Gabriel Santos é coordenador do Midi Tecnológico Gabriel Santos é coordenador do Midi Tecnológico Foto: Acate /Acate/Divulgação/JC

O que é que Floripa tem?

Resposta: a melhor incubadora do Brasil, segundo a Anprotec

Das belezas naturais nós já sabemos. O que pouco chega a quem enxerga a capital de Santa Catarina só como destino turístico é a dimensão do mercado de tecnologia que se desenvolve por lá. Surpresa?
O setor tecnológico é responsável por aproximadamente 5% da economia de Santa Catarina, com faturamento de cerca de R$ 11,4 bilhões. Florianópolis e região metropolitana detém 37% desse montante, com 901 das 2,9 mil empresas do segmento no estado. A cada 100 mil habitantes da ilha dos manezinhos, 2.891 são funcionários de empresas de tecnologia.
Fomos até um dos embriões deste ecossistema, o MIDI Tecnológico, incubadora de empresas de tecnologia mantida pelo Sebrae-SC e gerida pela Associação Catarinense de Empresas de Tecnologia (ACATE), que existe há 18 anos. O MIDI já formou cerca de 107 empreendimentos - 85% deles, inclusive, ativos até hoje. 
Lá, nove empresas residentes e outras seis espalhadas pela capital catarinense recebem mentorias e consultorias de negócio, coaching e cursos, por dois anos e meio. O hub fica no Centro de Inovação Acate Primavera, que abriga também outras empresas do ramo, "o que acaba gerando muito networking", pontua Gabriel Santos, 33 anos, secretário executivo da Acate e responsável pelo MIDI - que ganhou em 2016, pela quarta vez, o prêmio de melhor incubadora do Brasil, no Prêmio Nacional de Empreendedorismo Inovador, promovido pela Anprotec.
Além de auxílio no planejamento estratégico das startups e programa de apadrinhamento (onde empresas consolidadas partilham experiência com startups do mesmo ramo), um dos braços de qualificação do MIDI é o programa de desenvolvimento do empreendedor, feito de forma pessoal. "Muitos têm dificuldade em gestão de pessoas, liderança, designação de prioridades, conflito entre sócios. Nossa contribuição é muito mais no processo de gestão. O que a gente faz é introduzir essa célula na expertise técnica deles", explica Gabriel. 
São aceitas empresas de base tecnológica de qualquer lugar do país, mas que estejam ou tenham interesse em se fixar em Florianópolis e região. "Lançamos de um a dois editais por ano", avisa. Projetos em fase incipiente podem participar também das seleções de pré-incubação.
A amplitude do ecossistema tecnológico na ilha, segundo Gabriel, deve-se ao papel importante das universidades e um governo simpático às demandas do setor, "e também muita gente de fora que veio empreender aqui", complementa. Soma-se a isso o fato de Florianópolis ter pouco espaço para indústrias, em razão à preservação ecológica. A partir de 2000, ele contextualiza, o crescimento do setor na região passou a ser exponencial.

Você sabia?

Pensando em empreender fora do Rio Grande do Sul? Conforme levantamento da Endeavor, Florianópolis é a segunda melhor cidade do país para empreender, atrás apenas de São Paulo. Comparando a selva de pedra da capital paulista com a ilha da magia, há muito o que considerar nesta escolha.

MyTapp faz chopeiras automatizadas

Mateus Bodanese Mateus Bodanese Foto: ROBERTA FOFONKA/Especial/JC
A empresa de Mateus Bodanese, 26 anos, formado em Engenharia Elétrica, faz um sistema de chopeiras automatizadas. O cliente do bar abastece um cartão com créditos, escolhe qual cerveja quer tomar e o aproxima a um dispositivo de leitura. Em seguida, a torneira do chope é liberada, o tablet mostra quantos ml caem no copo e o preço a pagar. Hoje, há 169 sistemas operando, em sete estados. Em Porto Alegre, será possível encontrar no Beco e no Perro Libre. "A gente é um facilitador do consumo de cerveja. Cada pessoa vira o próprio garçom."

1Will: máquina que prepara o suplemento

Gabriel Bilck e Bernardo Pereira Gabriel Bilck e Bernardo Pereira Foto: ROBERTA FOFONKA/Especial/JC
A 1Will desenvolveu uma máquina de shakes pré ou pós-treino para academias. Com misturas próprias, a empresa usou a expertise dos equipamentos de café e adaptou para o preparo dos suplementos de proteínas e carboidratos, que saem frescos e cremosos. Basta comprar on-line ou na recepção, por pacote ou unidade, e levar o copinho até o dispenser. A compra de uma máquina pronta sai por R$ 12 mil. "A ideia é da suplementação enquanto alimentação saudável e bem-estar, nada de bomba", conta Gabriel Bilck, 25 anos.
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