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Porto Alegre, sexta-feira, 18 de maio de 2018.

Jornal do Comércio

Opinião

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Notícia da edição impressa de 17/05/2018. Alterada em 16/05 às 21h22min

Biodigestor, vetor para o desenvolvimento

Zilá Breitenbach
Energia. Nas próximas décadas, o Rio Grande do Sul vai enfrentar um grande desafio: crescer de forma sustentável. Por um lado, temos a oportunidade de melhorar a vida dos gaúchos, através de inovação tecnológica e acesso à energia de qualidade. Por outro, precisamos aumentar a produção nas cadeias de bovinocultura, suinocultura e avicultura.
Para tal, temos que buscar alternativas para melhorar a eficiência na gestão de resíduos. A tecnologia vai possibilitar transformar dejetos animais e outros tipos de biomassa em biofertilizantes e biogás - uma fonte de energia limpa. Esta é uma alternativa para a preocupação dos produtores rurais quanto ao destino correto dos resíduos, contribuindo para a minimização dos impactos ambientais. Buscamos encontrar solução para este problema desde agosto de 2017, nas reuniões do Grupo de Trabalho Matriz Produtiva dos Biodigestores da Comissão de Agricultura da Assembleia Legislativa. Iniciamos um amplo debate com representantes de entidades de ensino e pesquisa, instituições financeiras, órgãos governamentais, representações da cadeia produtiva, cooperativas e indústrias de equipamentos. As discussões foram realizadas em diversas regiões do Estado, procurando ampliar o conhecimento dos dejetos da área rural. Além do desafio para as indústrias no desenvolvimento de equipamentos, queremos encontrar a melhor tecnologia que se aplica à nossa realidade, disponibilizar crédito acessível ao produtor, identificar oportunidades de negócio e capacitar o agricultor.
Como resultado, elaboramos o Programa Pró-Biodigestores. Encaminhamos uma sugestão de projeto de lei para o governador, com o objetivo de dar segurança jurídica ao setor. Ao propor este marco legal, queremos mostrar que o trabalho parlamentar, realizado através do diálogo com a sociedade, pode fazer a diferença. Os dejetos não podem mais ser encarados como "lixo". Mas, sim, como vetor de desenvolvimento para as propriedades rurais e os municípios.
Deputada estadual (PSDB)
 
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Comentários
Glauber Casagrande 18/05/2018 00h16min
Tenho um projeto para ajudar as pequenas propriedades a transformar os dejetos em combustível para economia e além transformar um passivo ambiental em ativo como o adubo.