Para Alvin e Carine, da Di Argento, período entre novembro e março é de alta Para Alvin e Carine, da Di Argento, período entre novembro e março é de alta Foto: /Di Argento/Divulgação/JC

Para manter aquecido o negócio gelado

A experiência da Di Argento, de Porto Alegre

Enquanto para alguns negócios o verão significa redução nas vendas, já que muita gente sai de férias, para outros é o período de cofrinho cheio. Os empreendedores por trás da Di Argento, fabricante de sorvetes e picolés, inclusive anunciaram novos investimentos. Os sócios, Alvin e Carine Chu, direcionaram R$ 250 mil para triplicar a produção em uma nova instalação, no bairro Santa Maria Goretti, na Capital. Em vez de três toneladas, o local terá capacidade de fazer 10 toneladas de sorvete por mês, enquanto atingirá 15 mil unidades de picolés. Com a jogada, a marca, presente no Rio Grande do Sul há 17 anos, pretende se tornar fornecedora regional, evitando que o negócio fique refém apenas da venda ao cliente final e criando uma rede de empresas que comercializam os itens. Mas, se o verão é bom para uma gelateria, o inverno pode não ser. Começamos falando sobre isso.
GeraçãoE - Como um negócio de sorvetes lida com as temperaturas baixas, como o inverno?
Alvin Chu - Na loja da rua Padre Chagas, temos a tradição de combinar o gelato com o café espresso. Isso faz com que a venda do sorvete seja impulsionada nos dias mais frios. Além disso, focamos a produção em sabores de sorvete mais apropriados para climas frios como avelãs, nozes e chocolates. Na loja do Iguatemi, o faturamento é mais constante ao longo de todo ano devido a climatização de um shopping center e ao movimento linear. Além disso, nossa loja do Iguatemi é maior, o que nos permite oferecer uma variedade de sobremesas, como taças de sorvete, brownie e petit gateau, que vão bem em qualquer clima.
GE - É preciso que haja um planejamento para que os ganhos do verão mantenham o negócio no inverno?
Alvin - Não é necessário no nosso caso porque, mesmo no inverno, com faturamento reduzido, o negócio se sustenta. Como empresários de um negócio que oscila ao longo do ano, procuramos melhorar nosso resultado no período de safra (alta) entre os meses de novembro e março para passar pelo período de baixa temporada sem prejuízo.
GE - Por que a produção foi triplicada?
Alvin - Abrimos a loja no Shopping Iguatemi e ganhamos outros clientes relevantes (corporativos com inúmeros pedidos para revender nossos sorvetes, além de clientes pessoa física interessados nos produtos da Di Argento para eventos, casamentos, festas de 15 anos, etc.). E, para nossa sorte, o inverno de 2017 praticamente não existiu. Nos últimos três anos nossas vendas cresceram muito e a estrutura produtiva não acompanhou este crescimento. Concluímos que, para crescermos, tínhamos que investir forte em produção para atender bem os nossos clientes. Este ano lançamos novos produtos, como os picolés e sanduíches de gelato, e desejamos manter este espírito inovador sempre.
GE - Há planos de expandir o negócio para o Litoral?
Alvin - Não temos planos de lojas no Litoral. No momento, nosso foco é a abertura da nova fábrica, crescer cada vez mais dentro da linha da gelateria italiana.
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Comentários ( 1 )
  1. Marco Andrei

    Admiro muito a Di Argento, um caso de sucesso de estudo obrigatrio para quem abrir um negcio, principalmente para um produto que sazonal, como o sorvete. Parabns Carine e ao Alvin!

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