Porto Alegre,

Publicada em 07 de Outubro de 2026 às 00:30

Por trás da taça de vinho, existe uma cidade

Alexandre Wohlgemuth de Souza - crédito Leticia Wolff

Alexandre Wohlgemuth de Souza - crédito Leticia Wolff

/Leticia Wolff
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Advogado

Cada vez que vou a Monte Belo do Sul, o trabalho ganha um pouco de passeio. Ao fim do dia, não deixo de visitar alguma vinícola. Entre os parreirais e uma boa conversa com um gringo experiente, que sempre tem histórias de sobra para contar, conheço um pouco mais do lugar e das pessoas que dão vida à sua economia.

Com menos de 3 mil habitantes, o pequeno município gaúcho integra o Vale dos Vinhedos e carrega uma expressiva herança da imigração italiana. Nas vinícolas, na gastronomia e nas tradições familiares, essa história continua presente. O vinho que chega à mesa também conta uma trajetória de trabalho, conhecimento e vínculo com a terra.

É fácil se encantar com o que está diante dos olhos. Mas é difícil perceber tudo aquilo de que essa experiência depende. O visitante precisa chegar ao destino, encontrar informações, circular com segurança e ser bem recebido. O produtor precisa transportar sua produção, ter apoio do poder público e encontrar condições para manter e desenvolver seu negócio.

Por trás da degustação, existe uma cidade que precisa funcionar todos os dias. É nesse ponto que a prefeitura participa da história. A conservação das estradas, a limpeza dos espaços públicos, a sinalização, o planejamento territorial e a qualidade dos serviços municipais ajudam a criar um ambiente favorável ao desenvolvimento. São tarefas que raramente aparecem na fotografia do passeio, mas fazem diferença para quem visita e, sobretudo, para quem vive e trabalha no município.

Diversas vinícolas já me receberam de braços abertos. Cada uma com suas particularidades expressa a diversidade da produção local. Cada empreendimento tem sua trajetória, mas compartilha com os demais a reputação do destino. Uma boa experiência pode estimular o visitante a voltar, conhecer outra propriedade, almoçar em um restaurante ou comprar produtos de uma agroindústria familiar. Por isso, a atuação pública exige uma visão que conecte agricultura, turismo, cultura e infraestrutura.

Os eventos podem atrair visitantes e valorizar tradições, mas seus resultados ganham continuidade quando estão associados a planejamento, diálogo com a comunidade e serviços bem organizados. Também há um cuidado essencial: preservar aquilo que torna Monte Belo do Sul especial. A paisagem rural, a memória das famílias e a hospitalidade fazem parte de seu valor.

O crescimento do turismo precisa respeitar esses elementos e produzir benefícios para os moradores. Monte Belo do Sul é lindo. Há uma beleza que se revela nas colinas, nas curvas das estradas e no encontro entre as casas e a paisagem rural. Ao fim do dia, dá vontade de ficar um pouco mais, prolongar a conversa e apreciar com calma aquilo que a pressa tantas vezes nos impede de enxergar.

Quando encerro mais um dia de trabalho e entro em uma vinícola, levo comigo essa percepção. Na taça está o resultado do esforço de quem cultiva e produz. Ao redor dela, está uma comunidade inteira. E cabe à gestão pública cuidar das condições que permitem essa história continuar, com qualidade de vida e oportunidades para as próximas gerações.

Cada vez que vou a Monte Belo do Sul, o trabalho ganha um pouco de passeio. Ao fim do dia, não deixo de visitar alguma vinícola. Entre os parreirais e uma boa conversa com um gringo experiente, que sempre tem histórias de sobra para contar, conheço um pouco mais do lugar e das pessoas que dão vida à sua economia.

Com menos de 3 mil habitantes, o pequeno município gaúcho integra o Vale dos Vinhedos e carrega uma expressiva herança da imigração italiana. Nas vinícolas, na gastronomia e nas tradições familiares, essa história continua presente. O vinho que chega à mesa também conta uma trajetória de trabalho, conhecimento e vínculo com a terra.

É fácil se encantar com o que está diante dos olhos. Mas é difícil perceber tudo aquilo de que essa experiência depende. O visitante precisa chegar ao destino, encontrar informações, circular com segurança e ser bem recebido. O produtor precisa transportar sua produção, ter apoio do poder público e encontrar condições para manter e desenvolver seu negócio.

Por trás da degustação, existe uma cidade que precisa funcionar todos os dias. É nesse ponto que a prefeitura participa da história. A conservação das estradas, a limpeza dos espaços públicos, a sinalização, o planejamento territorial e a qualidade dos serviços municipais ajudam a criar um ambiente favorável ao desenvolvimento. São tarefas que raramente aparecem na fotografia do passeio, mas fazem diferença para quem visita e, sobretudo, para quem vive e trabalha no município.

Diversas vinícolas já me receberam de braços abertos. Cada uma com suas particularidades expressa a diversidade da produção local. Cada empreendimento tem sua trajetória, mas compartilha com os demais a reputação do destino. Uma boa experiência pode estimular o visitante a voltar, conhecer outra propriedade, almoçar em um restaurante ou comprar produtos de uma agroindústria familiar. Por isso, a atuação pública exige uma visão que conecte agricultura, turismo, cultura e infraestrutura.

Os eventos podem atrair visitantes e valorizar tradições, mas seus resultados ganham continuidade quando estão associados a planejamento, diálogo com a comunidade e serviços bem organizados. Também há um cuidado essencial: preservar aquilo que torna Monte Belo do Sul especial. A paisagem rural, a memória das famílias e a hospitalidade fazem parte de seu valor.

O crescimento do turismo precisa respeitar esses elementos e produzir benefícios para os moradores. Monte Belo do Sul é lindo. Há uma beleza que se revela nas colinas, nas curvas das estradas e no encontro entre as casas e a paisagem rural. Ao fim do dia, dá vontade de ficar um pouco mais, prolongar a conversa e apreciar com calma aquilo que a pressa tantas vezes nos impede de enxergar.

Quando encerro mais um dia de trabalho e entro em uma vinícola, levo comigo essa percepção. Na taça está o resultado do esforço de quem cultiva e produz. Ao redor dela, está uma comunidade inteira. E cabe à gestão pública cuidar das condições que permitem essa história continuar, com qualidade de vida e oportunidades para as próximas gerações.

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