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Porto Alegre, sexta-feira, 25 de agosto de 2017. Atualizado às 14h38.

Jornal do Comércio

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Tecnologia

Notícia da edição impressa de 25/08/2017. Alterada em 25/08 às 14h39min

Máquinas agrícolas estão mais inteligentes e proativas

Sensores acoplados na cabine do operador mostram que estão sendo aplicados volumes ideais de insumos nas plantas

Sensores acoplados na cabine do operador mostram que estão sendo aplicados volumes ideais de insumos nas plantas


STARA/DIVULGAÇÃO/JC
Patricia Knebel
Da porteira para dentro, o Brasil não deve nada a nenhum outro País na adoção de tecnologias capazes de aumentar a produtividade no campo. O uso de máquinas agrícolas associadas a ferramentas de Internet das Coisas (IoT), Big Data, mobilidade e cloud tem permitido que os produtores antecipem cenários que vão desde os estoques de insumos usados diariamente até o risco de algum equipamento falhar.
A convergência que houve nos últimos anos entre a disseminação do conceito de agricultura precisão e a incorporação da Tecnologia da Informação (TI) é o que explica esse grande furor em torno das novas tecnologias, afirma o coordenador do Núcleo de Agronegócios da ESPM-Sul, Ernani Carvalho da Costa Neto. "A tecnologia é uma dos grandes responsáveis pelo aumento da produtividade no campo nos último anos no Brasil", avalia.
O uso de sensores nas máquinas agrícolas permite a captura de diversos dados no ambiente, no caso, no campo. Podem ser desde termômetros para controle de umidade até lentes que geram imagens. "Ao capturar e processar estes dados, os produtores têm conseguido gerar métricas que permitem a interpretação e a tomada de decisões estratégicas", acrescenta Neto.
Recentemente, a Stara, empresa de Não-Me-Toque (RS), esteve na Alemanha para o lançamento do Connag, um software desenvolvido em coinovação com o SAP Labs Latin America, instalado no Tecnosinos, em São Leopoldo. O projeto realizado pelas duas empresas virou um produto mundial.
O diretor de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) da Stara, Cristiano Buss, explica que um dos grandes problemas nas fazendas hoje em dia, em se tratando do gerenciamento do processo de plantação e colheita, é o uso de máquinas de marcas diferentes - e que não se conversam. Falta informação unificada para que o produtor possa tomar as decisões. "O produto funciona como uma espécie de hub, que se conecta com diferentes marcas e cria um banco de dados único", relata.
Um produtor que está com cinco plantadeiras em campo, por exemplo, vai conseguir gerenciar remotamente a quantidade de sementes e adubo colocados. Conforme vai plantando, a máquina informa as quantidades usadas, os litros de diesel consumidos e as horas de trabalho na lavoura. Tudo isso é controlado por telemetria e, na medida em que o software estiver conectado com o ERP, será possível controlar o estoque e compras em tempo real. "Criamos essa automação porque sabemos que seria muito difícil para o produtor operacionalizar isso no dia a dia se tivesse que colocar pessoas coletando essas informações", relata.
A mesma proatividade será possível para evitar possíveis paradas dos equipamentos por questões técnicas. Se os sensores detectarem a saturação do filtro de ar do motor, por exemplo, a área de manutenção saberá antes que o problema ocorra. O Connag está disponível em todos os equipamentos da Stara que usam o Topper 5500, computador de bordo com telemetria.

Empresa aposta na conectividade para apoiar produtor em todas as etapas da lavoura

Piloto automático em pulverizador explora ao máximo a área sem gerar danos às plantas
Piloto automático em pulverizador explora ao máximo a área sem gerar danos às plantas
VALTRA/DIVULGAÇÃO/JC
Conectividade é a palavra-chave para a Valtra na adoção de tecnologias nos seus produtos, estratégia que está amparada em três pilares que formam o ciclo de agricultura de precisão: coleta de dados, análise das informações e intervenções.
"A conectividade aproxima o produtor do que está acontecendo em todas as etapas da sua produção e permite o cruzamento de todas as informações disponíveis de máquina, como solo, planta e clima, tornando a tomada de decisões mais rápida e eficiente", relata o coordenador de marketing de produto Fuse da AGCO, para a Valtra, Gerson Filippini Filho. A AGCO, empresa que controla a marca Valtra, criou o departamento Fuse justamente para desenvolver e implementar inovações na área de agricultura de precisão.
O primeiro pilar visa coletar informações da cultura em todas as etapas em campo, máquinas, equipamentos e demais tecnologias aplicadas. A segunda envolve a compilação destas informações, proporcionando a tomada de decisões baseadas nas análises e conclusões formadas. Já a terceira etapa é buscar a aplicação do conhecimento acumulado através do uso das ferramentas desenvolvidas para realizar as intervenções.
"A conectividade englobada dentro da agricultura de precisão oferece maior controle aos produtores rurais, que passam a ter mais informações e tecnologias para reduzir o impacto das máquinas, aumentar a produtividade e, consequentemente, reduzir custos", ressalta.
O executivo exemplifica citando o sistema de piloto automático Auto-Guide 3000 no pulverizador BS3120H HiTech, que permite ao produtor explorar ao máximo a área produtiva sem comprometer o desenvolvimento da planta. Isso impacta na produtividade, pois evita a sobreposição na aplicação de insumos. Com isso, há diminuição dos custos, menor consumo de combustível e menor compactação do solo, propiciando a diminuição de etapas posteriores de produção.
Outro exemplo de tecnologia embarcada está na colheitadeira de cana Valtra BE1035e, que já sai de fábrica com o sistema de telemetria que possibilita o monitoramento a distância. Com este dispositivo, chamado de AgCommand, é possível monitorar a máquina em tempo real, desde o momento em que está na fábrica, passando pela concessionária Valtra e até mesmo do cliente. "Isso possibilita agilizar a manutenção preventiva, repondo peças ou fazendo ajustes ao detectar essa necessidade, evitando longas paradas para manutenções", relata Filippini Filho.
A funcionalidade também permite que parâmetros operacionais da máquina sejam monitorados em tempo real, propiciando intervenções e orientações para o operador a utilize do modo mais adequado em cada situação. Assim, se o operador estiver colhendo com a velocidade fora da faixa recomendada, o cliente sobre como fazer o ajuste de forma a obter melhor performance.
 
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