Porto Alegre,

Publicada em 26 de Outubro de 2026 às 00:30

Azonasul pede por repasses para mutirões de exames e consultas

Associação defende que o Estado envie recursos para reduzir as filas de especialistas, exames e cirurgias

Associação defende que o Estado envie recursos para reduzir as filas de especialistas, exames e cirurgias

Victoria Debortoli / Tempórea Comunicação/ Divulgação/ JC
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Jornal do Comércio
A Azonasul, associação que reúne 23 municípios da região Sul do RS, vai propor ao governador eleito, Luciano Zucco, o repasse de recursos estaduais para que as prefeituras contratem mutirões de exames e consultas com especialistas. A medida é apontada como prioridade pelo presidente da entidade e prefeito de Santa Vitória do Palmar, André Selarayan.
A Azonasul, associação que reúne 23 municípios da região Sul do RS, vai propor ao governador eleito, Luciano Zucco, o repasse de recursos estaduais para que as prefeituras contratem mutirões de exames e consultas com especialistas. A medida é apontada como prioridade pelo presidente da entidade e prefeito de Santa Vitória do Palmar, André Selarayan.
A proposta parte da avaliação de que a atenção primária, de responsabilidade dos municípios, está bem estruturada, com médicos, enfermeiros e fisioterapeutas nas unidades. Pesquisas de satisfação de governo, segundo ele, mostram aprovação da população a esses serviços. O problema estaria em consultas, exames e cirurgias, atribuição do Estado. Selarayan afirma que as cidades aplicam em saúde bem mais do que os 15% exigidos pela Constituição e que, sem mutirões ou pagamento de procedimentos pelas prefeituras, a fila não andaria. "O nosso principal gargalo não é o que é competência nossa, é o que é competência do Estado", afirma.
Para o gestor, o Estado deveria identificar os gargalos de cada município e aportar o recurso nos cofres municipais. Isso reduziria gastos com combustível no transporte de pacientes a Porto Alegre, Passo Fundo e Uruguaiana, e manteria o dinheiro circulando nas cidades.
A Azonasul entregou ao governador eleito, na pré-campanha, uma carta de reivindicações e negocia com a assessoria dele a presença em um evento no fim de novembro, que reunirá os 23 municípios. Sobre a gestão atual, Selarayan cita o Assistir, que destinou recursos a hospitais, e o Bem Cuidar, que qualificou unidades de saúde. Em Santa Vitória do Palmar, duas das 13 unidades foram ampliadas.
Ele avalia, porém, que faltou avanço nos exames e cirurgias. Exemplo é a hemodiálise, que há um ano funciona no município e evita que pacientes percorram cerca de 480 quilômetros entre ida e volta a Rio Grande em dias alternados. O serviço está habilitado pelo governo federal, mas aguarda portaria. "Está funcionando tudo porque o município está pagando", diz o prefeito, que afirma arcar com R$ 250 mil por mês sem contrapartida estadual ou federal. Ele pretende ir a Brasília após as eleições.
Além da saúde, Selarayan defende que o critério da área da Educação usado no retorno do ICMS seja revisto para a região, onde vê desigualdade estrutural na aprendizagem dos alunos, e também pede representatividade regional na composição do governo Zucco.

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