O negócio de Simone e André começou em uma lojinha de 20 m² e hoje ocupa espaço no Studio Leo Zamper O negócio de Simone e André começou em uma lojinha de 20 m² e hoje ocupa espaço no Studio Leo Zamper Foto: MARIANA CARLESSO/JC

Loja do Bom Fim aposta em estampas com fotos de Porto Alegre

Os empreendedores acreditam na exclusividade das peças como um diferencial da marca

Da união de talentos de André Francisco Lisboa e Simone Martins da Silva, ambos de 50 anos, surgiu a Pano Pop. Ela sempre trabalhou com produção de vestuário, ele tinha uma empresa de comunicação visual que, entre outros serviços, estampava peças. Em 2013, decidiram investir esforços e abriram uma loja de camisetas no bairro Bom Fim, na Capital. No início, eram produzidas apenas ilustrações de bandas de rock. A partir da demanda, começaram a trabalhar com temas da cultura pop em geral - filmes, personagens etc. Mais tarde, os lugares de Porto Alegre fotografados por André tomaram conta dos tecidos.
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No começo do negócio, a Pano Pop ficava em uma loja de 20 m² na mesma rua. Conforme a procura pelas produções foi aumentando, em 2016, mudaram-se para um espaço tão grande que avaliaram uma parceria para dividir. Assim, hoje, compartilham com o salão de beleza Studio Leo Zamper. "Nossa marca conversa muito com o público dele", deduz Simone. "Era uma lojinha de 20 m² que passou a ser uma de 200 m²", dimensiona André, que agora atende no nº 656 da rua Fernandes Vieira.
Moradores do bairro Bom Fim, o casal garante que a maior parte da clientela é da vizinhança. "O Bom Fim tem muito forte essa coisa de bairro, parece interior", compara André. Porém, nem só disso vive a empresa. Apesar dessa característica, o ponto - que é próximo à Redenção - recebe um público diverso aos fins de semana. "De segunda a sexta-feira, temos um tipo de público e aos sábados, ele muda", expõe Simone, que revela ser preciso ter duas frentes de produtos para atender a ambos.
Mas o norteador é o mesmo: produzir em pequena escala e ter mais exclusividade. "O legal é porque deixa a marca pequena e exclusiva", avalia Simone. "Não tem nada em escala industrial", garante André. Nunca um produto é igual ao outro, mudanças aparecem no tecido, tamanho, cor ou formato da peça.
Eles atribuem a possibilidade de diferenciação no vestuário à estamparia digital, pois - ao contrário da serigrafia, que exige produção em escala para baratear - ela permite que seja produzida uma estampa por vez.
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