Vitorya Paulo

A pandemia do coronavírus provocou um avanço do público no meio digital

Pesquisa visa entender a relação dos mais velhos e a tecnologia

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A pandemia do coronavírus provocou um avanço do público no meio digital

No Brasil, há mais de 30 milhões de pessoas com 60 anos ou mais, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Essa expressiva parcela da população teve de se adaptar às atividades remotas e a distância durante a pandemia do coronavírus. Resultado: mudou a forma de consumo também, ficando mais digitalizada.

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No Brasil, há mais de 30 milhões de pessoas com 60 anos ou mais, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Essa expressiva parcela da população teve de se adaptar às atividades remotas e a distância durante a pandemia do coronavírus. Resultado: mudou a forma de consumo também, ficando mais digitalizada.
Para entender essa nova realidade, o fundador da Integrar Gerações, espaço de aprendizagem de Porto Alegre focado no público 60 , Guilherme Menezes, promoveu uma pesquisa on-line nacional com 459 pessoas com mais de 50 anos para analisar os comportamentos de quem já está na terceira idade ou chegando nela.
Um dos dados expressivos coletados no levantamento é sobre a participação em aulas on-line, que subiu de 22% para 53%. Pós-pandemia, 45% responderam que vão seguir realizando as atividades de forma virtual. "Percebemos que se abrem oportunidades muito grandes para os empreendedores. Aulas de inglês, aulas de canto e consultas vão seguir no presencial e no on-line", exemplifica Guilherme. Outro destaque é o fato de que a maioria dos entrevistados demonstrou desejo em retornar às atividades presenciais, como compras e cursos, mas existe tendência em buscar harmonia entre o digital e o presencial pós-pandemia.
Para o empreendedor, os dados são importantes para traçar estratégias e começar a desenvolver produtos e serviços adaptados aos idosos. Conforme a pesquisa, 56% responderam que vão seguir participando e assistindo lives depois que o período de isolamento social passar. Além disso, o público 60 já sentiu que existem vantagens de ficar em casa para além da segurança à saúde.
Ao não ter de ir ao banco para pagar contas ou assistir a cursos, os idosos evitam assaltos ou acidentes de mobilidade, por exemplo. "Eles perceberam que a utilização da tecnologia e os serviços on-line trazem benefícios", destaca Guilherme. Mesmo sendo uma fatia de consumidores exigentes, o empreendedor acredita que vale a pena investir em soluções voltadas a eles. "Não é uma tendência, é uma realidade", afirma.

Mais alguns dados da pesquisa da Integrar Gerações

  • A rede social com maior presença do público é o WhatsApp, com 99%, seguido pelo Facebook e Instagram.
  • Ocorreu crescimento de 34% nos serviços de delivery de alimentos durante a pandemia.
  • Serviços de streaming de vídeo cresceram 10%.
  • Crescimento da presença em lives de 18% para 71%.
  • Participação em aulas on-line passou de 22% para 53%. No pós-pandemia, 45% responderam que vão seguir realizando essas atividades de forma digital.
  • Utilização de internet banking não se alterou durante a pandemia (69%). Porém, 81% responderam que, pós-pandemia, desejam utilizar esses serviços.
  • Redução de 67% das compras on-line de eletroeletrônicos para 60% durante a pandemia. Após o isolamento, 68% responderam que retornarão a realizar compras on-line desses produtos.
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Vitorya Paulo - repórter do GeraçãoE

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