Especial Verão Litoral - Geração E
na foto: Daniel e Raul Diehl, Cervejaria Narcose em Capão da Canoa Especial Verão Litoral - Geração E na foto: Daniel e Raul Diehl, Cervejaria Narcose em Capão da Canoa Foto: CLAITON DORNELLES /JC

Família se muda para a praia e monta fábrica de cervejas

Além da parte fabril, a Narcose tem um bar que funciona de quinta a sábado e promove eventos ao ar livre

A cervejaria Narcose, de Capão da Canoa, nasceu no exterior. Foi na Áustria, em 2015, que Daniel Diehl, de 30 anos, comentou com os pais sobre o desejo de mudar de vida.
Há um ano no país europeu, fazendo doutorado na área da Biologia, desabafou para Raul e Elise sobre a vontade de deixar a carreira acadêmica. Estava decidido a empreender no ramo de cervejaria. A família, então, voltou de férias comprometida a abraçar a ideia.
O casal fez diversos cursos para aprender sobre a bebida, em Porto Alegre e Blumenau, e cuidou da parte burocrática da abertura da empresa. Enquanto isso, Daniel trabalhou voluntariamente em indústrias da Europa em busca de aperfeiçoamento. Escolheram erguê-la no Litoral Norte, onde passaram a residir depois de venderem uma fábrica de injetados plásticos, em Novo Hamburgo. "Tudo foi construído do zero em um terreno que já tínhamos. Passamos por embargo de obras, licença. Foi um trabalho bem exaustivo, mas conseguimos vencer todas as etapas", orgulha-se Raul. Em novembro de 2017 o local finalmente abriu, no número 80 do acesso rua Lateral, no bairro Condado de Capão.
CLAITON DORNELLES /JC
Além da área fabril, a Narcose conta com um bar em estilo industrial (parede de cimento e encanamento externo), que abre de quinta-feira a sábado, a partir das 19h. No espaço, os clientes podem provar 10 cervejas da linha da marca e curtir, sazonalmente, shows e eventos ao ar livre.
A capacidade de produção mensal da casa é de 15 mil litros, sendo que parte do volume é destinada a terceiros. As latas coloridas e divertidas, estampadas na temática marinha, podem ser encontradas na Capital e em outros estados do Brasil, como São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Bahia, Belém e Amazonas.
CLAITON DORNELLES /JC
O nome do negócio, aliás, também é inspirado no mar. Os quatro Diehl (ainda tem a irmã de Daniel, Raquel, que cuida da área comercial) são apaixonados por mergulho, pontua Raul. "Narcose é um efeito que acontece quando tu vais muito mais fundo, principalmente quando tu vais muito rápido", explica Daniel. Ele acrescenta que priorizou um nome em português. "Estamos no Brasil. Não é porque a cerveja é alemã que ela é melhor", ressalta. O jovem revela também que não gosta de usar o termo de cerveja artesanal. "É uma cerveja bem feita. É uma indústria, mas muito menor. A diferença é que a gente preza mais pelo tempo", completa.
Apesar de empreenderem em família, o patriarca garante que os conflitos não são recorrentes.
"Às vezes, dá algumas discussões, mas tentamos não nos metermos no serviço do outro", detalha. Os empreendedores estão planejando diversos eventos na alta temporada, mas avaliam se vale a pena manter o bar aberto no próximo inverno. Enquanto isso, esperam consolidar a Narcose no mercado gaúcho.
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Comentários ( 1 )
  1. Antonio Carlos Nogueira

    Boa iniciativa e bello emprendimento e tem tudo para prosperar desde que invista na marca e possa expandir.

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