Sinead, que quebrou o pescoço enquanto competia 
em Amsterdã, lançou a Path Ex para salvar vidas Sinead, que quebrou o pescoço enquanto competia em Amsterdã, lançou a Path Ex para salvar vidas Foto: /Mauro Belo Schneider/Especial/JC

Após acidente trágico, ciclista cria startup

Do mestrado e doutorado, surgiu sua versão empreendedora

Sinead Miller, 27 anos, ficou conhecida mundialmente por sua performance como ciclista. Nascida nos Estados Unidos, ela competiu em diversos países, como Itália, França, Polônia, República Checa, Áustria, África do Sul, Bélgica, México e Holanda. Desse último, as lembranças não são tão boas. Amsterdã ficou marcada como a cidade onde ela teve um terrível acidente, que encerrou sua carreira no esporte.
Ainda com dores de cabeça terríveis, consequência da lesão cerebral e do pescoço quebrado, ela teve de se reinventar para seguir em frente. Após um longo período hospitalizada e diversas memórias apagadas, Sinead decidiu apostar nas pesquisas acadêmicas na área da saúde.
Do mestrado e doutorado, surgiu sua versão empreendedora. A startup que criou, a Path Ex, desenvolve uma tecnologia para diagnosticar e tratar sepsia, condição potencialmente fatal que surge quando a resposta do corpo a uma infecção danifica os seus próprios tecidos e órgãos. O equipamento pensado pela jovem limpa o sangue de forma rápida.
Atualmente, a pesquisadora, que trabalha na Vanderbilt University, em Nashville, conta com orgulho sobre sua mudança de vida. E sonha em salvar a de outras pessoas.
GeraçãoE - Como foi sua carreira como ciclista?
Sinead Miller - Antes de entrar na academia, virar pesquisadora, eu era ciclista profissional. Comecei a correr quando tinha 4 anos de idade, competi minha vida toda. Até que tive uma lesão cerebral, enquanto concorria na Europa. Nunca me recuperei e tive de descobrir uma nova paixão, entender o que faria dali para frente. Decidi gerar um impacto positivo na área da saúde e escolhi pelo curso de Engenharia Biomédica. Vi que aquela era a área onde minha paixão estava. Vim para universidade, fiz Mestrado e PhD. No fim, criei a empresa.
GE - Qual foi a função da universidade para lhe despertar como empreendedora?
Sinead - A empresa, basicamente, começou quando eu frequentava a faculdade para o meu PhD. Estava trabalhando nessa tecnologia por alguns anos e, então, quando me formei, levei a tecnologia para fora da universidade. Foi aí que comecei minha própria startup.
GE - De que forma a academia colabora para que seu negócio deslanche?
Sinead - Estar aqui na universidade tem sido de grande ajuda. Vanderbilt oferece muitos recursos, não só de pesquisa, mas de conexões. Temos professores, pessoas que são especialistas nos campos que trabalhamos. Temos acesso a eles diariamente.
GE - Como a carreira de ciclista se relaciona com os altos e baixos de uma startup?
Sinead - Diria que ter crescido competindo foi uma das lições mais importantes que aprendi na vida, mas hoje faço coisas para o benefício de outras pessoas, não só o meu.
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