Os membros do Comitê de Gerenciamento da Bacia Hidrográfica do Rio dos Sinos (Comitesinos) aprovaram, em reunião, uma deliberação que estabelece um protocolo de contingência para eventos de alteração da qualidade da água do Rio dos Sinos. A iniciativa foi articulada pelo plenária da entidade a partir da ocorrência registrada em abril deste ano, que mobilizou operadoras de abastecimento da região e evidenciou a necessidade de procedimentos integrados para comunicação, investigação e resposta a situações semelhantes.
A deliberação foi aprovada e está na pauta da próxima reunião do Conselho de Recursos Hídricos do Rio Grande do Sul (CRH-RS) para aprovação. O documento estabelece diretrizes de atuação, comunicação e compartilhamento de informações entre as operadoras de saneamento Comusa, Corsan e Semae, que integram o Grupo de Trabalho (GT) Qualidade da Água do Comitesinos, especialmente diante de ocorrências que possam representar risco ao abastecimento público, aos processos de tratamento ou ao meio ambiente.
Entre os princípios que fundamentam a medida anunciada estão a necessidade de proteger a qualidade das águas da bacia do Rio dos Sinos, prevenir riscos ao abastecimento, agilizar a identificação e a comunicação de alterações na água bruta e ampliar a cooperação técnica entre as operadoras. A deliberação também destaca a importância da coleta e preservação de amostras de água do Rio dos Sinos, garantindo sua rastreabilidade para análises laboratoriais e investigações posteriores, além da rápida articulação com os órgãos ambientais.
Quando identificada uma alteração relevante na qualidade da água do rio, a operadora responsável pela captação deverá comunicar imediatamente as demais operadoras por meio de um grupo do WhatsApp. Sempre que possível, deverão ser informados local e horário da ocorrência, características observadas, trecho ou captação afetada, registros fotográficos ou audiovisuais, resultados analíticos preliminares e medidas operacionais já adotadas.
O texto do plano aprovado também prevê que os órgãos ambientais competentes da região emitam relatório com parecer técnico e conclusões sobre os eventos enquadrados na deliberação, com ampla publicidade dos resultados. O protocolo será acompanhado pelo GT Qualidade da Água, que poderá avaliar os registros das ocorrências e propor atualizações e aperfeiçoamentos nos procedimentos de resposta.