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Conta de luz aumentará para 120 mil consumidores gaúchos em julho
Hidropan, Mux Energia, Nova Palma, Demei e Eletrocar terão revisões
Já está aberta a consulta pública na Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) para debater a revisão tarifária periódica de cinco distribuidoras de energia elétrica do Rio Grande do Sul: Hidropan, Mux Energia, Nova Palma, Demei e Eletrocar. Constam no órgão regulador as propostas iniciais de aumentos nas tarifas de cada uma dessas empresas, que somadas atendem a cerca de 120 mil unidades consumidoras (o que abrange em torno de 600 mil pessoas). Os novos valores oficiais (poderão haver ajustes nos percentuais) vigoram a partir de 22 de julho.
Os efeitos médios ao consumidor (envolvendo alta e baixa tensão) em debate variam de 6,45% a 19,83%. O índice mais elevado, de 19,83%, é o da Mux Energia, que atende aos municípios de Tapejara e Ibiaçá. Somente para os clientes residenciais (classe B1) o aumento sugerido é de 17,41%. Já o efeito médio proposto para os consumidores da Hidropan, que fornece energia para Panambi e Condor, é de 18,17% e para os residenciais de 16,70%.
Para a companhia Nova Palma, que trabalha com Faxinal do Soturno, Nova Palma, Dona Francisca, Ivorá, Silveira Martins, São João do Polêsine, Restinga Seca e parte dos municípios Santa Maria e Júlio de Castilhos, está previsto um efeito médio nas tarifas de 15,08% e para a categoria B1, alta de 12,80%. Por sua vez, a Eletrocar, com atuação em Carazinho, Coqueiros do Sul, Chapada, Santo Antônio do Planalto, Colorado e Selbach, tem como proposta um aumento de efeito médio de 13,14% e para o cliente residencial uma elevação maior: 14,04%. Por fim, o Demei, em Ijuí, prevê um efeito médio de 6,45% e para o segmento residencial de 5,39%.
Conforme a Aneel, os fatores que mais influenciaram na definição dos índices das distribuidoras foram encargos setoriais, componentes financeiros e custo de energia, entre outros. Para Hidropan, Mux Energia e Nova Palma haverá uma audiência pública virtual no dia 12 de maio para a apresentação on-line dos processos e manifestações de interessados em contribuir com sugestões para a revisão tarifária.
Já para o Demei, a reunião virtual será dia 4 de maio e a audiência pública da Eletrocar está marcada para 18 de maio. O prazo para enviar contribuições para Hidropan, Mux Energia, Nova Palma e Demei termina no dia 3 de junho e para Eletrocar em 6 de junho.
Reajustes da RGE e CEEE Grupo Equatorial acontecerão em junho e novembro
Os aumentos propostos para Hidropan, Mux Energia, Nova Palma, Demei e Eletrocar, pondera o diretor da Siclo Consultoria em Energia Plinio Milano, servem de balizador do que esperar para outras distribuidoras (RGE e CEEE Grupo Equatorial ainda terão alterações em suas tarifas neste ano, respectivamente em junho e novembro). “Mas, uma coisa é a revisão tarifária e outra é o reajuste”, ressalta o analista.
A revisão reposiciona as contas cobradas dos consumidores após avaliar os custos e os investimentos para a prestação dos serviços de distribuição de energia, o que acontece em cada quatro ou cinco anos. Já o reajuste é uma avaliação tarifária mais simples, que ocorre anualmente, com exceção de quando é feita a revisão. De qualquer maneira, Milano projeta que os reajustes de RGE e CEEE Grupo Equatorial serão de dois dígitos (ou seja, acima de 10%). Ele adverte que custos de materiais, como o cobre, vêm subindo e devem impactar a conta de luz.
O coordenador de back office da Ludfor Energia, Guilherme Lemos, também prevê reajustes elevados nas duas maiores distribuidoras gaúchas. “Muito em função da crise energética que tivemos no ano passado”, aponta. Ele ressalta que os níveis dos reservatórios hidrelétricos melhoraram nos últimos meses, contudo ainda haverá reflexos das dificuldades enfrentadas nas contas de luz. Lemos alerta que, em curto prazo, o Brasil continuará muito dependente do regime de chuvas para compor o custo de energia.
“Por mais que a gente esteja em uma situação momentânea favorável (quanto à disponibilidade hídrica), tem o custo do passado e não tem como não pagar essa conta”, frisa o presidente da Comerc Futuro, João Aramis. Ele salienta que, de outubro de 2020 a novembro de 2021, foram gastos no País aproximadamente R$ 25 bilhões com o uso das termelétricas e esse impacto será repassado para o consumidor.
Outro ponto destacado pelo dirigente é que o modelo de contratação da geração de energia é distinto entre grandes e pequenas distribuidoras, o que implica reflexos diferentes na conta final. A Hidropan, Mux Energia, Eletrocar e Demei, por exemplo, foram assessoradas pela Comerc em novos acordos, fazendo a migração para o mercado livre de energia.
Nesse ambiente, ao contrário das concessionárias de maior porte que precisam adquirir energia em leilões públicos, as empresas menores podem organizar compras em certames privados. Aramis argumenta que esse sistema permite mais flexibilidade, atendendo melhor às necessidades das companhias compradoras quanto a custos e prazos.
A revisão reposiciona as contas cobradas dos consumidores após avaliar os custos e os investimentos para a prestação dos serviços de distribuição de energia, o que acontece em cada quatro ou cinco anos. Já o reajuste é uma avaliação tarifária mais simples, que ocorre anualmente, com exceção de quando é feita a revisão. De qualquer maneira, Milano projeta que os reajustes de RGE e CEEE Grupo Equatorial serão de dois dígitos (ou seja, acima de 10%). Ele adverte que custos de materiais, como o cobre, vêm subindo e devem impactar a conta de luz.
O coordenador de back office da Ludfor Energia, Guilherme Lemos, também prevê reajustes elevados nas duas maiores distribuidoras gaúchas. “Muito em função da crise energética que tivemos no ano passado”, aponta. Ele ressalta que os níveis dos reservatórios hidrelétricos melhoraram nos últimos meses, contudo ainda haverá reflexos das dificuldades enfrentadas nas contas de luz. Lemos alerta que, em curto prazo, o Brasil continuará muito dependente do regime de chuvas para compor o custo de energia.
“Por mais que a gente esteja em uma situação momentânea favorável (quanto à disponibilidade hídrica), tem o custo do passado e não tem como não pagar essa conta”, frisa o presidente da Comerc Futuro, João Aramis. Ele salienta que, de outubro de 2020 a novembro de 2021, foram gastos no País aproximadamente R$ 25 bilhões com o uso das termelétricas e esse impacto será repassado para o consumidor.
Outro ponto destacado pelo dirigente é que o modelo de contratação da geração de energia é distinto entre grandes e pequenas distribuidoras, o que implica reflexos diferentes na conta final. A Hidropan, Mux Energia, Eletrocar e Demei, por exemplo, foram assessoradas pela Comerc em novos acordos, fazendo a migração para o mercado livre de energia.
Nesse ambiente, ao contrário das concessionárias de maior porte que precisam adquirir energia em leilões públicos, as empresas menores podem organizar compras em certames privados. Aramis argumenta que esse sistema permite mais flexibilidade, atendendo melhor às necessidades das companhias compradoras quanto a custos e prazos.