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Porto Alegre, segunda-feira, 21 de maio de 2018.

Jornal do Comércio

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Saúde

Notícia da edição impressa de 22/05/2018. Alterada em 21/05 às 22h12min

Troca de gestão ou locação de leitos são alternativas para o Beneficência

Ontem, Sírio-Libanês apresentou a secretários resultado de consultoria em instituição da Capital

Ontem, Sírio-Libanês apresentou a secretários resultado de consultoria em instituição da Capital


CLAITON DORNELLES /JC
Igor Natusch
A recuperação do Hospital Beneficência Portuguesa, em Porto Alegre, é viável, desde que se encontre outra mantenedora ou haja a locação de leitos para entidades interessadas. Em termos gerais, é essa a conclusão da consultoria realizada pelo Hospital Sírio-Libanês, cujos resultados foram apresentados em reunião fechada na noite de ontem. Além do diretor executivo da instituição paulista, Fernando Torelly, estavam presentes os secretários da Saúde de Porto Alegre, Erno Harzheim, e do Estado, Francisco Paz, além de Germano Bonow, que representou o Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (Simers).
As duas linhas de solução foram aprovadas por todos os presentes. No momento, tratativas estão em andamento com um hospital gaúcho, que está interessado em fazer a locação de leitos do Beneficência Portuguesa e já apresentou uma proposta escrita nessa direção. A negociação tem uma cláusula de confidencialidade, de forma que o nome da instituição não pode ser revelado antes de as tratativas serem concluídas. No momento, a estratégia é encorajar outros possíveis interessados em algum dos dois cenários, de forma a tornar mais possível um desfecho positivo.
A auditoria vinha sendo conduzida desde fevereiro, com recursos oriundos do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (Proadi-SUS), do Ministério da Saúde. A crise em torno do Beneficência Portuguesa ganhou contornos mais graves desde novembro do ano passado, quando a prefeitura de Porto Alegre rescindiu contrato com os mantenedores do hospital. A contratação de 116 leitos pelo Sistema Único de Saúde (SUS), suspensa pelo Executivo da Capital, era a principal fonte de recursos da unidade. O hospital, que tem 160 anos de existência, somaria dívidas de pelo menos R$ 70 milhões.
A possibilidade de alugar a estrutura existente para o Grupo Hospitalar Conceição (GHC) acabou descartada. Como a operação estava condicionada à realização de uma reforma no Hospital Conceição, e como os R$ 26 milhões que bancariam as obras não devem ser liberados tão cedo pelo Ministério da Saúde, o GHC perdeu interesse pela locação das instalações. Uma possível intervenção federal também foi afastada pelo ministro da Saúde, Gilberto Occhi, que afirmou que a hipótese não está sendo estudada pela pasta.
 
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