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Porto Alegre, quinta-feira, 01 de setembro de 2016. Atualizado às 22h38.

Jornal do Comércio

Expointer 2016

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Agroecologia

Notícia da edição impressa de 02/09/2016. Alterada em 01/09 às 21h36min

Emater ensina a montar horta e produzir adubo

Bruna Oliveira e Patrícia Comunello
A Expointer traz soluções para quem quer praticar em casa o cultivo de pequenas produções de hortaliças, frutas e temperos. Com técnicas da chamada agricultura urbana, é possível plantar em áreas de espaço restrito, como um apartamento, e montar hortas de culturas variadas. A Emater-RS montou um circuito em seu estande na Expointer mostrando alternativas de estruturas para aplicar em espaços disponíveis e ainda orienta sobre as práticas mais adequadas.
Um modelo facilmente adaptável é o sistema de produção por slabs. Os "travesseiros" de plástico são preenchidos com terra para receber as mudas, acoplados a um sistema de irrigação por gotejamento. A "engenhoca", construída com materiais simples e também uma solução da "agricultura de bancada", dá mais conforto na lida com a produção por se situar acima do solo.
A produção por slabs já é uma realidade em grande parte do cultivo de morangos no Rio Grande do Sul, segundo o agrônomo Luís Bohn, assistente técnico regional de olericultura da Emater-RS em Porto Alegre. Desde que respeitados os intervalos corretos de irrigação, torna-se uma alternativa prática e barata para quem deseja plantar hortaliças e pequenos frutos em casa, como alface e tomate.
Mais simples de montar, as hortas verticais também são possibilidades da agricultura urbana. Os modelos mais comuns utilizam estruturas de pallets ou cano PVC, e facilmente se encaixam em paredes ociosas e pequenas áreas de casas e apartamentos. Nestes modelos, o produtor deve atentar para o tipo de substrato usado como adubo, responsável por nutrir a planta. Os canos são perfurados para ter o escoamento do excesso da água.
"É importante para não ter apodrecimento das hortaliças. Pode instalar até em apartamento, em uma sacada. Só chamamos a atenção para três coisas que as plantas precisam: água, solo (nutrientes) e sol, é um tripé", explica o extensionista Marcelo Ritter, da unidade da Emater de São Leopoldo. A iluminação pode ser em um período do dia.
A irrigação também exige cuidado, porém não necessita de uma estrutura montada, e pode ser feita, até mesmo, com regador. O principal cuidado é controlar para que não haja excesso ou falta de água. O ideal, durante o inverno, são duas irrigações ao dia. No verão, a frequência pode chegar a sete a oito vezes.
Bohn orienta que o local de plantio precisa ser de fácil acesso, receber boa iluminação solar e ventilação moderada. Também é preciso saber escolher as espécies mais adequadas para cultivo, já que os recipientes precisam ter espaço suficiente para comportar as raízes das plantas. A equipe também montou uma mandala no espaço, situado ao lado do pavilhão da agricultura familiar. Os canteiros exibem hortaliças e flores. 
A ideia reforça a importância de manter o solo coberto, para garantir umidade e que o sol não queime os micro-organismos e insetos, parte do habitat. "Queremos mostrar como, em um mesmo espaço, podemos ter várias espécies, uma contribuindo com o desenvolvimento da outra", orienta Ritter. Os canteiros são chamados de hortas vivas. "Podem ser replicados em qualquer espaço e com diversidade, não precisa ser só alface", descontrai o extensionista.

Minhocário doméstico gera biofertilizante para plantas

Sistema pode ser montado em casa para a produção de nutrientes
Sistema pode ser montado em casa para a produção de nutrientes
Patrícia Comunello/Especial/JC
Na grande horta do estande da Emater, é possível ainda aprender a fazer um minhocário em casa. A ideia é incentivar a alternativa para aproveitar os resíduos orgânicos domésticos e obter biofertilizante líquido, para reforçar os nutrientes das plantas cultivadas nem casa. Além disso, ele diz que a minhoca é sinônimo do chamado "solo vivo".
A ausência de minhoca é sinal de solo com sérios problemas de nutrientes. Os integrantes da unidade destacam que a ideia é promover a minhoca à espécie-bandeira, que são aquelas que se tornam símbolo de preservação do ambiente. "É como o urso panda. Nós temos a minhoca, sei que ela não tem o apelo do uso panda, mas tem um poder de gerar vida impressionante", apontam os integrantes da rede de centros ambientais dos vales do Sinos e Paranhana que têm parceria com a Emater.
A dica para quem quiser montar o minhocário é não colocar carne, leite e derivados dos dois alimentos para não gerar mau odor, além de ser foco de vetores de doenças, como insetos. O correto é usar resíduo de origem vegetal, sem sal, óleo ou fritura. O sal, por exemplo, atrapalha o ofício das minhocas. Ao compor as camadas, deve-se misturar uma de resíduo com folhas secas e capim para gerar aeração do composto. Até jornal bem picado ajuda a fazer a separação.
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