Fabiano Bladt é sócio da Usthemp Shoes Com atuação online, Usthemp prioriza causas animais e defende atendimento humanizado aos clientes Foto: Usthemp/Divulgação/JC

Marca de Lajeado customiza calçados com fotos de pets

Conheça também outros negócios que colocam os bichinhos como foco de seus planos de negócios

Imagine ter um calçado com a ilustração de seu pet? Seja ele um cão, um gato ou um pássaro. A marca Usthemp, de Lajeado, administrada por Fabiano Bladt, 37 anos, se propõe a concretizar esse desejo. E o negócio ainda defende a bandeira vegana, ou seja, sem uso de matéria-prima animal em seus processos.
A ideia surgiu em 2010, mas foi a partir de 2015 que as coisas ganharam forma. Inicialmente, o plano era terceirizar a produção. Por tratar-se de calçados vendidos em quantidade limitada, já que são customizados, as fábricas não demonstraram interesse em tocar o trabalho. Com isso, Fabiano foi obrigado a buscar uma alternativa: montar sua própria indústria. "Foi bom, pois não há limitações na parte criativa", afirma o empreendedor.
A preocupação com o meio ambiente surgiu há pouco - algo que só é possível por ele mesmo tomar as decisões de como os itens são feitos. "Depois que percebemos o veganismo, que é uma bandeira que admiramos, incorporamos à marca", afirma.
Hoje, 14 pessoas dividem-se entre a produção e a administração da Ushtemp. Tênis, alpargatas e mochilas levam a etiqueta da empresa, e a comercialização ocorre através do site www.usthemp.com. Por enquanto, não há planos de abrir uma loja física própria. E os motivos são baseados na opção pela personalização. "Nossa marca acabaria sendo sinônimo de frustração, pois teria que ter mais de 60 mil pares em uma loja para que o cliente pudesse chegar, escolher uma estampa e uma numeração, e ter o calçado na hora. Então, é completamente inviável esse formato", ressalta.
Além disso, o ambiente digital tem apresentado oportunidades de crescimento. A maioria das compras, aliás, ocorre por celulares. "Nos últimos meses, nossas vendas em smartphones superaram 60% em relação a outros dispositivos", detalha.
O produto com maior saída, conforme Fabiano, é o tênis com estampa de cachorrinhos, que tem variedade tanto nas artes - com diversas raças e cores - como em modelos de calçadoNesse tempo de mercado, Fabiano já percebeu que o público é variado, mas há predomínio nas vendas para mulheres, com idades entre 25 e 30 anos.
A fábrica não possui estoque, e os produtos só ficam guardados quando há problema de numeração. Os preços variam entre R$ 139,00 e R$ 279,00, dependendo da arte. Caso o comprador escolha uma imagem ou solicite produção exclusiva dos designers colaboradores, o custo sobe para cerca de R$ 200,00 a mais sobre a linha convencional. Conforme Fabiano, muitos dos artistas procuram a marca para fazer coleções e são remunerados por isso.
Em duas oportunidades no ano, a marca expõe em liquidações. É o caso do Liquida Lajeado e a Liquidação de Inverno da cidade, além de outlets. Quem já comprou os produtos em outra ocasião recebe tratamento especial, e é informado das promoções em primeira mão por e-mail.
Desde o início, o investimento atingiu cerca de R$ 300 mil na plataforma e-commerce. Atualmente, toda a arrecadação em valor é utilizada para retroalimentar a empresa.
"A Usthemp é um negócio que eu ainda não ganhei dinheiro. Tudo o que entra e sobra, eu reinvisto", detalha ele. Parte do dinheiro também é doada a Organizações Não Governamentais (ONG) de animais. Entre elas estão Apama, Clube dos Vira-latas, Espaço Silveste, Save Brasil e Instituto Jurumi.
Veja como ficou o tênis customizado com o cãozinho Tommy, da repórter Lívia Rossa:
Arquivo Pessoal/Divulgação/JC
Arquivo Pessoal/Divulgação/JC

Um café perto do Parque da Redenção onde os peludos são bem-vindos

Fábio e Mariana, do Santa Fermata, acham injusto deixar os bichos presos em uma coleira do lado de fora Fábio e Mariana, do Santa Fermata, acham injusto deixar os bichos presos em uma coleira do lado de fora Foto: /MARCELO G. RIBEIRO/JC
Os frequentadores cachorreiros do Parque da Redenção, em Porto Alegre, têm mais uma opção de parada, o Santa Fermata Caffè & Vino. O estabelecimento, localizado na rua Santa Terezinha, nº 29, é todo planejado para receber os clientes e seus amigos de quatro patas.
Os proprietários Mariana Keller, 57 anos, e Fábio Negrello, 52, contam que o negócio é inspirado em cafés da Itália, onde ela viveu por alguns anos.Fermata, entre outros significados, quer dizer "parada" em italiano.
E, para Mariana, é isso que o negócio vai representar em meio ao bairro: um lugar para uma pausa. E o rito é levado a sério. Quando chegam, os clientes são recebidos com água à vontade. No cardápio, há opções que vão de saladas a massas veganas e cafés.
O estabelecimento é completamente convidativo para os animaizinhos. Na maioria das mesas é possível encontrar prendedores para as coleiras.
MARCELO G. RIBEIRO/JC
"Ninguém quer deixar o bichinho na rua. Ele é tua companhia", justifica Mariana. "Como vou deixar ele na rua e tomar um café tranquila?", indaga a empreendedora, que está no ramo das cafeterias há 27 anos. Além disso, há quadros de cães por todas paredes do estabelecimento.
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Para deixar os peludos felizes, há opções de biscoitos, brinquedos e até - pasmem - cerveja para cães. A bebida é feita de caldo de legumes ou carne engarrafada.
A decisão por abrigar os bichinhos passa por uma história que marcou a vida de Mariana. Certo dia, ela encontrou duas cadelinhas de rua, em péssimas condições, amamentando uma ninhada de filhotes. Aquilo a sensibilizou.
"Juntei comida e as alimentei, mas o olhar delas nunca mais esquecerei", emociona-se. A partir daí, mobilizou a vizinhança e conseguiu castrar 18 cadelas de rua. "No dia seguinte, os cachorrinhos estavam felizes correndo", lembra.
Como Mariana tem um imensurável carinho por cães, em menos de uma semana adotou a Thay. Há cerca de um ano, a cachorrinha Tosca, que tinha 9, a deixou. "Fiquei bastante mal. Ela era meu tudo", lamenta. Com a perda, decidiu que era a hora de se dedicar à causa.
Parte do faturamento da Fermata vai ser destinado à uma sala de castração em alguma clínica, onde serão atendidos animais abandonados e, por um valor simbólico, os que pertencerem a pessoas carentes.
Ela sabe, no entanto, que achar quem abrace a iniciativa é uma tarefa árdua.
"Nenhuma clínica quer cachorro de rua", justifica. "Meu sonho é diminuir, com o tempo, o número desses anjinhos que andam sozinhos pelas ruas", persevera.
Inaugurado no último dia 15 de outubro, o negócio ainda deve ter novidades. Por enquanto funcionando em modo soft open, quando tudo estiver 100%, outros serviços serão introduzidos. "Os vinhos ficarão para um segundo momento. Primeiro vamos nos fortalecer como cafeteria", planeja Mariana.
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Cosméticos feitos em Porto Alegre viajam o Brasil

A Empório Pet, de Porto Alegre, fornece produtos para o Brasil todo A Empório Pet, de Porto Alegre, fornece produtos para o Brasil todo Foto: /CLAITON DORNELLES /JC
Há quem trate os pets quase que como crianças. E isso é uma informação que faz toda a diferença para quem pensa em empreender no ramo. "A partir do momento em que o cachorro deixou de ser apenas um cão de guarda, virou um integrante da família", diz Kaká Cerutti, palestrante e coordenadora de Comunicação e Marketing da EmpórioPet. "Tu podes deixar de comprar alguma coisa para ti, mas não deixas de dar banho nele, de comprares uma ração boa, uma caminha, uma roupinha diferente", acrescenta ela.
A EmpórioPet, aberta em 2005 em Porto Alegre, produz cosméticos para cachorros e gatos com extratos da natureza. Os 38 produtos do catálogo atual foram desenvolvidos pela farmacêutica Ângela Barrichello, que comanda a empresa ao lado da publicitária Ana Paula Quintela. Os itens são vendidos em todo o Brasil e há clientes que já levaram para os Estados Unidos e países do Mercosul.
A marca está em expansão e lançou, no ano passado, uma linha para equinos. Além disso, em fevereiro, abriu uma loja conceito no bairro Jardins, em São Paulo. Um dos carros-chefes do negócio é o BB Cream para gatos. "Ele agiliza o manejo do pet quando vai tomar banho. É totalmente verde, não tem cloro, não tem conservantes. É um produto sensacional", destaca Kaká.
Ela atua no cenário pet desde 2012 e avalia que o segmento nunca esteve em crise no período. A profissional palestrou no início do mês na Feira Nacional de Negócios e Entretenimento do Mercado Pet, no Rio de Janeiro, com o tema Como estruturar um banho e tosa com valor agregado?. "O mercado pet está se movimento e trazendo novidades para encantar os clientes", analisa Kaká, que transborda amor quando fala do trabalho.
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