Mauro Belo Schneider

A marca vende para o público final, cafeterias e para o varejo em três estados

Café que começou com dois irmãos no Mercado Público emprega 70 pessoas

Mauro Belo Schneider

A marca vende para o público final, cafeterias e para o varejo em três estados

O Café do Mercado, que começou em 1997 no Mercado Público de Porto Alegre e que opera até hoje no local, surgiu da inspiração de seus fundadores por um movimento que ocorria nos Estados Unidos na época. Hoje, é a história dos irmãos Clóvis Althaus Júnior e Felipe Althaus que serve de exemplo para outros negócios. Os dois começaram a banca sozinhos e, atualmente, somam 70 funcionários e atendem 2,5 mil estabelecimentos.
O Café do Mercado, que começou em 1997 no Mercado Público de Porto Alegre e que opera até hoje no local, surgiu da inspiração de seus fundadores por um movimento que ocorria nos Estados Unidos na época. Hoje, é a história dos irmãos Clóvis Althaus Júnior e Felipe Althaus que serve de exemplo para outros negócios. Os dois começaram a banca sozinhos e, atualmente, somam 70 funcionários e atendem 2,5 mil estabelecimentos.
“Eu e meu irmão estávamos voltando de um tempo na Califórnia, onde vimos o surgimento de algumas empresas de café de alta qualidade e aquilo nos inspirou”, lembra Clóvis. Segundo ele, no fim dos anos 1990, a importância do café para as pessoas no mundo inteiro passava pela transição da "bebida que mantinha as pessoas acordadas e para se aquecer" para algo associado à gastronomia, valorizado pelo sabor e pelo prazer.
“Assim, iniciou nossa trajetória, desenvolvendo e entregando cafés de alta qualidade, o mais fresco possível para consumo residencial. Aos poucos, para cafeterias”, resume Clóvis.
Em 2001, o Café do Mercado montou sua primeira torradora e, a partir daí, passou a focar no fornecimento de cafés espresso para food service. A estrutura opera, agora, na rua Cairu, nº 163, no bairro Navegantes, na Capital. Até então, o grão era torrado em uma torradora no interior.
Um dos cuidados dos empreendedores foi sempre participar das principais iniciativas e movimentos brasileiros na direção do café de alta qualidade, como os campeonatos de barismo e da Associação Brasileira de Cafés Especiais, que os certifica garantindo respeito social, ambiental, padrão e rastreabilidade dos produtos.
Arquivo Pessoal/Divulgação/JC
O Café do Mercado atua em três estados brasileiros. Além das cafeterias, fornece os especiais de origem para mais de 40 redes de varejo. “No momento, estamos retomando o projeto de franquias que sempre foi interesse nosso e que tem uma enorme procura. Serão dois modelos: a banca, com foco na venda de café moído na hora, e a cafeteria”, detalha o empresário.
Outro diferencial da empreitada foi o suporte ao barismo. Isso gerou e continua proporcionando relacionamento constante. “Treinamos milhares de baristas ao longo desses 25 anos fazendo com que a qualidade do café que entregamos a eles chegue na xícara dos consumidores”, explica.
O sistema foi exportado, ainda, para o Chile e para o Uruguai, onde desde 2009 há um distribuidor. Em 2019, pouco antes da pandemia, a banca do mercado foi ampliada, passando a ocupar o dobro do espaço, através de uma licitação.
“Sempre tivemos um projeto muito claro, bem definido, que é nos associar a fazendas de alta qualidade, investir em equipamentos de ponta na torradora e posicionar bem a marca. A qualidade, mesmo em momentos muito difíceis como esse que vivemos em função da alta do café cru, é o que nos ajuda a ir adiante”, interpreta Clóvis.
Arquivo Pessoal/Divulgação/JC
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