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Porto Alegre, terça-feira, 08 de maio de 2018.

Jornal do Comércio

Economia

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Mercado de Capitais

Notícia da edição impressa de 09/05/2018. Alterada em 08/05 às 20h44min

Dólar vai à maior cotação no ano com tensão externa

O câmbio teve uma manhã muito nervosa para os negócios ontem, com o dólar para junho chegando a bater nos R$ 3,60, mas, no meio da tarde, os ânimos se acalmaram. A moeda à vista acabou encerrando a sessão em alta de 0,46%, a R$ 3,5685, a maior cotação neste ano. O que muito chamou a atenção foi o volume à vista, fraco em relação à média dos últimos pregões, próximo a US$ 1 bilhão. Ontem, o pregão movimentou apenas US$ 400 milhões.
A avaliação do mercado é que o real continuará sob pressão, por conta do cenário geopolítico, que traz tantas incertezas quanto o quadro eleitoral doméstico. Num cenário de tantas dúvidas, as cotações devem continuar apresentando alta volatilidade.
A sessão começou com muita expectativa em relação à decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de abandonar o acordo nuclear com o Irã - depois de muita especulação nos mercados, o anúncio oficial saiu por volta das 15h15, e não mais afetou os ativos por aqui. O dólar já havia abandonado a tendência forte de alta praticamente duas horas antes, pouco depois das 13h, quando foi divulgado que a Argentina negocia uma linha de apoio financeiro com FMI. A Argentina vive uma crise de confiança, por conta da alta inflação e dos problemas fiscais, que levou o país a elevar os juros de 27% para 40% nos últimos dias, numa tentativa de conter a desvalorização de sua moeda. Ontem, a S&P chegou a mostrar preocupação com um aumento dos prêmios de risco na América Latina, por conta dos problemas argentinos e das incertezas de anos eleitorais no Brasil e no México.
Depois de cinco quedas consecutivas, com as quais perdeu mais de 4%, o Índice Bovespa teve um pregão de leve recuperação ontem. O indicador terminou o dia aos 82.956 pontos, com alta de 0,29% e R$ 12,987 bilhões em negócios.
A instabilidade veio principalmente do cenário internacional, que mais cedo foi tomado pela expectativa em torno do discurso do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre o acordo nuclear com o Irã. As especulações levaram os preços do petróleo a cair até 4% nos mercados futuros. As fortes perdas da commodity chegaram a impactar as ações da Petrobras, mesmo após a empresa ter anunciado resultados melhores que o esperado. A petroleira reportou lucro líquido de R$ 6,961 bilhões no primeiro trimestre deste ano, alta de 56% em relação a igual intervalo de 2017 e uma reversão em relação ao prejuízo de R$ 5,477 bilhões dos três meses imediatamente anteriores. Após Trump ter confirmado a saída do acordo nuclear, a queda dos preços do petróleo desacelerou, o que abriu caminho para uma melhora das ações da Petrobras. O papel preferencial terminou o dia em alta de 1,15%, e o ordinário ficou estável.
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