Depois de não se adaptar a João Pessoa, Estefânia agora mora em Florianópolis Depois de não se adaptar a João Pessoa, Estefânia agora mora em Florianópolis Foto: /Arquivo Pessoal/Divulgação/JC

O que aprendi do negócio que fechei neste ano

A vida não acaba junto com o fechamento de uma empresa, ficam os aprendizados

Para a jornalista de Porto Alegre Estefânia Martins, 32 anos, 2017 foi o ano de encerramento de seu negócio. Em junho, ela fechou as portas de um bistrô montado na praia de João Pessoa, na Paraíba, ao lado do marido, Maurício Ferran. O Temperos e Aromas, que era um sonho de ambos, durou sete meses. A principal motivação da dupla era morar perto da praia. 
Pois, assim como muitos empreendedores, eles enfrentaram dificuldades no meio do caminho, se surpreenderam com a burocracia e perceberam que morar longe da família não é tão fácil assim. Mas a vida não acaba junto com um negócio.
Com mais aprendizado e experiência, agora o casal está morando em Florianópolis. Estefânia voltou ao ramo de Jornalismo e Marketing e Maurício segue na Gastronomia, se preparando para embarcar no empreendedorismo novamente em breve. 
GeraçãoE - Por que o negócio não deu certo?
Estefânia Martins - Nós optamos por encerrar os trabalhos por diversas questões. Não nos adaptamos à cidade (somos gaúchos e estávamos morando em João Pessoa) e como o prédio estava sendo finalizado, quando alugamos, tivemos muitos problemas estruturais e burocráticos para legalizar o bistrô. Por exemplo, por erros na instalação elétrica, perdemos dois refrigeradores na véspera do Carnaval. Assim, tivemos dificuldade em manter as bebidas geladas. Foi um caos. Tudo isso nos cansou, nos estressou e, para nos mantermos saudáveis, optamos por vender tudo, recuperar o que foi investido e voltarmos para o Sul. Também estava pesando a distância com a família. Agora, estamos mais próximos.
GE - Qual a lição da experiência?
Estefânia - Aprendemos que tudo o que dependia somente de nós, deu certo. Porém, como um negócio depende de terceiros, temos que contar com bons parceiros. Vimos também a quantidade de burocracia que existe no Brasil e que realmente dificulta bastante. Mas aprendemos muito, crescemos muito e, com certeza, faremos muita coisa diferente no caso de abrirmos outro restaurante.
GE - O que fariam diferente?
Estefânia - Primeiro, jamais abriria em um lugar que não esteja 100% finalizado. Essa questão do prédio foi realmente muito desgastante. E também tratar tudo por e-mail, para registrar. Fomos na ingenuidade das coisas e prazos que prometiam. Quando cobrávamos, diziam que nunca tinham falado isto ou aquilo. Nos prometeram um telhado desde o início, e não tivemos. Disseram que só nós teríamos área externa, e as outras lojas tiveram também. Esse tipo de coisa desgasta muito.
>> Relembre a matéria que fizemos sobre a abertura aqui.  
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