Porto Alegre,

Publicada em 10 de Setembro de 2026 às 00:30

UFSM firma acordo para estudo voltado à piscicultura

Pesca precisou ser interrompida por conta dos predadores

Pesca precisou ser interrompida por conta dos predadores

/EMATER-RS ASCAR/DIVULGAÇÃO/JC
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Jornal Cidades
A Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), a Fundação de Apoio à Tecnologia e Ciência (Fatec) e a Cooperativa Tritícola Santa Rosa Ltda. (Cotrirosa) firmaram um acordo de parceria para Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação para a execução do projeto “Estratégias e Governança na Cadeia Produtiva da Piscicultura no Rio Grande do Sul”. A iniciativa busca produzir informações científicas que auxiliem a cooperativa na avaliação de oportunidades de atuação no setor.
A Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), a Fundação de Apoio à Tecnologia e Ciência (Fatec) e a Cooperativa Tritícola Santa Rosa Ltda. (Cotrirosa) firmaram um acordo de parceria para Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação para a execução do projeto “Estratégias e Governança na Cadeia Produtiva da Piscicultura no Rio Grande do Sul”. A iniciativa busca produzir informações científicas que auxiliem a cooperativa na avaliação de oportunidades de atuação no setor.
O objetivo central é estudar um modelo de governança para a piscicultura que possa ser utilizado como ferramenta na tomada de decisões e na análise da viabilidade de negócios. Para isso, a equipe realizará levantamentos de dados, estudos de mercado e avaliações dos diferentes elos da cadeia produtiva, com atenção especial à tilápia, principal espécie de peixe cultivada no país.
Entre os pontos analisados estão a viabilidade técnica, econômica, logística e ambiental da implantação de uma fábrica de ração para peixes e os possíveis impactos da instalação de uma indústria de processamento de tilápia. O projeto também investigará modelos de integração e estruturas contratuais entre cooperativas e produtores associados.
A pesquisa ainda deverá identificar o perfil dos consumidores, os padrões de consumo de peixes e os canais de comercialização no atacado e no varejo do Estado. Outros estudos serão direcionados aos fornecedores de equipamentos, insumos e alevinos, além das certificações e dos padrões necessários para acessar mercados de exportação e grandes compradores internacionais.
A proposta surgiu a partir do interesse da Cotrirosa em diversificar suas atividades e da identificação do potencial da piscicultura como novo modelo de negócio. De acordo com Luís Eduardo Carvalho Noskoski, doutorando do Programa de Pós-Graduação em Agronegócios e bolsista do projeto, a cadeia ainda apresenta pouca coordenação no Rio Grande do Sul, apesar do crescimento da atividade no país. “Nosso papel é prospectar o mercado, compreender essa dinâmica por meio da pesquisa, criar ferramentas para a tomada de decisão e realizar estudos de viabilidade”, explica Noskoski, que também atua no Departamento de Inovação da Cotrirosa.
A estruturação da cadeia pode representar uma alternativa de diversificação para os produtores rurais, especialmente diante das dificuldades enfrentadas pelas atividades agropecuárias tradicionais em razão de estiagens e enchentes. A iniciativa também aproxima a universidade do setor produtivo ao direcionar conhecimentos científicos para uma demanda apresentada pela cooperativa.
As atividades serão realizadas em etapas, a partir da revisão bibliográfica e do levantamento de dados secundários. Em seguida, a equipe fará o diagnóstico da cadeia da piscicultura, a coleta e a análise de dados e a elaboração de relatórios técnicos. Os resultados deverão indicar em quais elos da cadeia a cooperativa poderá atuar e qual modelo de negócio apresenta melhores condições de desenvolvimento no médio e no longo prazo.
Além das informações destinadas à tomada de decisão da Cotrirosa, o projeto prevê a produção de relatórios mensais, a apresentação de resumos em eventos científicos e a publicação de pelo menos um artigo em periódico Qualis A na área Interdisciplinar. A pesquisa deverá contribuir para os estudos sobre governança, integração cooperativa e gestão de cadeias produtivas, além de ampliar a participação da UFSM em iniciativas voltadas ao desenvolvimento regional.

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