Porã agora trabalha  em uma universidade Porã agora trabalha em uma universidade Foto: /Arthur isoppo/Especial/JC

Porã empreende na própria carreira

Tomar a atitude de buscar novas oportunidades trata-se de uma barreira para muitas pessoas realizarem seus sonhos. Porã Bernardes, aos 45 anos de idade, aceitou esse desafio e partiu em busca de uma guinada profissional. Deixou para trás uma carreira consolidada em um dos principais grupos de comunicação do Sul do País para tornar realidade as suas convicções no projeto da rádio Unisinos FM.
Empreender, muitas vezes, é sinônimo de criação de novos negócios. O termo, porém, possui um significado mais amplo. Está ligado também à inovação e à transformação. Após 10 anos na bancada do programa Pretinho Básico, da Rede Atlântida, o comunicador resolveu mudar. Nesta entrevista, Porã conta como foi seduzido pela proposta de trabalhar como diretor de conteúdo na rádio, aplicando suas ideias de comunicação para abrir espaço na mídia para a cena cultural local.
GeraçãoE - Como foi deixar o antigo emprego após 11 anos, e o que te impulsionou?
Porã - Toda ruptura tem dor. Mesmo que tu queiras te separar, sempre é meio dolorido. Então, foi difícil. Ao sair daquela zona de conforto, eu assumi um risco. Mas, se não me desafiasse agora - com 45 anos e 25 anos de profissão -, talvez, daqui a dois anos, não tivesse essa oportunidade, e já não fosse mais valioso na RBS. Então eu vislumbrei um caminho para minha vida que envolve esse projeto. Não é fácil. Uma energia diária para mudar pensamentos de pessoas, tentar captar parcerias para um projeto que ainda não tem visibilidade.
GE - Por que tu escolheste esse desafio?
Porã - Desafio por um sonho. O sonho de ter uma rádio de um jeito mais próximo do que eu acredito que deva ser um veículo de comunicação. O interesse de fazer a mudança nasce desse projeto que eu julgo importante para minha vida. Eu entendo que ele vai ser relevante para a Grande Porto Alegre como um todo. É um projeto grandioso, em que teremos possibilidade de conectar iniciativas positivas da região. Iniciativas positivas de gente que está mexendo com arte e música. Cenas que estão meio desassistidas por certos veículos de comunicação. Enxerguei essa oportunidade de fazer a rádio dos meus sonhos, que parece um pouco com o que a Ipanema foi, e que teve um papel fundamental para as cenas da música gaúcha e da cultura porto-alegrense nos anos 1980, 1990 e um pedaço dos anos 2000.
GE - O projeto não encontrava amparo no modelo de rádio tradicional?
Porã - O projeto, da maneira como ele é proposto, não se enquadra no rádio tradicional. No mainstream, as grandes rádios não têm muito espaço para correr riscos, então realmente se dá pouco espaço para bandas locais e para divulgar a cultura das cidades. A mídia tradicional trabalha com a massa, e restringe o espaço para conteúdos específicos, mais profundos. A gente quer fazer uma rádio que esteja sintonizada com o nosso tempo, não uma rádio de flashback ou uma rádio que só toque os hits do top 50 da Billboard. O desejo é ser uma alternativa para as pessoas descobrirem músicas novas.
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