Entrevista com Day Pohl, da Dress 250, sobre a marca e o mercado online de roupas. Day Pohl, da Dress 250, aposta no mercado online de roupas Foto: FREDY VIEIRA/JC

O que pensa o público da Capital entre 18 e 35 anos

A ESPM-Sul realizou, com exclusividade para o Jornal do Comércio, a pesquisa Porto-alegrenses e o consumo, divulgada em 14 de julho no caderno especial Dia do Comércio. Um recorte do levantamento, com entrevistas desenvolvidas com pessoas entre 18 e 35 anos, gerou uma amostra específica para o GeraçãoE. No total, o projeto ouviu 401 indivíduos, sendo que 20 deles se encaixavam na faixa etária mencionada. Esta é a 9ª edição do projeto, mas a primeira com este fragmento. O material revela o perfil, o comportamento e os hábitos dos moradores da capital gaúcha em relação ao consumo. A coleta de dados ocorreu em maio de 2017 e a margem de erro é de 5 pontos percentuais, para mais ou para menos, considerando um intervalo de confiança de 95,5%. As entrevistas foram realizadas em regiões de comércio da cidade, como Centro, Assis Brasil, Tristeza, Azenha e Parcão. Tenha acesso aos detalhes e faça o download em www.geracaoe.com.

Minoria recorre à internet para realizar suas compras

Entre os jovens adultos (de 18 a 35 anos), apenas 9% recorrem à internet para realizar suas compras. Lojas de rua (46%) ou shopping centers (45%) ainda são escolhas majoritárias, aponta a pesquisa.
Dados à parte, Day Pohl, 29 anos, formada em Design de Moda pela UniRitter, enxergou um rumo nesse mercado. Há pouco mais de três meses, ela lançou seu próprio e-commerce, o Dress250. As clientes (sim, são roupas femininas) encontram looks multimarcas montados com peças trazidas de Minas Gerais e São Paulo pela empreendedora, comercializadas pelo valor máximo de R$ 250,00.
Antes do e-commerce, a designer já trabalhava com a confecção e venda de roupas. Perto de se formar, em 2014, Day criou a marca Sophie. "São roupas personalizadas, sob medida e exclusivas", ressalta.
O modelo de negócio, contudo, a impede de trabalhar com uma demanda alta. "Não vou dar conta de fazer mil vestidos por mês. Então, pensei e decidi que queria inovar", completa.
O conceito que diferencia seu e-commerce, aponta Day, é o preço. "O trabalho é feito em cima disso, da pessoa poder consumir uma moda bacana, com acabamento, mas pagando pouco", destaca.
Mesmo com pouco tempo, a Dress250 já está tomando cada vez mais o tempo e o espaço de Day. "Está tendo bastante procura, até me surpreendi, porque agora está até me tomando mais tempo que Sophie, que era o meu negócio principal. Semana passada tive que colocar araras porque já não tinha mais onde empilhar roupas", conta, com entusiasmo.
O trabalho nas redes sociais são um diferencial. "Tem postagem todos os dias. Posto até seis vezes por dia, justamente para que as pessoas se motivem a entrar no site", revela.
O Instagram é, segundo Day, onde as clientes mais a contatam em busca de informações. Inclusive as compras podem ser efetivadas direto por lá.
"Se é daqui de Porto Alegre eu ainda ofereço a possibilidade de fazer a compra com dinheiro, com desconto. Pelo site seria só cartão de crédito", ressalta.
O conjunto e-commerce e redes sociais, enfim, está indo bem. "Para mim está sendo superpositivo. Já fui viajar três vezes para fazer compras (para abastecer a Dress250)", relata. Entre as preocupações dela, a cada nova compra, está a divulgação.
"Quando chego com as coisas, tiro as fotos. Eu mesma sou a modelo, a fotógrafa, maquiadora, sou tudo", diverte-se.
O próximo passo é engajar ainda mais as pessoas pelo site. Para isso, ela está montando, dentro do mesmo, o blog "Fica a dica". "Ele traz as matérias com look das famosas, por exemplo. E dentro da plataforma as pessoas conseguem comprar roupas parecidas", acrescenta.
FREDY VIEIRA/JC
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