Porto Alegre,

Publicada em 11 de Agosto de 2026 às 18:14

UFPel e Iphan firmam convênio para mapear patrimônio do tropeirismo no RS

Trabalho será desenvolvido ao longo de oito meses e organizado em três frentes principais

Trabalho será desenvolvido ao longo de oito meses e organizado em três frentes principais

UFPEL/DIVULGAÇÃO/CIDADES
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Jornal Cidades
O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional no Rio Grande do Sul (Iphan) e o Bacharelado em Arqueologia da Universidade Federal de Pelotas (UFPel) firmaram um convênio inédito para a área de Arqueologia no estado. Trata-se do primeiro acordo desse formato celebrado pelo Iphan-RS, consolidando uma parceria estratégica entre a autarquia federal e uma instituição de ensino superior para o desenvolvimento de ações de pesquisa, preservação e gestão do patrimônio arqueológico.
O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional no Rio Grande do Sul (Iphan) e o Bacharelado em Arqueologia da Universidade Federal de Pelotas (UFPel) firmaram um convênio inédito para a área de Arqueologia no estado. Trata-se do primeiro acordo desse formato celebrado pelo Iphan-RS, consolidando uma parceria estratégica entre a autarquia federal e uma instituição de ensino superior para o desenvolvimento de ações de pesquisa, preservação e gestão do patrimônio arqueológico.
O projeto tem como foco a identificação e o cadastro de sítios arqueológicos vinculados ao ciclo do tropeirismo nos municípios de Bom Jesus, São José dos Ausentes, São Francisco de Paula e Santo Antônio da Patrulha. A iniciativa busca ampliar o conhecimento sobre as rotas tropeiras e suas materialidades, fundamentais para compreender a formação histórica, econômica e cultural do Rio Grande do Sul.
A coordenação do projeto está a cargo dos arqueólogos e professores Rafael Corteletti e Rafael Guedes Milheira. O trabalho será desenvolvido ao longo de oito meses e organizado em três frentes principais. A primeira envolve estudos documentais e bibliográficos. Nessa etapa, é realizado levantamento de referências acadêmicas, técnicas e institucionais, identificação de sítios já registrados ou mencionados em pesquisas anteriores e contextualização histórica das paisagens e vestígios associados ao tropeirismo.
O segundo momento é referente a atividades de campo. Os pesquisadores atuam na identificação, delimitação e documentação dos sítios arqueológicos nos quatro municípios, com uso de ferramentas de georreferenciamento, registros fotográficos e avaliação do estado de conservação e do potencial de visitação.
A última etapa será a sistematização e elaboração de produtos finais. Haverá atualização e inclusão de sítios no Sistema Integrado de Conhecimento e Gestão do Iphan, elaboração de catálogos municipais do patrimônio arqueológico do tropeirismo, produção de materiais cartográficos e entrega de relatório final com sínteses das atividades e fichas completas de cada sítio identificado. Atualmente, já estão em andamento as atividades da primeira e segunda etapas.

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