Quase quatro mil edificações (3.905), de um total de 13.125, localizadas no corredor de danos do evento climático extremo que varreu a zona urbana do município de Pelotas, no sentido Oeste-Leste (a partir do bairro Fragata em direção à Laguna dos Patos), foram atingidas pelo ciclone do dia 6 de agosto. Um conjunto de dados a respeito do fenômeno, que chegou a ter um quilômetro de largura, está compilado no parecer técnico disponibilizado nesta semana pela prefeitura, por meio da Secretaria de Urbanismo (Seurb).
O levantamento oferece sustentação ao decreto emitido pelo prefeito Fernando Marroni. O documento decreta situação de emergência nível II na cidade por um período de 180 dias. De acordo com o chefe do Executivo, a partir do parecer, a prefeitura vai avançar para levantar dados mais específicos, como danos e demandas em iluminação pública, semaforização, equipamentos públicos como escolas e UBSs, além de laudos de interdição ou destruição total em residências.
Os destelhamentos são a principal manifestação dos danos acarretados com a passagem do ciclone. Das 302 ocorrências registradas através da Secretaria Municipal de Proteção e Defesa Civil, 289 relatam o problema, sobretudo nas regiões mais densamente povoadas, como Gotuzzo, Guabiroba e vila Farroupilha, no bairro Fragata.
A prefeitura começou a enfrentar a situação com a aquisição de duas mil telhas. Já foram distribuídas mais de mil. Uma unidade móvel apoia o serviço na região do Vasco Pires e Vila da Palha (Areal) bem como na vila Farroupilha (Fragata) para famílias que não se cadastraram junto à Defesa Civil.
O parecer técnico aponta 48 ocorrências relacionadas à arborização urbana e à rede de energia, compreendendo quedas de árvores associadas à infraestrutura elétrica. “O número certamente é maior, este foi um dado que levantamos já na noite de quinta-feira para apurar o trajeto do ciclone”, explica o secretário de Urbanismo, Otávio Peres. O número será atualizado nos próximos levantamentos a partir do documento divulgado nesta segunda.