Isadora Jacoby

A nova operação do Firma surgiu durante a pandemia e, agora, oferece a modalidade de venda fidelizada

Bar lança clube de assinatura de viandas para almoço em Porto Alegre

Isadora Jacoby

A nova operação do Firma surgiu durante a pandemia e, agora, oferece a modalidade de venda fidelizada

Receber, em casa, a cada dia da semana um prato diferente, pronto para consumo, sem precisar parar para pensar ou chamar um delivery. Esse é o clube de assinaturas de almoço Vianda, braço do Firma Bar. A operação surgiu como uma alternativa para o negócio manter os resultados em dia frente às mudanças geradas pela pandemia. Agora, além do cliente pedir individualmente as refeições, é possível escolher planos fidelizados. 

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Receber, em casa, a cada dia da semana um prato diferente, pronto para consumo, sem precisar parar para pensar ou chamar um delivery. Esse é o clube de assinaturas de almoço Vianda, braço do Firma Bar. A operação surgiu como uma alternativa para o negócio manter os resultados em dia frente às mudanças geradas pela pandemia. Agora, além do cliente pedir individualmente as refeições, é possível escolher planos fidelizados. 
O chef Ricardo Dornelles Maciel, 27 anos, sócio da operação com Matheus Strelow, 30, conta que a ideia de criar uma marca separada do Firma, bar que opera na rua Coronel Genuíno, n° 116, desde 2019, veio para atender uma demanda que surgiu em razão das orientações de distanciamento social. Com o movimento noturno enfraquecido, os sócios apostaram no formato diurno. "Teve um comportamento diferente dos clientes de ficar em casa e comer coisas mais gostosas, mais confortáveis. Vimos que existia uma oportunidade bem grande de sanar uma dor para as pessoas que estão fazendo home office, que não tem tanto tempo de cozinhar, que querem otimizá-lo, dar uma descansada. Pensamos em um delivery de almoço que fosse uma comida um pouco mais contemporânea e autoral", conta Ricardo. 
Agora, além dos pratos individuais vendidos no iFood, os sócios apostaram no modelo de clube de assinaturas, o que, segundo Ricardo, foi uma forma de tornar a empresa mais sustentável. São dois planos disponíveis com entregas de duas ou quatro vezes na semana. O plano light, com oito almoços, conta com dois acompanhamentos, dois extras, entrega gratuita, 10% de desconto no bar e custa R$ 280,00 por mês. O plano premium custa R$ 540,00 e contempla 16 almoços, quatro acompanhamentos, seis extras, quatro sobremesas e bebidas, entrega grátis e 15% de desconto no Firma. Na terça-feira, os sócios do clube recebem o cardápio da semana e escolhem em quais dias desejam receber as refeições. "Já começamos a semana sabendo quanto de produção temos que fazer de cada prato, então não gera desperdício. Sabemos a rota que os motoboys farão, a frota que vamos precisar. É muito mais fácil abrir o restaurante sabendo o que vai vender que abrir as portas esperando para ver o que vai sair", afirma Ricardo. As assinaturas podem ser feitas pelo site (firmabar.com/vianda). 
A operação, que usa a mesma estrutura e equipe do bar, foi fundamental para salvar o negócio inicial dos sócios, garante o empreendedor. "Ainda estamos respirando por aparelhos. Tivemos um prejuízo gigantesco desde o começo da pandemia. Até agora, não tivemos nenhum mês de lucro, mas a nossa esperança é que, com as assinaturas, melhore", deseja. Apesar dos desafios de iniciar uma nova marca, Ricardo acredita que é um terreno seguro para dupla, que já explorava a gastronomia no Firma. "Criar esse braço de atuação foi bem desafiador e continua sendo. Mas a coisa que menos pensamos é aquilo que temos mais segurança, que é fazer uma comida de qualidade", pontua. 
O projeto é que o Vianda siga sendo uma operação digital, já que o cardápio servido a noite no bar não tem o mesmo perfil de cliente. "São marcas e públicos diferentes. À noite, para jantar, geralmente é um evento, uma confraternização, diferente do almoço, que é uma refeição", pondera Ricardo, salientando que, agora, o salão do bar virou as redes sociais. "O cliente deixou de vir ao espaço físico, e nossa rede social se tornou nosso salão. Começamos a comunicar de uma maneira que conectasse com as pessoas e, em meio a isso, criamos um restaurante digital, pensado exclusivamente para comer em casa, no carro, no trabalho, já que a comida vai pronta para consumo", destaca Ricardo. 
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Isadora Jacoby - repórter do GeraçãoE

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