Marianna Velho comercializa roupas pelo Instagram Closet by Mari Velho e agora abriu um estoque na avenida Anita Garibaldi, na Capital Marianna Velho comercializa roupas pelo Instagram Closet by Mari Velho e agora abriu um estoque na avenida Anita Garibaldi, na Capital Foto: /CLAITON DORNELLES /JC

Quando o negócio começa pelo Instagram

Três histórias de empreendedores que apostaram primeiro na rede, depois no ponto físico

Marianna Velho, 33 anos, dona do Instagram Closet by Mari Velho (@closetbymarivelho), é um exemplo de iniciativa que começou na internet e avançou para o mundo real. Recentemente, ela expandiu seu negócio, com a abertura de um showroom, localizado na avenida Anita Garibaldi, nº 2.401, em Porto Alegre.
A conta virtual surgiu em 2016, a partir de pedidos de amigas por dicas de looks e porque ela adora redes sociais. O objetivo era vender roupas em casa, algo pequeno, que fosse apenas para pessoas próximas. Porém tanto as curtidas quanto as vendas a fizeram enxergar uma oportunidade real de renda. São cerca de 120 peças vendidas todo mês, com valor médio de R$ 150,00. O principal estado comprador é o Rio Grande do Sul, mas Marianna já comercializou para todo o Brasil e até para o exterior. "Tomou uma proporção inesperada. Na internet, não temos noção do alcance que vamos ter", entende.
Com o passar do tempo, a empreendedora decidiu abrir o showroom - ou, como diz, "a extensão de sua casa". O investimento com reformas, instalação de araras, espelhos e aluguel do espaço se aproximou de R$ 15 mil. A locação estoca aproximadamente 300 peças advindas de uma rede de fornecedores.
Após muitas pesquisas, a empreendedora, que atuou na área de marketing por anos, viu o potencial do Instagram como uma ferramenta de publicidade gratuita e um meio ágil e eficaz de relacionamento. Na rede social, a sensação de relação cliente-vendedor diminui. "Muitas clientes já chegam me chamando de amiga", conta. Isso acontece, inclusive, com os fornecedores.
Mesmo com a inauguração do showroom e lançamento do site da marca, Marianna pretende manter o foco no Instagram, por acreditar que a rede social é o melhor espaço para captação de novos clientes. Além disso, a internet permite conciliar o trabalho com a gravidez e, posteriormente, com a vinda do Arthur.
Aos interessados em ter um negócio similar, ela alerta que os ganhos podem ser altos, mas o capital gerado precisa ser reinvestido na medida em que o negócio cresce.

Empresa de decoração atrai pelos stories

As irmãs Patricia e Laura, criadoras da Tá na Caixa, atendem ao Brasil inteiro As irmãs Patricia e Laura, criadoras da Tá na Caixa, atendem ao Brasil inteiro Foto: /CLAITON DORNELLES /JC
Com mais de 50% de atendimentos realizados pelo Instagram, a Tá na Caixa (@tanacaixaa) oferece, para venda ou aluguel, decoração para festas. As irmãs e sócias, Laura Saldanha, 31 anos, e Patricia Ohlweiler, 34, atendem a todo País.
As sócias contam que a aproximação entre elas foi intensificada após a maternidade. E a ideia de empreender veio, justamente, da vontade comum de ter mais tempo para se dedicar aos filhos.
Antes de abrir de fato o negócio, as irmãs investiram na criação de material para apresentar seu produto. Elas produziram festas de pessoas próximas de graça, com a decoração da Tá na Caixa, em troca de poder fotografar os eventos para criar conteúdo para o Instagram. Assim, quando iniciaram a conta profissional na rede, já tinham bastante trabalho produzido para ilustrar.
Embora a Tá na Caixa seja especializada em decoração infantil, há, também, opção para o público adulto. São dois tipos de serviços: o de venda (Caixa Vai e Fica), que abrange todo o País; e de aluguel (Caixa Vai e Volta), que atende a Porto Alegre e Região Metropolitana.
No site da empresa, estão disponíveis todas as opções. A empresa também trabalha com artigos em papelaria, locação de mobiliário e alimentação, o Tá na Caixa Comilança. A intenção é criar ambientes mais intimistas.
"Nosso foco são festas em casa. Cada um entra com um prato e nós, com a decoração", explica Patricia.
O tema da festa é de livre escolha do cliente, pois a maior parte da personalização é realizada nos itens de papelaria. Por isso, garantem, a cada entrega, conseguem dar uma cara diferente às celebrações.
Grande parte dos artigos é comprada em matéria crua. A mão de obra (pintura, corte e estampas) é realizada num ateliê próprio, aberto após a demanda criada pelo negócio. As empreendedoras fazem toda a personalização dos artigos a quatro mãos.
Há seis meses no mercado, já foram enviadas cerca de 50 caixas de decoração. A grande maioria por conta dos contatos feitos pelo Instagram. "Muitos dos orçamentos são realizados pelas respostas dos stories (postagens disponíveis por 24h)", revela Patricia. As sócias trabalham também com conteúdo para Facebook e YouTube. No geral, são tutoriais de como realizar a montagem da decoração das caixas. Nos planos, está a ampliação do atendimento de aluguel para toda a Região Sul do Brasil e São Paulo. Serão feitos alguns testes para esses locais com o serviço.
 

"Não adianta ter um milhão de seguidores, e ninguém comprar"

Tamara e Natália vendem lingeries, moda praia e produtos afrodisíacos de forma discreta Tamara e Natália vendem lingeries, moda praia e produtos afrodisíacos de forma discreta Foto: /CLAITON DORNELLES /JC
A Sexy Vinte e Oito (@sexyvinteeoito) atinge faturamento de até R$ 17 mil ao mês comercializando lingeries e moda praia pelo Instagram. A empresa porto-alegrense, formada pelas sócias Natália Frota e Tamara Fireman, ambas de 28 anos, quer aumentar ainda mais o número de consumidores. 
Para isso, as empreendedoras lançaram também um site, pois acreditam que passa credibilidade para quem compra. A estratégia, creem, ajuda no posicionamento das buscas do Google. "Com a internet, você está em todos os lugares", analisa Tamara.
A vontade de investir no universo virtual veio da percepção de Natália de que os espaços físicos para este mercado são muito erotizados. O que, muitas vezes, não condiz com o perfil das noivas que procuram apenas uma lingerie mais sensual, por exemplo.
Com baixo investimento inicial, de R$ 2 mil, Natália adquiriu suas primeiras peças. Em seguida, ao ver o potencial do negócio, fez uma aposta mais alta: ampliou o estoque para mil peças, com investimento de
R$ 50 mil. "Nós ainda temos peças desses mil produtos. Mas, a partir deles, fomos adquirindo outros e diversificando", conta.
E o investimento é constante. Mesmo com estoque volumoso, as sócias continuam selando novos acordos. Para o verão, está fechada uma aquisição de R$ 50 mil em peças de moda praia. Elas ainda vão comercializar uma linha de produtos afrodisíacos, como feromônios indianos.
Os produtos disponíveis na Sexy Vinte e Oito são escolhidos estrategicamente. As noivas em lua de mel podem comprar a lingerie e, por conveniência, levar vestuário para praia e itens para usar na intimidade do casal.
Para cada passo que é dado, um trabalho de pesquisa entra em ação. Para a escolha de ferramentas de impulsionamento no Instagram não foi diferente.
As sócias estudaram o público que desejavam atingir e qual a forma mais efetiva no direcionamento. "Não adianta ter um milhão de seguidores, e ninguém comprar", conclui Natália.
Todo esse trabalho tem apresentado resultados, entendem as parceiras. Em seis meses, com média de 210 vendas mensais, elas já atenderam clientes de quase todos os estados brasileiros. Além disso, acumulam mais de oito mil seguidores, que compram e indicam novos consumidores. 
 

Saiba Mais

A Sexy Vinte e Oito comercializa peças a partir de R$ 30. A empresa entende que muitas das mulheres que compram têm corpos diferentes, por isso, vendem peças separadas e, assim, dão mais liberdade também para a cliente formar conjuntos do seu agrado.
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Comentários ( 1 )
  1. Deise

    Chegam chamando de amiga, inclusive os fornecedores? Qual o diferencial disto para fins de aferio de sucesso do negcio? Hoje todo mundo se chama de amiga, a coisa mais banalizada que existe. E fingida, na maior parte das vezes.

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