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Planta de fertilizantes da Yara em Rio Grande é a maior da América Latina
Empresa de fertilizantes concluiu investimento de R$ 2 bi em Rio Grande que deve abastecer agronegócio até 2025
A Yara Brasil concluiu a ampliação em seu complexo industrial em Rio Grande, que recebeu investimento total de R$ 2 bilhões. O projeto, iniciado em 2019, transformou a planta gaúcha no maior complexo de produção de misturas e de fertilizantes da América Latina.
A fábrica tem, hoje, capacidade de produção de misturas superior a 2,2 milhões de toneladas/ano e de mais de 1 milhão de toneladas de fertilizantes por ano. Foram instaladas sete novas unidades misturadoras completamente automáticas, além de novas plantas de granulação e acidulação.
O projeto da Yara tem capacidade de suprir o crescimento esperado do agronegócio no Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Paraguai até 2025. "As três plantas que a Yara possuía em Rio Grande não teriam como atender o agronegócio desses estados, que está se desenvolvendo nos últimos anos", relatou o gerente sênior de produção do complexo, Cristiano Barcellos, durante o evento Tá na Mesa, da Federasul.
"As novas plantas de granulação e de acidulação são as que realmente produzem fertilizantes. Hoje, temos muitas empresas que trabalham com fertilizantes, mas poucas realmente produzem", completou.
Esse aumento de disponibilidade da Yara para seus clientes - entre eles a agricultura gaúcha - chega em um momento no qual a oferta de fertilizantes no mundo caiu devido ao conflito na Ucrânia. Rússia, Ucrânia e Belarus respondem por cerca de 20% a 25% do fornecimento global de fertilizantes.
A Yara tem alternativas para o fornecimento de matérias primas utilizadas no complexo como rocha fosfórica, fosfato diamônico (DAP), fosfato monoamônico (MAP) e cloreto, que podem ser importados também do Marrocos e do Canadá.
"A demanda total não aumentou por causa da guerra. Ela está ligada ao que está se produzindo. Mas a oferta de fertilizantes tende a diminuir e vemos alguns agricultores antecipando as compras, com temor de falta. A Yara tem a vantagem de ter uma rede a nível mundial, e consegue ter um pouco mais de flexibilidade em buscar outras alternativas. Nós não vislumbramos falta de fertilizante pros nossos clientes", afirma Barcellos.
A diminuição da oferta, contudo, impacta no custo desses fertilizantes, que naturalmente devem afetar o preço dos fertilizantes para o consumidor final - o agricultor. "(O conflito) causou uma pressão nos custos dessas commodities, que naturalmente estão mais altos. E isso acaba por sua vez incorporando o preço dos fertilizantes e fazendo ele chegar um pouco mais caro ao produtor", explicou o gerente sênior de produção do complexo de Rio Grande.