Léo Voight é um dos idealizadores do 
projeto de capacitação Geração Dux Léo Voight é um dos idealizadores do projeto de capacitação de lideranças Geração Dux Foto: FREDY VIEIRA/JC

Programa gratuito de desenvolvimento de lideranças jovens recebe inscrições até 7 de abril

Geração DUX acontece em Porto Alegre e está na terceira edição

Léo Voight, 58 anos, é um dos idealizadores do programa de desenvolvimento de lideranças Geração Dux, criado pela Fundação Gerações, que chega na sua terceira edição em Porto Alegre. De forma gratuita, jovens entre 20 e 32 anos terão encontros periódicos entre maio e dezembro para aprenderem mais sobre empreendedorismo e se capacitar para o protagonismo em causas de impacto coletivo. Para se inscrever, até o dia 7 de abril, é preciso estar cursando a partir da metade do Ensino Superior ou já ter graduação e possuir vínculo com uma organização pública, privada ou da sociedade civil. E, claro, ter espírito empreendedor. Detalhes no site geracaodux.com.br.
GeraçãoE - De onde surgiu o Geração Dux e por que em Porto Alegre?
Léo Voight - A ideia surge de dois fatos determinantes. O primeiro é que a Fundação Gerações desejava criar um programa, no curto prazo, para prestar serviço às organizações da sociedade gaúcha, porque esta é a missão da fundação. Enquanto nós estamos formando o fundo Gerações, que é para investir na sociedade, também desejamos criar um programa que seja útil agora. E uma das coisas mais importantes num estado em crise seria ajudar a aperfeiçoar ou as organizações, ou a liderança. Aí nasce a segunda determinante do surgimento dessa ideia, que é o fato de que nós, diretores, ao longo da nossa juventude, fomos beneficiados por programas de desenvolvimento de liderança juvenil. Nós fomos uma geração de gestores privilegiada com o acesso a esses programas. Achamos que é nosso papel oferecer às novas gerações novas oportunidades. Fazemos em Porto Alegre por duas razões: a primeira é porque somos uma fundação cujo foco de atuação é o Rio Grande do Sul. A segunda, pois aqui há uma sociedade com depressão coletiva, com perda de liderança, de capital humano, social, intelectual. Então é exatamente para fazer um esforço na contramão do que a vida, o mercado e a crise têm determinado.
GE - O que você considera fundamental em uma liderança?
Léo - Um atributo fundamental é que a liderança seja sempre porta-voz da sua circunstância. Isso envolve o momento histórico e as pessoas e organizações que estão em seu entorno. Quando o líder tem a noção de que é um ente orgânico de uma coletividade, ele deixa de ter um olhar individualista e competitivo, passa a ser muito mais a expressão da sua realidade e beneficia essa comunidade. Nós somos convictos que líderes que têm essa noção de público, de coletividade; e têm noção de vínculo orgânico com a sua realidade, tornam a organização onde estão mais forte. E um estado que é formado por organizações fortes é um estado mais sustentável.
GE - Qual o papel dos líderes hoje?
Léo - Compreender que esse tempo é um momento de queima de capital e fazer o esforço de não reproduzir isso. Não reproduzir a queima de capital humano, cultural, financeiro, histórico na sua organização, no seu ambiente. Ajudar a fazer coisas inovadoras na sociedade, que rompam com este trem que está perdendo todos os badulaques no meio do caminho. É compartilhar esta visão estratégica que o líder Dux acessa, forma e desenvolve no programa.
GE - E qual o desafio de empreender no terceiro setor?
Léo - Estou convencido de que empreender no terceiro setor é construir serviços que sejam assistenciais para os necessitados, mas que isso se transforme numa prestação de serviço tão grande que acaba sendo valorizado pelo mercado. Empreender no terceiro setor é conseguir prestar um serviço que seja útil e sustentável. O resto é filantropia.
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