Porto Alegre,

Publicada em 07 de Agosto de 2026 às 19:00

Estudo da UCS busca transformar casca de pinhão em carvão ativado

Pesquisadores estimam que pesquisas, ensaios de absorção e análises práticas levem entre seis meses e um ano

Pesquisadores estimam que pesquisas, ensaios de absorção e análises práticas levem entre seis meses e um ano

Bruno Zulian/DIVULGAÇÃO/CIDADES
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Jornal Cidades
Pesquisadores vinculados ao Programa de Pós-Graduação em Engenharia e Ciências Ambientais da Universidade de Caxias do Sul (UCS) realizam uma pesquisa com o objetivo de transformar a casca do pinhão em carvão ativado. O material, utilizado no tratamento de água, efluentes industriais e na filtragem de emissões atmosféricas, pode ganhar uma matéria-prima regional especialmente durante a época de safra da semente da araucária.
Pesquisadores vinculados ao Programa de Pós-Graduação em Engenharia e Ciências Ambientais da Universidade de Caxias do Sul (UCS) realizam uma pesquisa com o objetivo de transformar a casca do pinhão em carvão ativado. O material, utilizado no tratamento de água, efluentes industriais e na filtragem de emissões atmosféricas, pode ganhar uma matéria-prima regional especialmente durante a época de safra da semente da araucária.
O projeto é coordenado pelo professor Lademir Luiz Beal, com a colaboração dos pesquisadores Rafael Spohr e Lucas David e da estudante de Biomedicina Sara Brasil. O carvão ativado é utilizado por órgãos de saneamento para despoluição de recursos hídricos e esgotos, além de ser empregado como filtro para conter a emissão de gases industriais.
A pesquisa busca avaliar o potencial da casca do pinhão para essa mesma finalidade. Embora o carvão ativado possa ser obtido a partir de diversos materiais, os pesquisadores explicam que a casca do pinhão possui propriedades físicas e químicas diferentes. O objetivo é mapear características para avaliar se o produto apresenta diferenciais técnicos em relação aos materiais já utilizados.
Por se tratar de um estudo preliminar focado na identificação de propriedades e potencial técnico, a pesquisa está sendo conduzida em escala de teste no laboratório. ”A quantidade de pinhão necessária para o estudo inicial não é grande, fica em menos de 10 quilos. ”, pontua Spohr. Ele estima que o cronograma total das pesquisas, ensaios de absorção e análises práticas leve entre seis meses e um ano.
Para desenvolver a pesquisa, a casca do pinhão passará por dois processos: pirólise e ativação química. “A pirólise é, em linhas gerais, um tratamento térmico na ausência de oxigênio para transformar moléculas grandes em moléculas menores. Após essa etapa, ocorre a ativação química do carvão obtido, que é o processo responsável por causar uma das principais características do carvão ativado: o aumento drástico na sua área superficial, sendo extremamente eficiente na absorção de impurezas. Podemos chegar a um resultado maravilhoso com um material de propriedade única”, ressalta Spohr.

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