RedaçãoE

Veja opções para degustar em casa que vão do sushi ao quindim de café

Guia de tele-entregas em Porto Alegre e Região Metropolitana

RedaçãoE

Veja opções para degustar em casa que vão do sushi ao quindim de café

Pelo segundo ano consecutivo, o GeraçãoE lança o seu guia gastronômico Experimenta. Em 2019, o foco eram os novos restaurantes que haviam aparecido em nossas reportagens prévias. Agora, em 2020, por conta da pandemia do coronavírus, resolvemos mostrar as operações que se adaptaram ou já nasceram no formato tele-entrega (o famoso delivery).

Ops! Este conteúdo é exclusivo para assinantes...

Pelo segundo ano consecutivo, o GeraçãoE lança o seu guia gastronômico Experimenta. Em 2019, o foco eram os novos restaurantes que haviam aparecido em nossas reportagens prévias. Agora, em 2020, por conta da pandemia do coronavírus, resolvemos mostrar as operações que se adaptaram ou já nasceram no formato tele-entrega (o famoso delivery).
Nesta página, leitores e leitoras encontrarão exemplos de negócios que superaram - e continuam superando - esse momento tão difícil oferecendo um serviço essencial. Com grande parte da população reservada em casa para se proteger do vírus, pedir comida por aplicativo ou por telefone foi a salvação para muita gente. Viva os entregadores!
Afinal de contas, apesar da mudança de ambiente, do escritório para a residência, as tarefas continuaram. E aumentaram. Acumulou o serviço doméstico, a atenção aos outros familiares e a ansiedade foi às alturas. Nem todo mundo sabia cozinhar ou tinha tempo para isso.
Vimos, em 2020, a tecnologia fazendo o setor de delivery dar um salto. Se antes as entregas levavam horas, agora a agilidade predomina. E isso começou logo que a Covid-19 chegou ao Brasil, ou seja, os empreendedores responderam rápido ao cenário.
Conforme o RankMyApp, o número de downloads dos aplicativos de delivery teve um crescimento de 30% em março em relação ao mês anterior.
LUIZA PRADO/JC
Nos últimos meses, o GE apresentou opções de tele-entrega dos mais diferentes produtos. De galões de água a sobras de restaurante, passando por chocolate e café. Sabemos que várias marcas ficaram de fora do conteúdo, mas nos limitamos a dar destaque às iniciativas que chegaram até a nossa equipe.
Uma boa leitura, com uma tele para acompanhar!

Origem Cozinha Artesanal

Nova marca e conceito. A Empadoca Empadas Artesanais, de Gravataí, se transformou. A empresa passou a se chamar Origem Cozinha Artesanal. “Fomos entendendo o que funcionava ou não para os clientes nesse meio tempo, adicionando produtos e mudando o foco, que antigamente era nas empadas”, explica a fotógrafa Alexandra Silveira, uma das idealizadoras do negócio. “Tivemos um crescimento e reconhecimento muito rápido. As coisas se espalharam de uma forma que me surpreendeu.”

Tokyo Sushi

Transformar uma operação presencial em delivery não é tarefa fácil, mas, em 2020, foi necessária para o Tokyo Sushi. Com operação encerrada no fim de 2019 no Praia de Belas Shopping, o negócio reabriu repaginado, com duas operações de delivery e takeaway nos bairros Petrópolis e Sarandi. Em breve, os sócios Leonardo Prade, 46, Eduardo Chiodo Cunha, 39, Diego Chiodo Cunha, 36, e Hélio Oliveira, 62, projetam abrir uma nova loja na Zona Sul, que já tem contrato fechado. "Tivemos que virar completamente a chave, sair da loja fisica para o delivery. Levamos uns três a quatro meses para fazer todas as adaptações necessárias", afirma Leonardo.

Padocaria

Em quatro meses de operação, a Padocaria, que fica no bairro Rio Branco, em Porto Alegre, alcançou a meta de faturamento para a pandemia. O feito é comemorado pelo sócio Giulio Menin, 22, que, ao lado de André Fich, 28, e Vinícius de Borba, 25, comanda o negócio.

Joseph's

Foi um ano difícil para o Joseph's, revela o sócio João Henrique Martins.Para driblar a crise, o negócio apostou no delivery de drinks como diferencial. Agora, com as novas regras de abertura, o local está operando das 13h às 20h, de segunda a sábado.

Salivare

A Salivare, que aposta no conceito de restaurante à la carte em casa, já nasceu no delivery. Fundada pela analista de sistemas Adriane Lengler e pelo administrador e chef de cozinha Jaques Machado Jr., a empresa está superando as expectativas nas vendas.

Prawer

Depois das dificuldades, um tempo de tranquilidade. A Prawer, marca de chocolates finos de Gramado, viveu o ano mais fora da curva da história e lançou um clube de assinaturas. Conforme pontua o diretor executivo, Mauricio Brock, agora, a empresa voltou aos trilhos.

Batburguer

A hamburgueria do Batman, de Canoas, era delivery desde dezembro de 2019. Daniel Ferraz diz que o empreendimento está crescendo. "Para 2021, temos as melhores expectativas. Consolidação da marca, expandir com filiais ou franquias. Seguir trabalhando."

Mr. White

A Mr. White, cafeteria em Porto Alegre inspirada na série Breaking Bad, apostou no delivery e take-away. Para o empreendedor Bruno de Souza, as coisas vão engrenar no ano que vem. "Acreditamos que, com a possibilidade da vacina, a situação comece a melhorar."

Oh Brüder

João Otto, da Oh Brüder, que apostou no delivery, diz que a procura pelo café cresceu muito na pandemia. "Não tínhamos entregas, e hoje é um braço do negócio. Se formos analisar, estamos operando muito bem e com crescimento", pontua João.

Olivia Café

O Olivia Café, de Porto Alegre, fechou sua loja física no início de novembro, mas vai seguir no delivery. O clube do Chalat, programa de assinatura do pão tradicional judaico, vai continuar, e o Olivia Café passará por algumas mudanças em 2021. 

Food Lover

O casal Melissa Henz e Solon Almeida, do Food Lover, atua, agora, somente no delivery, algo que antes da pandemia não estava nos planos do casal. "Como temos uma equipe pequena, dessa forma, não precisamos de garçom, atendente e outras coisas."

SpitFire

O restaurante de comida caseira SpitFire Homemade Food, que tem duas unidades, se lançou no delivery em abril. O faturamento está longe do esperado, mas está pagando as contas. Com o delivery, o local conseguiu manter o restaurante, que ficou fechado.

Pizza da Dupla

Os cantores Claus e Vanessa lançaram a Pizza da Dupla, em 2020, com foco no delivery. Recentemente, com o objetivo de partir para uma produção em escala, optaram por virarem uma indústria de pizza sem glúten, fornecendo para lojas e supermercados.

Senhora dos doces

A confeiteira Silvia Rosane Domingues, da Senhora dos Doces, viu sua demanda crescer em 2020, principalmente pelo fato de ter apostado no delivery e ter focado seu marketing em um produto: quindins de café. Diz que o ano foi muito melhor do que o anterior.
 

Bendizê

A Bendizê usou criatividade e estratégia de negócio para superar a pandemia. No início, lançou a experiência de os clientes finalizarem o lanche em casa, com direito a queijo derretido. Depois, abriu outra unidade, para atender às demais regiões da cidade.

Experience

Os sócios da Evidência Press, Marcelo Foletto e Edith Auler, se uniram a Jacque Pegoraro, do Tenho Visto, para criar uma experiência gastronômica em tempos de isolamento social. O Delivery Experience reúne marcas e público através do Zoom.

Chocólatras

Ir a uma unidade do Chocólatras era um programa para muitos porto-alegrenses. Neste ano, porém, o funcionamento se deu, basicamente, por delivery ou takeaway. "Preferi não reabrir o salão mesmo quando foi liberado, pois entendo que não houve alteração significativa na situação da pandemia na cidade", diz Leca Heinzelmann. Segundo ela, o formato surpreendeu. "Fizemos boas campanhas e, apesar das dificuldades, chegamos até aqui com saúde e sem demissões."

Canto Rural

Mais do que comida, o Sítio Canto Rural, da Zona Sul da Capital, passou a entregar uma experiência. Para as pessoas que não podiam sair de casa, sentir o cheiro e o gosto de natureza nos produtos as conquistou. O local foi reaberto em novembro, após sete meses fechado, com o serviço de café na hora com novo formato e mesas ao ar livre. "Estamos recebendo 20 pessoas. Tudo para garantir um passeio seguro para nossos clientes", avisa Noara Tubino.

Mesa de Cinema

Centenas de pessoas já viveram a experiência promovida, há anos, pela jornalista Rejane Martins no projeto Mesa de Cinema. Inspirados em filmes, os jantares despertavam emoções. Em 2020, teve de migrar para o digital. Os participantes recebem em casa o kit da refeição e podem interagir com a programação de forma virtual. Em 2021, a ideia é fazer o evento presencial para pequenos grupos e dali transmitir para quem fica em casa. "Um evento 'phygital'", diz Rejane.

Cozinhe.me

Até quem nunca tinha chegado perto do fogão, teve de recorrer ao equipamento durante a quarentena. Nesse processo, algumas pessoas se descobriram chefs. O cenário, portanto, foi positivo para o projeto Cozinhe.me, que envia alimentos para serem finalizados em casa e ter uma experiência de profissional da culinária. Em 2020, a iniciativa vendeu mais de 400 kits até outubro, o que representou um crescimento de 120% em relação a 2019, e será acelerada em Lisboa.

Fome de bolo

Embora o setor de bolos também tenha sentido o baque da pandemia, as proprietárias da Fome de Bolo, Daniela e Roberta Pessuti, optaram por não parar a produção mesmo quando a maioria da população estava em casa. Afinal, um lanche sempre cai bem e ajuda a superar os momentos de estresse. Para 2021, a meta é retomar os planos parados de 2020. A nova loja, que abriria em junho no bairro Bela Vista, deve ficar pronta em fevereiro. Hoje, o delivery representa 70% do negócio.

Vida e Saúde

Restaurantes tradicionais, com buffet, que não operavam por delivery tiveram de fazer uma adaptação brusca em 2020. Foi o que aconteceu com o Vida e Saúde, do Centro Histórico de Porto Alegre. "Desde sua fundação, o Vida e Saúde passou por diversas crises econômicas, mas os impactos foram amenos e previsíveis, algo em torno de 20% do faturamento. Já em 2020, fomos surpreendidos. Passamos quase dois meses fechados e um longo tempo com o buffet fora de operação, onde o delivery era a única opção", detalha Layon Anselmini.

Coffee & Stuff

O Coffee & Stuff, que ficava no Moinhos de Vento, não resistiu ao alto aluguel combinado ao isolamento social e acabou fechando sua unidade física. O café, que se propunha a oferecer a experiência de vivenciar o idioma inglês, migrou totalmente para o delivery. "Estamos em uma dark kitchen (cozinha especial), onde estamos preparando e criando delícias para nosso clientes. Tudo artesanal e da melhor qualidade", garante Melissa Marsillac, uma das sócias.

Último Pedido

Popular na Europa, chegou a Porto Alegre um aplicativo que serve de solução para os estabelecimentos gastronômicos que não conseguem calcular a produção em tempos de isolamento social. O app Último Pedido versão brasileira também traz vantagens aos consumidores, que pagam 50% do valor por refeições que sobrariam nos empreendimentos.

Riversides

Logo após o encerramento das operações do restaurante Riversides, desde 1992 no mercado, a marca entrou no segmento de delivery. O local sempre foi reconhecido pela diversidade da sua gastronomia, tendo como destaques o churrasco e a culinária japonesa. No final de março, o endereço da Nilo Peçanha, que abrigou  a operação pelos últimos 15 anos, foi concedido para um grande empreendimento imobiliário. "Dessa forma, focamos na operação via delivery", diz Audrey Hoefel.

La Victória

Em 2020, Eduardo Ferreira, do La Victória Sabores do Pampa, passou a levar a culinária campeira através de delivery. Natural de São Gabriel, Eduardo conta com uma trajetória de mais de quatro anos no ramo gastronômico. Ao longo do tempo, se especializou na cozinha campeira e, hoje, aposta em um cardápio rústico, com pratos típicos gaúchos. No menu, além dos diversos cortes bovinos, suínos e ovinos, estão iguarias típicas, como o entreveiro e o carreteiro de charque.

Montecchio Pizzaria

A Montecchio Pizzaria, de Porto Alegre, que até agosto era conhecida como Giulietta, tem chamado atenção por um ingrediente usado em suas receitas: o queijo coalho tostado. Iguaria que é unanimidade entre os brasileiros - vendida, inclusive, na beira da praia - garante um sabor especial às pizzas de 4 Queijos, Carne de Sol (preparada com manteiga de garrafa) e Verona. O fato de o negócio ter nascido, em 2016, no formato tele-entrega ajudou Rodrigo enfrentar a pandemia, pois ele já entendia dos processos e da forma como servir os clientes que estavam em casa. Por outro lado, viu a concorrência triplicar. "O delivery virou a bola da vez. Se eu tinha 500 concorrentes, passei a ter 1,5 mil. Todo mundo que não era se tornou delivery da noite para o dia", afirma.

Deixe um comentário