Pavilhão Internacional da Expointer fica só no nome

A redução de representantes já vem acontecendo há, no mínimo, três anos

Por Luis Filipe Gunther

Grandes áreas vazias dentro do espaço chamam a atenção de visitantes
Quem costuma visitar o tradicional Pavilhão Internacional da Expointer pode notar que, na edição deste ano, o número de representantes de outros países reduziu e muito. O espaço de 1,2 mil metros quadrados têm áreas vazias que chamam a atenção de quem passa pelo local.

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Peru e Equador lamentam esvaziamento e Uruguai está satisfeito

Expositores focam na comercialização de produtos do Peru e do Equador
Há 18 anos participando da Expointer, a coordenadora do estande do Equador, Norma Jaqueline, diz que nunca havia visto tão poucos expositores dentro do pavilhão. De acordo com a artesã, a falta de outros países fez com que se tornasse menos interessante um dos setores mais tradicionais da exposição.
“Os outros consulados nos ajudavam, pois era um atrativo na feira. Sem eles o setor se tornou menos atraente e consequentemente diminuiu o público”, diz Norma. “Estamos lidando com um público menos consumista”, afirma ela. De acordo com a coordenadora, diferentemente de outros anos, o público está entrando no espaço para conhecer o "pavilhão internacional", mas acaba se frustrando e até deixa de comprar, pois são visitantes com renda menor.
O valor do ingresso para visitar a feira, que é de R$ 13,00, também seria um fator para afastar mais fluxo, diz Norma. O estande adotou desconto de 10% nos produtos para manter a atração. A alta do dólar, que ultrapassa os R$ 4,14, acaba impondo mais dificuldade. Os preços acabam encarecendo, diz ela.  
O que não falta é espaço dentro do pavilhão, porém essa não é a opinião da coordenadora do Peru, Margarita Gustamente. O espaço destinado a microempreendedores peruanos, que fica ao lado da estande do Equador, é o menor dentro do pavilhão. Margarita diz que isso “torna menos interessante as visitas”. Apesar de estarem ali para comercialização, ela diz que o principal foco é fomentar a cultura do país, que tem como um dos símbolos a a memória do povo Inca.
Uruguaios trouxeram três empresas e uma pública para explorar potencial da feira 
Já os uruguaios avaliam que acertaram em vir para a Expointer. Um dos países mais presentes na exposição, o Uruguai trouxe para essa edição três empresas privadas e uma pública. O estande está dividido entre ações tecnológicas para a lavoura e vinícolas. O coordenador da exposição, Inácio Baez, diz que a procura tem sido grande e que tem gerado resultado positivo para as empresas que apostaram no evento.
Também na Expointer, o consulado britânico optou por ficar fora do pavilhão internacional. De acordo com a organização do parque, a representação ficou junto a uma associação de ovinos, próximo ao pavilhão da espécie, na área de grandes animais. Os ovinos e seus derivados são o principal produto britânico.