Comentar

Seu comentário está sujeito a moderação. Não serão aceitos comentários com ofensas pessoais, bem como usar o espaço para divulgar produtos, sites e serviços. Para sua segurança serão bloqueados comentários com números de telefone e e-mail.

500 caracteres restantes
Corrigir

Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.

Porto Alegre, quarta-feira, 18 de abril de 2018.

Jornal do Comércio

Cultura

COMENTAR | CORRIGIR

acontece

Notícia da edição impressa de 18/04/2018. Alterada em 17/04 às 17h45min

Espetáculo que discute eugenia e racismo tem sessão única no Theatro São Pedro

Traga-me a cabeça de Lima Barreto é uma imaginária sessão de autópsia na cabeça do escritor

Traga-me a cabeça de Lima Barreto é uma imaginária sessão de autópsia na cabeça do escritor


VALMYR FERREIRA;/DIVULGAÇÃO/JC
Em única apresentação, o espetáculo Traga-me a cabeça de Lima Barreto será encenado nesta quarta-feira (18), a partir das 21h, no Theatro São Pedro (praça Marechal Deodoro, s/nº). A sessão marca a pré-estreia da Festipoa Literária com a divulgação da programação completa do evento, que, neste ano, terá como enfoque a literatura afro-brasileira. Os ingressos custam de R$ 10,00 a R$ 30,00 e podem ser adquiridos na bilheteria do teatro.
A peça foi escrita pelo diretor e dramaturgo Luiz Marfuz especialmente para comemorar os 40 anos de carreira do ator baiano Hilton Cobra. O monólogo consiste em uma imaginária sessão de autópsia na cabeça do escritor Lima Barreto (1881-1922) conduzida por médicos eugenistas, que defendiam a higienização racial no Brasil da década de 1930.
O objetivo era entender "como um cérebro considerado inferior poderia ter produzido uma obra literária de porte se o privilégio da arte nobre e da boa escrita é das raças tidas como superiores?". A partir desse pressuposto, o espetáculo mostra as várias facetas da personalidade e da genialidade do escritor, refletindo sobre loucura, racismo e eugenia.
Quem dirige a peça é Fernanda Júlia, do Núcleo Afrobrasileiro de Teatro de Alagoinhas (Nata). A montagem conta, ainda, com participações especiais com voz em off de Lázaro Ramos, Frank Menezes, Harildo Deda, Hebe Alves, Rui Manthur e Stephane Bourgade.
A 11ª Festipoa Literária acontece de 2 a 6 de maio e tem como homenageada a escritora Conceição Evaristo. Para contribuir com a realização do evento basta acessar a Vaquinha Festipoa pela internet.
COMENTAR | CORRIGIR
Comentários
Seja o primeiro a comentar esta notícia