Porto Alegre,

Publicada em 26 de Agosto de 2026 às 00:30

Lei propõe reserva de vagas na Feira do Livro em São Leopoldo

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Jornal Cidades
Um novo projeto de de lei protocolado na Câmara Municipal de São Leopoldo quer blindar a economia cultural de São Leopoldo. De autoria do vereador Anderson Etter (PT), a proposta estabelece que no mínimo 30% das vagas de expositores na Feira do Livro de São Leopoldo sejam reservadas exclusivamente para livreiros locais. O texto surge em resposta direta aos protestos do setor contra o último edital de seleção, publicado na sexta-feira (21), considerado excludente pelo mercado regional 
Um novo projeto de de lei protocolado na Câmara Municipal de São Leopoldo quer blindar a economia cultural de São Leopoldo. De autoria do vereador Anderson Etter (PT), a proposta estabelece que no mínimo 30% das vagas de expositores na Feira do Livro de São Leopoldo sejam reservadas exclusivamente para livreiros locais. O texto surge em resposta direta aos protestos do setor contra o último edital de seleção, publicado na sexta-feira (21), considerado excludente pelo mercado regional 
O direcionamento da proposta foi alinhado na segunda-feira (24), em reunião entre o mandato do parlamentar e a diretoria da Câmara Leopoldense do Livro. O encontro debateu as fragilidades que o setor enfrenta e o risco de esvaziamento do comércio local, caso o edital atual não seja revisto.
O principal argumento econômico do projeto gira em torno dos vouchers literários distribuídos pela prefeitura. O governo municipal injeta recursos públicos na feira por meio desses vales, destinados a estudantes, professores e servidores da rede municipal de ensino. Segundo o autor da proposição, sem a cota para livreiros locais, esse capital fica diluído com todos demais participantes vindos de outras cidades.
Além de proteger o comércio local, o projeto de lei busca institucionalizar o fomento à economia criativa, descentralizar o acesso à leitura e garantir que a identidade cultural da região seja a protagonista do evento. Para tanto, o PL prevê ainda que 50% das atividades culturais da feira sejam realizadas por escritores, autores e mediadores locais, ou obras locais.

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