Tati Fukamati participou do evento Afternow, na Capital Tati Fukamati participou do evento Afternow, na Capital Foto: /Arquivo Pessoal/Divulgação/JC

Empatia tem poder de transformar organizações

Tati Fukamati é bióloga, neurocientista e fundadora da Revolução da Empatia

A paulista Tati Fukamati, bióloga, neurocientista de formação e fundadora da Revolução da Empatia - empresa que promove workshops, palestras e experiências -, esteve em Porto Alegre no início do mês para participar da quarta edição do Afternow, evento do Black Sheep Project. Na conversa abaixo, ela fala sobre como os líderes podem desenvolver habilidades emocionais que colaborem para o desempenho da equipe e dos negócios como um todo.
GeraçãoE - Qual é a importância da empatia para um líder?
Tati Fukamati - O mundo e o mercado estão mudando cada vez mais rápido, os negócios estão funcionando cada vez mais em rede, e as equipes estão cada vez mais diversas. Liderar, hoje, neste novo cenário, significa, essencialmente, se relacionar (com suas equipes, com clientes, com parceiros e com a sociedade como um todo). O desenvolvimento da empatia ajuda o líder a criar novos padrões de relacionamento e a se conectar de forma mais humana com as pessoas. Além disso, a empatia é uma competência sistêmica, que também ajuda o líder a desenvolver outras competências essenciais, como criatividade, inovação e flexibilidade cognitiva.
GE - Como você se interessou em abordar o tema?
Tati - Sou pós-graduada em neurociência e psicologia, e escolhi o tema como foco dos meus estudos. Comecei buscando entender como a empatia acontece dentro de (e entre) nós, mas me apaixonei pelo tema da empatia quando percebi o quanto pode ser revolucionária. A empatia tem um grande poder de transformar nossas relações pessoais, nossas organizações e a sociedade como um todo.
GE - Empatia é algo nato ou pode ser desenvolvido?
Tati - Ambos. A empatia é inata, e costumo dizer que nascemos com um "kit da empatia" em nosso cérebro: um conjunto de processos, estruturas e conexões cerebrais que só existem para que possamos expressar a empatia e nos conectar uns com os outros. Mas pense na empatia como um músculo: nascemos com ele, mas, se não exercitarmos constantemente, ele pode ficar fraco, ou até mesmo atrofiado. Assim como qualquer outra competência, a empatia pode e deve ser treinada e exercitada de forma consciente. Assim, ela vai se transformando em um processo cada vez mais forte e natural.
GE - Que dica você deixa para empreendedores?
Tati - Conheça as pessoas. De verdade. Isso começa com os seus colaboradores. Saiba quem são, suas histórias de vida, seus sonhos, o que os move. Quando nos conectamos em um nível mais humano, fica mais fácil entender o que motiva cada um e como podemos ajudá-los a serem cada vez mais produtivos e felizes. Isso também é fundamental quando falamos de clientes ou usuários. Quanto mais próximo do seu público você estiver, mais fácil será entender suas dores e necessidades e como seu negócio pode criar produtos e serviços que, de fato, se conectem com o que precisam. Quando as duas coisas acontecem, os resultados aparecem.
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