Mauro Belo Schneider

Para o músico, as plataformas privilegiam determinados grupos em detrimento de outros

Rincon Sapiência ressalta que redes não são tão democráticas assim para artistas

Mauro Belo Schneider

Para o músico, as plataformas privilegiam determinados grupos em detrimento de outros

O músico Rincon Sapiência diz que está cada vez mais difícil para os artistas independentes alcançarem o público, já que as redes sociais limitam a entrega dos conteúdos, obrigando o pagamento por alcance ou o enquadramento em modismos. Além disso, vê o fenômeno das dancinhas nas plataformas, mais uma vez, privilegiar apenas determinados formatos de produção.
O músico Rincon Sapiência diz que está cada vez mais difícil para os artistas independentes alcançarem o público, já que as redes sociais limitam a entrega dos conteúdos, obrigando o pagamento por alcance ou o enquadramento em modismos. Além disso, vê o fenômeno das dancinhas nas plataformas, mais uma vez, privilegiar apenas determinados formatos de produção.
"A minha única ressalva é que tem artistas muito interessantes, que têm muito a oferecer e fazem coisas muito boas, mas que não propõe esse tipo de coisa. Então, a parte lamentável é que acaba mudando o rumo e favorece um certo grupo. E outro menos", reflete.
Segundo Rincon, a música como um todo pode trazer várias sensações e as que não geram algo viral acabam ficando de lado, embora sejam ricas em qualidade. "Limita alguns artistas, mas procuro não ir contra as tendências e busco saber como posso usar ao meu favor sem perder minha personalidade", afirmou na Gramado Summit.
A dificuldade em fazer música não é novidade. Antigamente, para um produto chegar às ruas, era necessário estar associado à uma gravadora, que colocava os artistas na mídia. "Ter um outro caminho que atingisse a periferia fez com que a gente criasse perspectivas de fazer música e sonhar em ser grande", lembra, do período de pirataria, quando o rap ganhou força.
Por isso, ele reconhece que a internet foi benéfica para que outras vozes aparecessem, mesmo que limitante. "Hoje, temos formas de comercializar nossa música, mas esse terreno privado não é tão democrático assim para ter alcance. Tudo depende da relação com a base de fãs, de impulsionamentos e campanhas", aponta.
Mauro Belo Schneider

Mauro Belo Schneider - editor do GeraçãoE

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