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Porto Alegre, sexta-feira, 08 de setembro de 2017. Atualizado às 16h44.

Jornal do Comércio

Expointer 2017

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Tecnologia

Notícia da edição impressa de 04/09/2017. Alterada em 03/09 às 18h04min

Startups ditam novo ritmo das inovações

Expointer 2017

BalPass permite a pesagem dinâmica do rebanho e envia os dados para a nuvem


FREDY VIEIRA/JC
Patricia Knebel
A presença de jovens empreendedores, investidores, mentores de startups e executivos de incubadoras e aceleradoras na Expointer 2017 ilustra que, definitivamente, há uma mudança em curso. Os atores dos ambientes de inovação brasileiros estão olhando mais atentamente para o setor de agronegócios.
A tecnologia começa a fazer parte do dia a dia do campo e, mesmo que não na velocidade esperada, já traz novas perspectivas para os negócios. "As inovações estão chegando de uma forma muito interessante. Antes falávamos apenas no embarque de tecnologia em máquinas e no segmento de sementes, mas, agora, vemos projetos de drones, Internet das Coisas (IoT) e chips", observa Susana Kakuta, presidente do Badesul. Susana comenta o exemplo de produtos tradicionais, como balanças de pesagem, que começam a surgir no mercado com tecnologia embarcada, gerando 100% da rastreabilidade na palma da mão.
Um exemplo é o BalPass, um sistema de pesagem dinâmica do rebanho desenvolvida pela Embrapa, pela empresa Coimma e pela Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS). Os dados de pesos e identidade dos animais são enviados para a nuvem, o que possibilita aos produtores o acesso para tomada de decisão em tempo real e de qualquer dispositivo, como um computador ou app do celular. O equipamento pode ser instalado na pastagem em locais estratégicos de acesso ao bebedouro, cochos ou praças de alimentação, onde obrigatoriamente os animais passam diariamente. Com isso, elimina-se o estresse pelo qual eles passam ao serem levados até o curral.
Projetos que injetam no setor de agronegócios uma visão de futuro, e levam a um aumento da produtividade, são fundamentais para ajudar o Brasil a fazer frente no grande jogo da competição global. Além disso, Susana comenta outro aspecto importante para o Rio Grande do Sul, e que muitas vezes não é considerado. "A revolução industrial se dá, especialmente, a partir das iniciativas dos jovens. Precisamos estar preparados para receber o empreendedorismo inovador no agronegócio sob pena de perdemos os nossos talentos gaúchos para outros estados", relata.
O diretor executivo da Ventiur, Sandro Cortezia, celebra o crescimento da oferta de soluções inovadoras voltadas para o agronegócio. A própria aceleradora pretende atuar com mais força nesta vertical e, inclusive, está montando grupos de investimentos. Um dos caminhos que ele vê como importantes é a aproximação das grandes empresas do setor com as startups, algo que já acontece em outros mercados, como financeiro, varejo e indústria. "O corporate venture permite que as grandes operações sejam beneficiadas, na medida em que essas parcerias aceleram o seu processo de inovação; assim como as startups, que têm a oportunidade de crescer mais rapidamente aproveitando os canais das companhias mais consolidadas", analisa.
Além da aproximação que já começa a acontecer dos grandes fabricantes de máquinas agrícolas com as startups, o consultor em inovação no agronegócio, Luiz Eduardo Ramos, revela que uma área onde essa sinergia deve representar oportunidades imensas é a de implementos. "Estes players muitas vezes não têm condições de pagar pelo desenvolvimento de novas ideias e engenharia, então a perspectiva de ganho com a aproximação com as jovens empresas ágeis e inovadoras é enorme", relata.

Internet das Coisas ganha espaço para geração de dados estratégicos

Sensores IoT captam indicadores como temperatura, umidade e luminosidade em aviários
Sensores IoT captam indicadores como temperatura, umidade e luminosidade em aviários
E-AWARE/E-AWARE/DIVULGAÇÃO/JC
Uma das startups que a Ventiur está acelerando é a Allexo, que desenvolve soluções de Internet das Coisas (IoT) para o mercado, inclusive para o segmento agroindustrial. A solução coleta informações de maquinários agrícolas e de ambientes de aviários, entre outras aplicações, e fornece os dados de forma integrada, com baixo custo e acessível ao usuário do ponto de vista tecnológico, explica o diretor da empresa, Alexandre Winck Ramos. Um exemplo é o monitoramento da performance do pivô de irrigação. "A nossa solução permite às empresas aproveitar os melhores recursos naturais e financeiros, e com muita facilidade de uso", explica.
Outra startup com portfólio de IoT para o agronegócio é a E-Aware, incubada do Centro de Empreendimentos em Informática (CEI), da Ufrgs. Um dos focos são as soluções para a avicultura. Sensores colocados nos aviários captam indicadores como temperatura, gases do ambiente, umidade e luminosidade. De acordo com o CEO da empresa, Jean Michel Winter, o equipamento extrai dados do processo de forma minimamente invasiva, transformando-os em informações de valor para que o produtor consiga conduzir o processo de forma precisa e com mais eficiência.
"O acesso a equipamentos com alta capacidade computacional na palma da mão, como os smartphones, quebrou paradigmas em relação ao uso de ferramentas tecnológicas no campo. Isso está impulsionando a adoção de soluções como sensores e drones no campo", relata.
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