aos 35 anos de idade.
Nascido em São Paulo e transferido para o Rio Grande do Sul em 1991, Osvaldo Santucci Junior, 68, é conhecido em Porto Alegre por seu envolvimento com o setor livreiro. Dono da Santucci Comércio de Livros, ele, recentemente, fez um investimento em um novo ramo, o de papelaria. A intenção era que a filha, Cátia, administrasse a Phoenix, na avenida Venâncio Aires, nº 158, mas ela acabou falecendo em agosto passado, aos 35 anos de idade.
Cátia, que tinha uma doença autoimune no pulmão, era uma incentivadora do pai. Ela, inclusive, lhe motivava a ser uma pessoa tão participativa na Feira do Livro de Porto Alegre. Osvaldo integrou a diretoria da Câmara Rio-Grandense do Livro durante dois anos como representante dos distribuidores, dois anos no setor Financeiro, dois anos como vice-presidente e dois anos como presidente.
Agora, a papelaria, comprada em 2021, ficou para ele e para a família. "Como era um sonho dela (Cátia), resolvi dar continuidade", justifica Osvaldo, que tem gostado do mercado.
O setor de livros, conforme o empreendedor que atua no ramo desde 1986, sofre com a concorrência digital. Ele e a esposa, Cristina, dizem que não tem como competir com os preços da Amazon, por exemplo. Mesmo assim, o casal, com a ajuda do filho, Fábio, mantém a Santucci Distribuidora, também na avenida Venâncio Aires, mas no número 78.
Pelo contexto imposto pela tecnologia, a família vê futuro na papelaria. "As pessoas não vão comprar lápis e canetas na internet", percebe Osvaldo, convivendo mais com o público do bairro e entendendo os tipos de produtos que são convenientes para a clientela.
A Phoenix existe na Venâncio há 22 anos, e o livreiro era cliente do estabelecimento antes de virar dono. Decidiu comprar, inclusive, por sempre observar muito movimento no local, que vende materiais de escritório, escolar, livros e faz cópias e impressões. "Ninguém mais recebe nada físico, e vem imprimir os boletos aqui", afirma Cristina.
Mauro Belo Schneider/Especial/JC
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Mauro Belo Schneider - editor do GeraçãoE

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