Comentar

Seu comentário está sujeito a moderação. Não serão aceitos comentários com ofensas pessoais, bem como usar o espaço para divulgar produtos, sites e serviços. Para sua segurança serão bloqueados comentários com números de telefone e e-mail.

500 caracteres restantes
Corrigir

Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.

Porto Alegre, sexta-feira, 15 de julho de 2016. Atualizado às 17h39.

Jornal do Comércio

Panorama

COMENTAR | CORRIGIR

Música

Notícia da edição impressa de 14/07/2016. Alterada em 13/07 às 16h36min

Café Fon Fon: um estabelecimento de música e diversão

Bethy Krieger e Luizinho Santos comandam projeto musical do Café Fon Fon

Bethy Krieger e Luizinho Santos comandam projeto musical do Café Fon Fon


JONATHAN HECKLER/JC
Luiza Fritzen
Quem passa pelo número 22 da rua Vieira de Castro, em Porto Alegre, acha graça no nome dado ao estabelecimento. A escolha por Café Fon Fon foi justamente para unir musicalidade e diversão. Assim explica Bethy Krieger, que abriu o local em 2012 ao lado do marido e sócio, Luizinho Santos.
Com a arquitetura de uma casa antiga deixada como herança, o espaço se assemelha às tabernas europeias com suas paredes de tijolo à vista, piso e teto de madeira. A acústica surpreende logo que se cruza a porta, com o som dos passos reverberando de forma clara e agradável no ambiente. Um dos diferenciais do Fon Fon é oferecer ao artista instrumentos como piano de cauda, a bateria, microfones e auto-falantes que permitem ao artista se preocupar apenas com sua música e deixar os equipamentos por conta da casa.
O ambiente aconchegante e intimista, com capacidade para cerca de 80 pessoas, surgiu da necessidade de espaços voltados à música instrumental na cidade sentida pelos músicos. "Queríamos um local próprio para dar a direção artística e tocar a música que fosse de nosso interesse", afirma Luizinho, que também compõe e toca saxofone. O nicho acabou se expandindo e hoje o café recebe também exposições, oficinas de pintura e saraus. "Ultrapassamos o universo da música para tornar o espaço um lugar de troca de experiências e cultura", conta Bethy.
O lugar vem ganhando reconhecimento e, de hoje até dezembro, será palco para um novo projeto, com nomes locais e da cena nacional para shows e apresentações, sempre na faixa das 21h30min. Trata-se do Café Fon Fon - Palco Musical, projeto vencedor do Prêmio Funarte de Programação Continuada para a Música Popular 2015, promovido pelo Ministério da Cultura, por meio da Funarte.
A programação inclui também workshops com os artistas convidados, com o intuito de proporcionar a troca de conhecimentos e experiências e o aperfeiçoamento profissional. Marcando a estreia do projeto, hoje, Conrado Paulino Quarteto chega ao Café para lançar seu novo disco, Quatro climas. Ao todo, serão oito shows, com ingressos a preços populares (R$ 10,00).
Sabendo da importância de conseguir espaços para apresentar sua própria música, os empresários contam que a escolha dos artistas foi feita com base em seus trabalhos autorais. Para Luizinho, "há muita música sendo feita e pouca sendo mostrada, por isso é importante dar oportunidade para as pessoas mostrarem seu trabalho". Outro objetivo era diversificar as atrações e valorizar o que acontece no cenário local. "Queríamos dar voz as pessoas daqui que têm qualidade e já têm referência no meio em que tocam", relata Bethy.
O edital permitiu também uma reforma no estabelecimento, com móveis novos e melhorias na iluminação. O projeto tornou possível, ainda, melhorar as condições de trabalho dos colegas de música, como conta Bethy. "Agora podemos remunerar os artistas independente do público e do valor do ingresso." A acessibilidade também foi contemplada e, além do cardápio em braile, serão instaladas rampas de acesso para cadeirantes, banheiros adaptados e corrimãos. "A gente espera atrair todos os públicos e proporcionar maior independência para as pessoas que querem vir apreciar a música", explica a empresária.
Especialistas em música, os sócios incorporaram aos negócios a forma intimista com que tratam a arte. O cardápio conta com itens produzidos na cozinha da pianista e outros pratos são encomendados de pessoas que trabalham no bairro, o que deixa o ambiente mais familiar. Em eventos maiores, membros da classe artística são contratados para trabalhar como garçons. "A gente sabe o quanto é difícil para o artista se manter financeiramente, então essa foi a forma que encontramos de ajudar", conclui Bethy.
Devido às suas rotinas paralelas, os músicos abrem as portas ao Café Fon-Fon de quinta-feira a domingo, mas ressaltam que o local está aberto à comunidade interessada em se apresentar em outras datas. É só chegar por lá.
COMENTAR | CORRIGIR
Comentários
Marco Aurélio Kirsch 15/07/2016 17h31min
Local maravilhoso, confortável, grande som rolando e o casal merece aplausos pelo idealismo e empreendedorismo- coisa rara na classe artística!!