Roberta Fofonka

O Idear inicia as atividades nesta segunda-feira, dia 8, e pretende ser um hub de integração entre diferentes áreas da universidade a fim de novas ideias

Pucrs inaugura espaço voltado ao empreendedorismo, criatividade e inovação

Roberta Fofonka

O Idear inicia as atividades nesta segunda-feira, dia 8, e pretende ser um hub de integração entre diferentes áreas da universidade a fim de novas ideias

Com o objetivo de inserir o empreendedorismo no centro da universidade – literalmente – a Pucrs inaugura, na próxima segunda-feira (8), o Idear – laboratório de ensino que pretende introjetar a cultura empreendedora tanto em alunos quanto em professores.
Com o objetivo de inserir o empreendedorismo no centro da universidade – literalmente – a Pucrs inaugura, na próxima segunda-feira (8), o Idear – laboratório de ensino que pretende introjetar a cultura empreendedora tanto em alunos quanto em professores.
Focado no desenvolvimento do pensar criativo para alcançar a inovação e gerar soluções práticas, o espaço, que fica no prédio 15 da instituição, pretende integrar diferentes áreas do conhecimento e tornar a universidade mais plural entre seus integrantes.
“Nós temos a preocupação em formar estudantes que não esperem somente pelo emprego ao sair da faculdade”, aponta o diretor de Graduação Pucrs, Éder Henriqson (foto abaixo). Ele conta que a inauguração do Idear faz parte de um movimento que começou em 2014, testando metodologias com professores, técnicos e alunos. “Queremos que eles se conectem aos problemas que estão por aí, que desenvolvam a capacidade de empreender recursos em uma direção para solucioná-los”, pontua.
 Matéria sobre o projeto Idear, que promove o empreendedorismo nos cursos de graduação, na PUCRS    na foto: Éder Henriqson
Um dos testes mais recentes foi o lançamento da disciplina opcional Projeto Desafios, no primeiro semestre do ano, que uniu alunos de diversos cursos para montarem projetos baseados em necessidades captadas na sociedade. O modelo foi inspirado nos impact labs das principais universidades do mundo.
Agora, além desta disciplina em andamento no currículo, o hub abrigará aulas com conceitos disruptivos – entre eles o modelo aula invertida, onde o aluno é provocado a pesquisar e encontrar suas respostas. A proposta é também engajar professores a inovar em sala de aula, para que possam apostar em abordagens didáticas e pedagógicas diferentes. Entre elas, o laboratório estimula o uso da gameficação.
Uma das posturas para atrair o aluno, pontua a Coordenadora do Idear, Naira Libermann, é desmistificar o termo empreendedorismo como algo ligado estritamente às ciências exatas. “Queremos criar empatia, desvincular da questão empresarial, mas do empreender como atitude e competência”, ressalta. “Para nós, empreender está ligado a fazer diferença”, complementa a Coordenadora Acadêmica do Idear, Ana Cecília Nunes. Além das atividades de longo prazo, haverá também uma agenda de eventos periódicos.

Alguns jogos e recursos pedagógicos de prototipagem para você testar:

Startup Fever >> Jogo de tabuleiro para exercitar a estratégia de desenvolver uma startup. Foi financiado via crowdfunding
The Extraordinaires Design Studio >> Para estímulo da criatividade e empatia. Foi desenvolvido baseado na metodologia do Design Thinking
LittleBits >> Peças/módulos de circuitos conectados através de imãs. Permite materializar projetos de vários tipos. Veja mais: https://m.youtube.com/watch?v=wyruLKVrHk0
Makey Makey >> Permite materializar projetos complexos através de uma dinâmica muito simples. Mais aqui: https://m.youtube.com/watch?v=rfQqh7iCcOU
Ozobot >> Robozinho também usado para prototipagem e estímulo da lógica de programação 
Delegation Poker >> Jogo para tratar de temas de management 3.0, de Jurgen Appelo

Projeto Desafios na prática

Na primeira edição do Projeto Desafios, havia uma sala de aula com pessoas de 20 cursos diferentes. Entre eles, estavam Henrique Finato, 21, e Alessandra Soster, 20. Eles são, respectivamente, alunos de Geografia e Arquitetura. Juntos, desenvolveram um projeto de aplicativo que se chama “Feira Móvel”, baseado na necessidade absorvida com feirantes sobre as dificuldades de chegar até o consumidor final. A ideia deles é oferecer a localização das feiras orgânicas, horários e produtos disponíveis para aproximar as pessoas que acabam recorrendo aos supermercados. Um passo mais audacioso seria recolher os orgânicos excedentes das feiras e disponibilizar para entrega direto nas casas dos clientes. Sobre a experiência de trabalhar em aula com um grupo misto, Alessandra destaca que os conhecimentos das diferentes áreas vão se complementando. “A gente é bombardeado por vários pontos de vista”, complementa Henrique. “Na profissão é mais comum as pessoas trabalharem em escritórios, e eu não me imagino assim. A disciplina foi importante para ver que não preciso”, comenta ela.

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