Porto Alegre,

Publicada em 12 de Agosto de 2026 às 17:41

EGR deve liberar trânsito na ponte entre Encantado e Muçum em 30 dias

Interditada desde 24 de julho, passagem no Vale do Taquari terá pilar comprometido escorado, o que permitirá a circulação

Interditada desde 24 de julho, passagem no Vale do Taquari terá pilar comprometido escorado, o que permitirá a circulação

EGR/DIVULGAÇÃO/CIDADES
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Lívia Araújo
Lívia Araújo Repórter
O secretário estadual de Logística e Transportes (Selt), Clóvis Magalhães, e o diretor-presidente da Empresa Gaúcha de Rodovias (EGR), Luis Fernando Vanacôr, anunciaram nesta quarta-feira (12), em entrevista coletiva, o cronograma de recuperação da ponte entre Encantado e Muçum, na ERS-129, sobre o Rio Guaporé. Segundo eles, a estrutura poderá voltar a liberar a passagem de pedestres e de veículos leves em até 30 dias, com a normalização completa do tráfego, incluindo veículos de carga, em 45 dias.
O secretário estadual de Logística e Transportes (Selt), Clóvis Magalhães, e o diretor-presidente da Empresa Gaúcha de Rodovias (EGR), Luis Fernando Vanacôr, anunciaram nesta quarta-feira (12), em entrevista coletiva, o cronograma de recuperação da ponte entre Encantado e Muçum, na ERS-129, sobre o Rio Guaporé. Segundo eles, a estrutura poderá voltar a liberar a passagem de pedestres e de veículos leves em até 30 dias, com a normalização completa do tráfego, incluindo veículos de carga, em 45 dias.
A interdição ocorreu em 24 de julho, depois que um dos pilares da ponte apresentou dano estrutural, após a elevação do nível do Taquari e de outros rios da região em decorrência de chuvas excessivas. Para permitir a reconstrução do pilar sem que ele precise suportar carga, a EGR contratou um consórcio liderado pela construtora Giovanella para a instalação de um escoramento metálico vertical, apoiado sobre a estrutura já existente, além da posterior reconstrução do pilar comprometido.
O valor da obra, de R$ 4,9 milhões, só foi divulgado nesta quarta-feira porque, segundo Magalhães, uma orientação jurídica anterior recomendava cautela na divulgação de valores contratuais durante o período de defeso eleitoral; a assessoria jurídica do governo autorizou a informação nesta quarta.
De acordo com Vanacôr, o escoramento foi projetado para suportar cheias previstas para o período, incluindo a possibilidade de elevação do nível do rio em setembro, mês em que a região historicamente registra enchentes. Concluída essa etapa, em 30 dias, a ponte poderá receber pedestres e veículos leves, como carros de passeio e ambulâncias. Os 15 dias restantes, somando 45 dias de obra, serão usados para a reconstrução final do pilar e a liberação de caminhões e demais veículos de carga. O dirigente da EGR ressaltou que a ponte sofreu elevações relevantes do nível da água em setembro e novembro de 2023 e em maio de 2024, além de uma nova elevação do Guaporé em agosto, o que provocou novos danos no pilar, reforçando a necessidade de interdição.
Magalhães acrescentou que a proibição de circulação sobre a ponte não está relacionada ao peso suportado pela estrutura. "É pela vulnerabilidade da estrutura em si e a incapacidade dela de ter toda a condição de segurança que é necessária", disse o secretário. Segundo ele, o pilar está desequilibrado e corre risco de sofrer uma torção que poderia levar ao colapso da ponte. Vanacôr complementou que o dano identificado ficou restrito à parede de contraventamento, sem indícios de deslocamento das colunas principais, mas que a movimentação da estrutura ainda impede a liberação da travessia. Atualmente, apenas funcionários da EGR e de empresas contratadas, habilitados para o monitoramento da estrutura, têm autorização para atravessar o local.

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