Porto Alegre,

Publicada em 11 de Agosto de 2026 às 18:16

Pelotas contabiliza quase 4 mil edificações com danos após ciclone

Executivo fez a aquisição de 2 mil telhas e já fez a distribuição da metade dos itens

Executivo fez a aquisição de 2 mil telhas e já fez a distribuição da metade dos itens

Volmer Perez/DIVULGAÇÃO/CIDADES
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Jornal Cidades
Quase quatro mil edificações (3.905), de um total de 13.125, localizadas no corredor de danos do evento climático extremo que varreu a zona urbana do município de Pelotas, no sentido Oeste-Leste (a partir do bairro Fragata em direção à Laguna dos Patos), foram atingidas pelo ciclone do dia 6 de agosto. Um conjunto de dados a respeito do fenômeno, que chegou a ter um quilômetro de largura, está compilado no parecer técnico disponibilizado nesta semana pela prefeitura, por meio da Secretaria de Urbanismo (Seurb).
Quase quatro mil edificações (3.905), de um total de 13.125, localizadas no corredor de danos do evento climático extremo que varreu a zona urbana do município de Pelotas, no sentido Oeste-Leste (a partir do bairro Fragata em direção à Laguna dos Patos), foram atingidas pelo ciclone do dia 6 de agosto. Um conjunto de dados a respeito do fenômeno, que chegou a ter um quilômetro de largura, está compilado no parecer técnico disponibilizado nesta semana pela prefeitura, por meio da Secretaria de Urbanismo (Seurb).
O levantamento oferece sustentação ao decreto emitido pelo prefeito Fernando Marroni. O documento decreta situação de emergência nível II na cidade por um período de 180 dias. De acordo com o chefe do Executivo, a partir do parecer, a prefeitura vai avançar para levantar dados mais específicos, como danos e demandas em iluminação pública, semaforização, equipamentos públicos como escolas e UBSs, além de laudos de interdição ou destruição total em residências.
Os destelhamentos são a principal manifestação dos danos acarretados com a passagem do ciclone. Das 302 ocorrências registradas através da Secretaria Municipal de Proteção e Defesa Civil, 289 relatam o problema, sobretudo nas regiões mais densamente povoadas, como Gotuzzo, Guabiroba e vila Farroupilha, no bairro Fragata.
A prefeitura começou a enfrentar a situação com a aquisição de duas mil telhas. Já foram distribuídas mais de mil. Uma unidade móvel apoia o serviço na região do Vasco Pires e Vila da Palha (Areal) bem como na vila Farroupilha (Fragata) para famílias que não se cadastraram junto à Defesa Civil.
O parecer técnico aponta 48 ocorrências relacionadas à arborização urbana e à rede de energia, compreendendo quedas de árvores associadas à infraestrutura elétrica. “O número certamente é maior, este foi um dado que levantamos já na noite de quinta-feira para apurar o trajeto do ciclone”, explica o secretário de Urbanismo, Otávio Peres. O número será atualizado nos próximos levantamentos a partir do documento divulgado nesta segunda.

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