Pelo mundo, empreendedores do Brasil que abrem negócios no Exterior - Raphael Jacovani, dono da agência de tradução e intérprete Across Interpreting, foto em Nova Iorque durante trabalho que fez de intérprete a comitiva gaúcha na NRF 2018 e em visitas a lojas na cidade O gosto pela tradução fez Raphael insistir e prosperar Foto: /PATRÍCIA COMUNELLO /ESPECIAL/JC

Brasileiro conquista Estados Unidos com agência de tradução

Raphael Jacovani pode ser visto até auxiliando artistas na entrega do Oscar

Tentar a vida nos Estados Unidos é um sonho que, sobe ou desce a cotação do dólar, milhares buscam. Foi assim com o rondonense radicado em Jundiaí, em São Paulo, Raphael Jacovani. Partiu aos 19 anos para a Califórnia com foco em aperfeiçoar o inglês. "Fui direto para São Francisco, mas em poucos meses parei no sul da Califórnia, onde acabei fazendo faculdade em gestão empresarial e abri minha empresa de tradução", recorda Jacovani, que já está há 20 anos no país e agora agrega o atendimento no Brasil. A Across Interpreting tem sede agora em Las Vegas, e Jacovani conquistou a condição de cidadão americano.  
A conexão com brasileiros continua. Seja auxiliando empresários que querem entender inglês e se comunicar com potenciais investidores e oportunidades nos EUA, ou apoiando comitivas que vão a feiras, como o que ocorreu em janeiro passado, quando Jacovani atuou como intérprete de empreendedores liberados por Sebrae, Sindilojas e CDL-POA do Rio Grande do Sul que foram a Nova Iorque para participar da maior feira de varejo do mundo e conhecer experiências locais. Mas o brasileiro pode ser visto na entrega do Oscar de cinema acompanhando convidados estrangeiros, com esportistas famosos em entrevistas à imprensa ou reuniões fechadas com empresários. 
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GE - Como foi encarar a vida nos Estados Unidos?
Raphael Jacovani - Nos primeiros nove anos, trabalhei em todo tipo de negócio possível - restaurantes, pizzaria, seguro hospitalar, construção civil, corretor de imóveis, administrador de clínicas para pessoas com doenças mentais, e muito mais. Ou seja, fiz de tudo antes de abrir meu próprio negócio na área de tradução. No começo foi muito difícil, pois não tinha clientes suficientes para viver da minha empresa. Trabalhava com tradução na primeira parte do dia e, na outra, fazia bicos.
GE - Com foi o começo da empresa?
Jacovani - No início, queria entender tudo sobre o mercado e as regras do jogo, estar 100% preparado antes de fazer qualquer coisa. Infelizmente, quando achava que estava pronto, o mercado já tinha mudado e estava sempre tendo que me adaptar. Aqui vai a minha primeira dica a quem quer empreender: ideias não valem nada se não forem colocadas em ação. Aprendi que para empreender bem, é preciso agir e depois se ajustar. Jamais começaremos com algo perfeito. Meus principais desafios eram executar a ideia sem receita. Precisei usar de muita criatividade para que algumas coisas dessem certo e as pessoas pudessem acreditar em mim e me ajudar no meio do caminho. 
GE - Qual é o tamanho da empresa hoje?
Jacovani - De dois ou três clientes que me contratavam algumas vezes no ano, hoje são mais de 15 bem ativos que geram trabalho o ano inteiro, além de 20 a 30 agências que buscam nossos serviços. Tenho duas pessoas no meu time interno e 20 intérpretes espalhados pelos Estados Unidos que trabalham para a Across Interpreting, enquanto estou em outros eventos. O faturamento cresceu 15% ao ano desde 2016. Com uma parceria que fechamos este ano com uma grande empresa de tradução de São Paulo, vamos cobrir também o Brasil. Estou muito empolgado com o potencial que ainda podemos alcançar.
GE - Qual é a sua dica para quem pensa em empreender nos EUA?
Jacovani - Dizer hoje que é empreendedor soa bem, mas lembro o que o fundador da Tesla, Elon Musk, disse: 'empreender é a mesma sensação de comer vidro, enquanto encara um abismo a sua frente'. A dica que posso deixar é que é preciso realmente acreditar naquilo que faz, gostar do processo e não simplesmente se esforçar por algumas horas e achar que vai dar tudo certo. Meus primeiros cinco anos de tradução não me traziam o retorno que a maioria aceitaria, mas eu adorava o processo o que fazia. Poder traduzir dentro do datacenter principal do Facebook, estar em reuniões importantes de megaempresas, traduzir conteúdos do que a Apple talvez lance daqui a dois ou três anos, tudo isso era tão interessante para mim que consegui me manter nesta indústria até que as coisas se estabilizassem.

FICHA TÉCNICA

O gosto pela tradução fez Raphael insistir em seus objetivos e prosperar O gosto pela tradução fez Raphael insistir em seus objetivos e prosperar Foto: /PATRÍCIA COMUNELLO/ESPECIAL/JC
Tentar a vida nos Estados Unidos é um sonho que, suba ou desça a cotação do dólar, milhares buscam. Foi assim com o rondonense radicado em Jundiaí, São Paulo, Raphael Jacovani. Ele partiu aos 19 anos para a Califórnia com foco em aperfeiçoar o inglês. "Fui direto para São Francisco, mas, em poucos meses, parei no Sul da Califórnia, onde acabei fazendo faculdade em Gestão Empresarial e abri minha empresa de tradução", recorda Raphael, que já está há 20 anos no país e agora agrega o atendimento no Brasil. A Across Interpreting tem sede em Las Vegas, e o empreendedor conquistou a condição de cidadão norte-americano.  
A conexão com brasileiros continua. Seja auxiliando empresários que querem entender inglês e se comunicar com potenciais investidores e oportunidades nos EUA, seja apoiando comitivas que vão a feiras, como a que ocorreu em janeiro passado, quando Jacovani atuou como intérprete de empreendedores liderados por Sebrae, Sindilojas e CDL-POA do Rio Grande do Sul. O grupo foi a Nova Iorque para participar da maior feira de varejo do mundo e conhecer experiências locais. O brasileiro pode, inclusive, ser visto na entrega do Oscar acompanhando convidados estrangeiros, esportistas famosos em entrevistas à imprensa ou reuniões fechadas com empresários. 
GeraçãoE - Como foi encarar a vida nos Estados Unidos?
Raphael Jacovani - Nos primeiros nove anos, trabalhei em todo tipo de negócio possível - restaurantes, pizzaria, seguro hospitalar, construção civil, corretor de imóveis, administrador de clínicas para pessoas com doenças mentais e muito mais. Ou seja, fiz de tudo antes de abrir meu próprio negócio na área de tradução. No começo, foi muito difícil, pois não tinha clientes suficientes para viver da minha empresa. Trabalhava com tradução na primeira parte do dia e, na outra, fazia bicos.
GE - Como foi o começo da sua empresa?
Raphael - No início, queria entender tudo sobre o mercado e as regras do jogo, estar 100% preparado antes de fazer qualquer coisa. Infelizmente, quando achava que estava pronto, o mercado já tinha mudado, e estava sempre tendo que me adaptar. Aqui, vai a minha primeira dica a quem quer empreender: ideias não valem nada se não forem colocadas em ação. Aprendi que, para empreender bem, é preciso agir e depois se ajustar. Jamais começaremos com algo perfeito. Meus principais desafios eram executar a ideia sem receita. Precisei usar de muita criatividade para que algumas coisas dessem certo e para que as pessoas pudessem acreditar em mim e me ajudar no meio do caminho. 
GE - Qual é o tamanho da sua empresa hoje?
Raphael - De dois ou três clientes que me contratavam algumas vezes no ano, hoje, são mais de 15 bem ativos que geram trabalho o ano inteiro, além de 20 a 30 agências que buscam nossos serviços. Tenho duas pessoas no meu time interno e 20 intérpretes espalhados pelos Estados Unidos que trabalham para a Across Interpreting enquanto estou em outros eventos. O faturamento cresceu 15% ao ano desde 2016. Com uma parceria que fechamos neste ano com uma grande empresa de tradução de São Paulo, vamos cobrir também o Brasil. Estou muito empolgado com o potencial que ainda podemos alcançar.
GE - Qual é a sua dica para quem pensa em empreender nos EUA?
Raphael - Dizer, hoje, que é empreendedor soa bem, mas lembro o que o fundador da Tesla, Elon Musk, disse: "Empreender é a mesma sensação de comer vidro e encarar um abismo à sua frente". A dica que posso deixar é que é preciso realmente acreditar naquilo que faz, gostar do processo e não simplesmente se esforçar por algumas horas e achar que vai dar tudo certo. Meus primeiros cinco anos de tradução não me traziam o retorno que a maioria aceitaria, mas eu adorava o processo, o que fazia. Poder traduzir dentro do datacenter principal do Facebook, estar em reuniões importantes de megaempresas, traduzir conteúdos que a Apple talvez lance daqui a dois ou três anos, tudo isso era tão interessante para mim que consegui me manter nesta indústria até que as coisas se estabilizassem.
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Comentários ( 1 )
  1. Luciana T. Gomes

    Bravo !

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