Naira Libermann e Ana Cecília Nunes são responsáveis pelo projeto Naira Libermann e Ana Cecília Nunes são responsáveis pelo Idear Foto: JONATHAN HECKLER/JC

Pucrs inaugura espaço voltado ao empreendedorismo, criatividade e inovação

O Idear inicia as atividades nesta segunda-feira, dia 8, e pretende ser um hub de integração entre diferentes áreas da universidade a fim de novas ideias

Com o objetivo de inserir o empreendedorismo no centro da universidade – literalmente – a Pucrs inaugura, na próxima segunda-feira (8), o Idear – laboratório de ensino que pretende introjetar a cultura empreendedora tanto em alunos quanto em professores.
Focado no desenvolvimento do pensar criativo para alcançar a inovação e gerar soluções práticas, o espaço, que fica no prédio 15 da instituição, pretende integrar diferentes áreas do conhecimento e tornar a universidade mais plural entre seus integrantes.
“Nós temos a preocupação em formar estudantes que não esperem somente pelo emprego ao sair da faculdade”, aponta o diretor de Graduação Pucrs, Éder Henriqson (foto abaixo). Ele conta que a inauguração do Idear faz parte de um movimento que começou em 2014, testando metodologias com professores, técnicos e alunos. “Queremos que eles se conectem aos problemas que estão por aí, que desenvolvam a capacidade de empreender recursos em uma direção para solucioná-los”, pontua.
 Matéria sobre o projeto Idear, que promove o empreendedorismo nos cursos de graduação, na PUCRS    na foto: Éder Henriqson
Um dos testes mais recentes foi o lançamento da disciplina opcional Projeto Desafios, no primeiro semestre do ano, que uniu alunos de diversos cursos para montarem projetos baseados em necessidades captadas na sociedade. O modelo foi inspirado nos impact labs das principais universidades do mundo.
Agora, além desta disciplina em andamento no currículo, o hub abrigará aulas com conceitos disruptivos – entre eles o modelo aula invertida, onde o aluno é provocado a pesquisar e encontrar suas respostas. A proposta é também engajar professores a inovar em sala de aula, para que possam apostar em abordagens didáticas e pedagógicas diferentes. Entre elas, o laboratório estimula o uso da gameficação.
Uma das posturas para atrair o aluno, pontua a Coordenadora do Idear, Naira Libermann, é desmistificar o termo empreendedorismo como algo ligado estritamente às ciências exatas. “Queremos criar empatia, desvincular da questão empresarial, mas do empreender como atitude e competência”, ressalta. “Para nós, empreender está ligado a fazer diferença”, complementa a Coordenadora Acadêmica do Idear, Ana Cecília Nunes. Além das atividades de longo prazo, haverá também uma agenda de eventos periódicos.

Alguns jogos e recursos pedagógicos de prototipagem para você testar:

Startup Fever >> Jogo de tabuleiro para exercitar a estratégia de desenvolver uma startup. Foi financiado via crowdfunding
The Extraordinaires Design Studio >> Para estímulo da criatividade e empatia. Foi desenvolvido baseado na metodologia do Design Thinking
LittleBits >> Peças/módulos de circuitos conectados através de imãs. Permite materializar projetos de vários tipos. Veja mais: https://m.youtube.com/watch?v=wyruLKVrHk0
Makey Makey >> Permite materializar projetos complexos através de uma dinâmica muito simples. Mais aqui: https://m.youtube.com/watch?v=rfQqh7iCcOU
Ozobot >> Robozinho também usado para prototipagem e estímulo da lógica de programação 
Delegation Poker >> Jogo para tratar de temas de management 3.0, de Jurgen Appelo

Projeto Desafios na prática

Alessandra e Henrique criaram a Feira Móvel dentro da disciplina que propõe desafios empreendedores Alessandra e Henrique criaram a Feira Móvel dentro da disciplina que propõe desafios empreendedores Foto: JONATHAN HECKLER/JC
Na primeira edição do Projeto Desafios, havia uma sala de aula com pessoas de 20 cursos diferentes. Entre eles, estavam Henrique Finato, 21, e Alessandra Soster, 20. Eles são, respectivamente, alunos de Geografia e Arquitetura. Juntos, desenvolveram um projeto de aplicativo que se chama “Feira Móvel”, baseado na necessidade absorvida com feirantes sobre as dificuldades de chegar até o consumidor final. A ideia deles é oferecer a localização das feiras orgânicas, horários e produtos disponíveis para aproximar as pessoas que acabam recorrendo aos supermercados. Um passo mais audacioso seria recolher os orgânicos excedentes das feiras e disponibilizar para entrega direto nas casas dos clientes. Sobre a experiência de trabalhar em aula com um grupo misto, Alessandra destaca que os conhecimentos das diferentes áreas vão se complementando. “A gente é bombardeado por vários pontos de vista”, complementa Henrique. “Na profissão é mais comum as pessoas trabalharem em escritórios, e eu não me imagino assim. A disciplina foi importante para ver que não preciso”, comenta ela.
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