Comentar

Seu comentário está sujeito a moderação. Não serão aceitos comentários com ofensas pessoais, bem como usar o espaço para divulgar produtos, sites e serviços. Para sua segurança serão bloqueados comentários com números de telefone e e-mail.

500 caracteres restantes
Corrigir

Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.

Porto Alegre, domingo, 13 de agosto de 2017. Atualizado às 21h57.

Jornal do Comércio

Panorama

COMENTAR | CORRIGIR

MÚSICA

Notícia da edição impressa de 14/08/2017. Alterada em 11/08 às 17h17min

Apanhador Só sobe ao palco do Theatro São Pedro para lançar novo disco

Apanhador Só lança disco com dois shows no Theatro São Pedro no fim de semana

Apanhador Só lança disco com dois shows no Theatro São Pedro no fim de semana


TUANE EGGERS/DIVULGAÇÃO/JC
Ricardo Gruner
Quatro anos e um processo de "coletivização" depois, a Apanhador Só está de volta com um novo disco. Meio que tudo é um, lançado há cerca de uma semana nas plataformas digitais, marca a volta dos gaúchos aos estúdios, com novos métodos de composição e experimentações sonoras. Melodias de voz e violão essencialmente pop se misturam com elementos que vão de registros do trânsito na Cidade do México até de molho fervendo.
Para marcar a nova fase, Alexandre Kumpinski, Felipe Zancanaro e Fernão sobem ao palco do Theatro São Pedro (Praça Mal. Deodoro, s/nº), em Porto Alegre, duas vezes nos próximos dias. O grupo é atração no sábado, às 21h, e no domingo, às 18h. O valor dos ingressos varia de R$ 50,00 a R$ 90,00 - as entradas reservadas para venda on-line já estão esgotadas.
O novo projeto contou com um financiamento coletivo por parte dos fãs, mas de uma maneira um tanto diferente das propostas de outros artistas que recorrem a esse método. O público fez uma vaquinha para que os músicos comprassem um carro - e, por sete meses, os artistas utilizaram o veículo para shows em 25 cidades. Após a turnê, o automóvel foi vendido para alavancar recursos usados no disco. "Não costumamos planejar muito antes de começar a compor, mas é certo que a estrada nos influenciou. Tanto por ter contato direto com diferentes culturas brasileiras, quanto pela transformação pessoal que acontece em um uma viagem longa", afirma Kumpinski. Após a turnê, a Apanhador Só tirou quatro meses para escrever as novas músicas, algo também novo na trajetória dos artistas.
Após tanto tempo de convívio - dos integrantes entre si e deles com outras pessoas, ao longo da gira -, as canções vieram embaladas pela ideia de coletividade. Além de amigos chamados para participar do processo criativo, Meio que tudo é um marca uma descentralização interna. "Até então, nunca tinham entrado composições que o Felipe ou o Fernão tivessem capitaneado", explica Kumpinski, que, antes das gravações, perdeu um celular com demos. "Usei um processo que nunca tinha utilizado antes. Ligar o gravador e começar a improvisar. O telefone possuía muito material dessa natureza, mas, por sorte, já tinha muita coisa pronta, memorizada, gravada em outros aparelhos. No fim, não fez falta", garante.
O resultado dessas experiências não tem um tom urgente e cheio de ruídos, como no aclamado Antes que tu conte outra (2013), disco que rendeu aos músicos uma indicação ao Grammy Latino. Desta vez, os músicos apostam em voz e percussão, por vezes flertando com gêneros como o samba ou o axé. Conforme Kumpinski, a indignação com questões sociais segue presente, mas de uma forma atualizada em relação ao trabalho anterior. "Buscamos uma maneira mais produtiva, construtiva de música, que não se baseia só na negação e no bloqueio de coisas que não aceitamos, propondo como conseguir mais - como chegar nas mudanças que queremos", ressalta. Por isso, destaca, foi escolhida a faixa Sol da dúvida para abrir o disco.
Na composição, também selecionada como primeiro single, o vocalista canta: "O sol da dúvida me abrasa, tento fazer dele minha casa". "Talvez seja o momento de tentarmos compreender o mais complexamente possível as questões em que estamos envolvidos para conseguir agir dentro delas", comenta.
Ainda de acordo com ele, a ideia das colagens sonoras - que inclui escoteiros cantando em um ônibus, vento uivando e som da chuva em um desenho animado - tem a ver com uma proposta de aceitação maior das diferenças. "E de compreender o diferente como nosso, ter mais potência de comunicação com nosso entorno", completa Kumpinski.
Para reproduzir esses elementos em shows, os músicos vão recorrer à computação. Já tudo o que for possível de ser tocado ganha execução dos artistas, seja através de instrumentos convencionais de outros itens. Nos créditos do disco, consta até um brinquedo Pense Bem, entre outros objetos curiosos utilizados nas gravações.
Ao vivo, nos shows do próximo fim de semana, o trio Alexandre Kumpinski, Felipe Zancanaro e Fernão ganha o reforço de Diego Poloni (guitarra, teclado, percussão, programações, voz) e Bruno Neves (bateria, percussão, voz).
COMENTAR | CORRIGIR
Comentários
Seja o primeiro a comentar esta notícia