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Porto Alegre, quarta-feira, 25 de abril de 2018.

Jornal do Comércio

Economia

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Varejo

Notícia da edição impressa de 26/04/2018. Alterada em 25/04 às 22h47min

Confiança do consumidor segue em baixa, diz CNC

Inseguranças quanto ao cenário econômico diminuem as compras e prejudicam a retomada econômica

Inseguranças quanto ao cenário econômico diminuem as compras e prejudicam a retomada econômica


/LUIZA PRADO/JC
O Índice Nacional de Expectativa do Consumidor (Inec) subiu para 102,2 pontos em abril e é 1,2% menor do que o registrado no mesmo mês do ano passado. Mesmo com o aumento de 0,3% na comparação com março deste ano, o indicador continua abaixo da média histórica, que é de 107,9 pontos. Os dados estão na pesquisa divulgada ontem pela Confederação Nacional da Indústria (CNI).
O Inec é um indicador que ajuda a antecipar variações na atividade econômica. Consumidores pouco confiantes tendem a diminuir as compras. Com a redução do consumo, aumentam as dificuldades de recuperação da economia brasileira.
Mesmo com a leve recuperação, o Inec de abril mostra que a confiança dos brasileiros ainda está baixa. Segundo a CNI, há quase dois anos, o índice está oscilando abaixo da média histórica.
De acordo com a pesquisa, a leve recuperação de abril é resultado da melhora das expectativas dos brasileiros em relação à queda da inflação e do desemprego, e ao aumento da renda pessoal nos próximos seis meses. O indicador de expectativas sobre a inflação aumentou 2,6%, o de desemprego subiu 2,5% e o de renda pessoal teve alta de 2,7% em relação a março.
Mesmo assim, segundo a CNI, os consumidores perceberam o crescimento de suas dívidas e uma piora de sua situação econômica. O indicador de expectativa de endividamento caiu 3,4%, e o de situação financeira recuou 0,8% em abril frente a março.
"Com isso, o consumidor está menos disposto a comprar bens de maior valor, como móveis e eletrodomésticos", diz a confederação, em nota. O indicador de expectativa de compras de maior valor caiu 0,4% na comparação com março.
O levantamento do Inec ouviu 2.002 pessoas em 142 municípios, entre 12 e 16 de abril. A pesquisa completa está disponível na página de Estatísticas da CNI.

Perspectivas dos empresários recuam em março

O Índice de Confiança do Comércio (Icom) teve ligeira queda de 0,1 ponto na passagem de março para abril, para 96,7 pontos, informou ontem a Fundação Getulio Vargas (FGV). O resultado representa o primeiro recuo após sete meses seguidos de crescimentos. Em médias móveis trimestrais, o indicador aumentou 0,5 ponto, o oitavo avanço consecutivo.
"Depois de um período de alta consistente da confiança do comércio, a acomodação de abril parece refletir a incerteza em relação ao ritmo futuro da economia", avaliou Rodolpho Tobler, coordenador da Sondagem do Comércio no Instituto Brasileiro de Economia da FGV (Ibre/FGV), em nota oficial.
Em abril, houve melhora em sete dos 13 segmentos pesquisados. O Índice de Situação Atual (ISA-COM) avançou 0,6 ponto, para 94,1 pontos, o maior patamar desde junho de 2014. Já o Índice de Expectativas (IE-COM) caiu 0,8 ponto, para 99,4 pontos. Como consequência, a diferença entre o ISA e o IE diminuiu para 5,3 pontos, a menor desde julho de 2015.
"A patinada das expectativas sugere que os empresários do comércio estão cautelosos em relação aos próximos meses, enquanto a quarta alta consecutiva do Índice de Situação Atual reforça a percepção de que a fase de recuperação das vendas persiste", completou Tobler.
A coleta de dados para a edição de abril da Sondagem do Comércio foi realizada entre os dias 2 e 20 do mês, e obteve informações de 1.131 empresas.
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